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Internacional

- Publicada em 24 de Fevereiro de 2022 às 10:01

Minuto a minuto: tudo sobre a guerra da Rússia e Ucrânia

O mundo foi sacudido na madrugada desta quinta-feira (24) com  o ataque russo à Ucrânia

O mundo foi sacudido na madrugada desta quinta-feira (24) com o ataque russo à Ucrânia


MONTAGEM FOTOS ARIS MESSINIS/ANATOLII STEPANOV/YASIN AKGUL/AFP/JC
A madrugada de quinta-feira (24) já está na história do século 21. O ataque militar russo ao território da Ucrânia, com invasão de tropas por terra e bombardeios aéreos, ordenado pelo presidente Vladimir Putin, colocou o mundo, mais uma vez, sob a sombra da guerra. As primeiras reações dos principais líderes mundiais são de forte condenação da ação de Moscou, com os primeiros anúncios de sanções ao governo russo, mas, até o momento, nenhuma resposta militar foi anunciada.
A madrugada de quinta-feira (24) já está na história do século 21. O ataque militar russo ao território da Ucrânia, com invasão de tropas por terra e bombardeios aéreos, ordenado pelo presidente Vladimir Putin, colocou o mundo, mais uma vez, sob a sombra da guerra. As primeiras reações dos principais líderes mundiais são de forte condenação da ação de Moscou, com os primeiros anúncios de sanções ao governo russo, mas, até o momento, nenhuma resposta militar foi anunciada.

Minuto a minuto: as principais informações sobre o conflito no Leste europeu

3 de maio

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, conversaram por telefone, informou o Kremlin em comunicado divulgado nesta terça-feira (3). No primeiro contato entre os dois líderes desde março, o presidente russo afirmou que Moscou está aberta ao diálogo com a Ucrânia, mas acusou Kiev de adotar postura "inconsistente e despreparada" para um "trabalho sério" nas negociações, segundo a nota.

2 de maio

A Rússia intensificou os ataques contra Odessa, principal porto ucraniano, que fica no sudoeste do país e é a chave para o controle da costa do país no mar Negro. Quarta maior cidade da Ucrânia, com uma população de quase 1 milhão de habitantes antes da guerra iniciada por Vladimir Putin em 24 de fevereiro, até aqui Odessa tem sido relativamente poupada pelos russos.
A empresa finlandesa de energia Fennovoima informou nesta segunda-feira (2), que decidiu rescindir, com efeito imediato, um contrato com a estatal russa Rosatom que previa a entrega de uma usina nuclear, em parte por causa da guerra na Ucrânia, "que agravou os riscos para o projeto". A companhia também citou "atrasos significativos e incapacidade de entregar o projeto" para encerrar o acordo para construir a usina de Hanhikivi, no norte da Finlândia.
A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, debateu em Varsóvia, nesta segunda-feira (2), com o presidente polonês, Andrzej Duda, esforços para auxiliar ainda mais os ucranianos na guerra contra a Rússia. Um dia antes, a norte-americana esteve em Kiev, onde se reuniu com Volodimir Zelensky.
Em mais um sinal de que pode estar preparando um ataque ao porto ucraniano de Odessa, vital para o controle da costa do mar Negro, a Rússia destruiu nesta segunda-feira (2) a ponte rodoferroviária que liga a cidade ao sul da região homônima, única ligação do país à área.
Israel condenou os comentários do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, comparando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que é judeu, a Hitler e acusando os judeus de antissemitismo. O ministro das Relações Exteriores de israelense, Yair Lapid, chamou as declarações de Lavrov de "um terrível erro histórico" e informou que convocou o embaixador da Rússia para consultas, de quem exigiria um pedido de desculpas.
A Rússia voltou a bombardear a usina siderúrgica Azovstal, que abriga civis em Mariupol, nesta segunda-feira (2). A informação é do vice-comandante ucraniano Sviatoslav Palamar. O ataque acontece um dia depois de um breve cessar-fogo, que permitiu a retirada de cerca de 100 civis por corredores humanitários mediados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Cruz Vermelha. Entretanto, ainda há gente no local.

