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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de novembro de 2016. Atualizado às 11h40.

Jornal do Comércio

Vinhos e Espumantes 2016

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Estado

Notícia da edição impressa de 17/11/2016. Alterada em 18/11 às 12h40min

Vinho de qualidade em Casca e Dom Pedrito

Vinícola Don Abel produz 50 mil garrafas ao ano, na cidade de Casca

Vinícola Don Abel produz 50 mil garrafas ao ano, na cidade de Casca


DON ABEL/DIVULGAÇÃO/JC
Distantes 500 quilômetros entre si, duas vinícolas gaúchas têm conquistado bons resultados em vinhos finos e promovido o enoturismo em cidades fora do circuito da Serra. Em Dom Pedrito, na Campanha, a Estância Guatambu começou a tomar forma em 2003, quando foram plantadas as primeiras uvas. O proprietário, Valter José Potter, decidiu investir na atividade motivado pela filha, a agrônoma e enóloga Gabriela Potter, que verificou em estudos científicos a propensão do local ao desenvolvimento de parreirais. O primeiro lote de vinho foi produzido em 2008, na Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves. Era o que Potter precisava para ver que o negócio "tinha fundamento" e investir na construção da vinícola, inaugurada em 2012. "São cinco safras vinificadas no local, com equipamentos trazidos da França, E nossos vinhos já estão bem posicionados em qualidade premium e superpremium", orgulha-se o proprietário.
Depois de décadas trabalhando com pecuária de corte, Potter se diz animado com a descoberta de que em suas terras também vigoram uvas.
"A região está confirmando potencial para a produção de uvas de qualidade que se adaptaram ao nosso clima". Além disso, a vinícola também abre as portas aos turistas, com tours técnicos, degustação e almoços harmonizados.
Com a mesma proposta, porém em Casca, na divisa entre a Serra e o Planalto Médio, a Don Abel, primeira vinícola-trailer da cidade, tem atraído centenas de turistas a cada semana. São moradores do município ou arredores, como Passo Fundo, Ibirubá e Serafina Corrêa, que vêem mais próxima a oportunidade de conhecer o universo do vinho. "É uma novidade na microrregião, e a gente percebe que se transformou em orgulho para a cidade", afirma o proprietário, Sergio Luiz de Bastiani.
A história da Don Abel começou em 1999, quando Bastiani, executivo de uma multinacional, deu início ao sonho de ter um projeto fora do mundo corporativo. Contratou um engenheiro agrônomo para prospectar uma área para comprar em sua terra natal e importou as mudas da França. Nos primeiros anos, vendeu a uva para grandes indústrias. Em 2005, passou a vinificar parte da safra e, desde então, conquistou prêmios e consolidou mercado, especialmente no Rio de Janeiro. "Não temos grande volume de produção, mas nos mantemos com 50 mil garrafas ao ano, com alto valor agregado. No setor do vinho, é preciso gostar do trabalho e não ter pressa para ver o retorno do investimento", afirma.
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