1º de maio

As forças russas que controlam a cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, começaram a impor uma transição da moeda ucraniana para o rublo russo neste domingo (1), um movimento que autoridades locais descreveram como parte de uma tentativa de limpar uma parte do país de sua identidade nacional e incorporá-la à esfera de influência da Rússia. Ao mesmo tempo, os ucranianos relataram que quase todos os serviços de celular e internet na área estavam inoperantes. O Ministério do Interior ucraniano acusou as forças russas de cortar o serviço, dizendo que era uma tentativa de impedir que os ucranianos acessassem informações verdadeiras sobre a guerra.
O diálogo entre Moscou e Washington sobre estabilidade estratégica no que diz respeito ao controle de armas nucleares está formalmente "congelado", informou no sábado (30) a agência de notícias russa Tass, citando uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores.
Um comboio de quase cem civis foi retirado neste domingo (1º) dos bunkers da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, depois que a ONU e a Cruz Vermelha lideraram um acordo para aliviar a situação do cerco mais destrutivo da guerra da Ucrânia. Crianças estavam entre os resgatados.
A presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, reuniu-se com o líder da Ucrânia, Volodimir Zelenski, durante uma visita surpresa a Kiev neste domingo (1º). Trata-se da mais alta autoridade política norte-americana a viajar para a Ucrânia desde o início da guerra contra a Rússia.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, ignorou as críticas de que seu governo não está fazendo o suficiente para ajudar a Ucrânia a se defender contra a invasão russa. Scholz foi acusado, no país e no exterior, de ser hesitante e lento em ajudar a Ucrânia. Em entrevista publicada neste domingo (1º)pelo jornal Bild, o líder social-democrata defendeu a abordagem de seu governo. "Tomo minhas decisões rapidamente e em coordenação com nossos parceiros", disse.
A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que uma operação para evacuar pessoas de uma usina siderúrgica bombardeada em Mariupol, na Ucrânia, está em andamento. Em entrevista à Associated Press, o porta-voz da entidade, Saviano Abreu, disse que o esforço para tirar as pessoas do local está sendo feito em colaboração com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e em coordenação com funcionários ucranianos e russos.
No século V, a "Excalibur", a espada do rei Arthur, tinha o poder de queimar os olhos e cegar o inimigo no campo de batalha. Cerca de 1.600 anos depois, Excalibur, a munição de canhões pesados fornecida pelos EUA ao Exército da Ucrânia, pode mais. Pode cruzar o céu por até 40 km para destruir concentrações de blindados, um posto de comando ou um núcleo de tropas em movimento. É capaz de atingir depósitos de suprimentos e de levar o fogo aos tanques de estocagem de combustíveis.

30 de abril

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, prometeu, neste sábado (30), o contínuo apoio militar para que a Ucrânia contenha a ofensiva russa no país. O compromisso foi expressado em conversa telefônica com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de acordo com comunicado do governo britânico.
O presidente da França, Emmanuel Macron, conversou com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, ocasião na qual o francês indicou que o apoio militar à Ucrânia continuará a ser reforçado. Segundo comunicado emitido pelo Palácio Élysée, a ajuda à "resistência" do país à invasão Rússia seguirá, tal como a assistência humanitária, que hoje ascende a mais de 615 toneladas enviadas entre equipamentos médicos, geradores para hospitais, ajuda alimentar, assistência de abrigos e veículos.

29 de abril 

O presidente ucraniano Volodmir Zelensky quase foi capturado pelas tropas russas nas primeiras horas da invasão na Ucrânia, segundo o relato dele próprio à revista americana Time. Em uma reportagem publicada pela revista nesta quinta-feira (28), Zelensky afirma que soldados russos saltaram de paraquedas em Kiev na madrugada do dia 24 para capturá-lo ou assassiná-lo, em um momento em que o complexo presidencial não estava preparado para defendê-lo.

28 de abril

A Rússia bombardeou Kiev nesta quinta-feira (28), enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, visitava a cidade. Segundo o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, ao menos três pessoas ficaram feridas. Guterres e sua comitiva ficaram chocados com a proximidade do bombardeio russo, embora todos estejam seguros, disse um porta-voz da ONU.
Mais de dois meses após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os líderes ocidentais alteram o tom dos seus discursos e sugerem que se preparam para uma guerra longa e desgastante. Isso ocorre no momento em que Moscou adota a estratégia de ganhos progressivos no campo de batalha, com foco no leste e no sul da Ucrânia, e abandona o antigo plano de tomar Kiev de imediato.
A agência de guarda fronteiriça da Polônia registrou 3 milhões de travessias de entrada na fronteira do país com a Ucrânia desde a invasão russa, que começou no dia 24 de fevereiro. Cerca de 904 mil travessias fizeram o caminho contrário, segundo a agência.
Uma adolescente de 14 anos, vítima de um estupro coletivo cometido por membros do exército russo, em Bucha, na Ucrânia, engravidou após os abusos, disse a psicóloga Oleksandra Kvitko, que contou a história à rádio Svoboda, com consentimento dos pais da garota. Ela trabalha na linha direta da ouvidoria para atendimento psicológico.
A região russa de Belgorodo, junto à fronteira nordeste da Ucrânia, ativou suas defesas antiaéreas durante a madrugada desta quinta-feira (28), após moradores relatarem uma série de explosões. Ela já havia sido alvo de ataques, presumivelmente de drones e helicópteros ucranianos, em duas ocasiões desde abril. A escalada irritou Moscou, que culpa o incentivo ocidental à retaliação.
A Alemanha foi a maior compradora de energia da Rússia durante os dois primeiros meses da guerra na Ucrânia, de acordo com o Centro para Pesquisa sobre Energia e Limpeza do Ar, grupo de pesquisa independente. Estudo dessa entidade calcula que a Rússia já conseguiu 63 bilhões de euros (US$ 66,5 bilhões) com as exportações de combustíveis fósseis desde 24 de fevereiro, data em que as tropas russas atacaram a Ucrânia.

27 de abril

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta quarta-feira (27) que a Rússia poderá cortar o fornecimento de gás natural para outros clientes europeus, além de Polônia e Bulgária, caso eles também se recusem a pagar pelo produto em rublos.
Desde o início da Guerra da Ucrânia, a Casa Branca anunciou uma série de pacotes de sanções contra empresas e pessoas ligadas ao presidente russo, Vladimir Putin: bancos, estatais, políticos, oligarcas e até as duas filhas do chefe do Kremlin receberam punições.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que o governo dos Estados Unidos está em conversas com parceiros europeus sobre o corte no fornecimento de gás da Rússia à Polônia e Bulgária.
A Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira (27), suspender as tarifas de importações em todos os produtos da Ucrânia para a União Europeia durante um ano. A medida, descrita pela UE, como "um gesto sem precedentes de apoio a um país em guerra", deve aliviar a situação de produtores ucranianos diante da invasão militar por parte da Rússia.
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, afirmou nesta quarta-feira (27) estar preocupado com a situação na usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa. Localizado na porção central do território ucraniano, o local está ocupado pelos russos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou nesta quarta-feira (27) o corte no fornecimento de gás da Rússia à Polônia e à Bulgária de "chantagem", mas disse que o bloco está "preparado" para a falta de abastecimento após o anúncio feito pelo governo do presidente Vladimir Putin. O comunicado sobre a interrupção foi feito ontem pela empresa Gazprom, sob alegações de que a companhia não teria recebido o pagamento em rublos dos dois países membros da UE (União Europeia).

26 de abril

A Rússia avisou a Polônia e a Bulgária nesta terça-feira (26) que irá suspender o fornecimento de gás a esses países, após Varsóvia impor novas sanções a indivíduos e companhias russas. A estatal PGNiG, companhia petrolífera da Polônia, confirmou que recebeu uma carta da estatal russa Gazprom anunciando a suspensão completa dos fornecimentos de gás sob o contrato Yamal, a partir desta quarta-feira (27). 
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta terça-feira (26) que completou a conquista da região de Kherson, no sul da Ucrânia. A capital regional, homônima, havia sido a primeira cidade de porte a ser conquistada no país, no começo da invasão.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou na segunda-feira (25) que tanto a possibilidade de um novo conflito em escala global quanto a de uma guerra nuclear não deve ser subestimada. Em entrevista à televisão russa, o chanceler declarou que "o perigo (de uma guerra mundial) é grave, é real, não pode ser subestimado".
Médicos forenses que realizam exames póstumos nos corpos encontrados em valas comuns ao norte de Kiev dizem ter encontrado evidências de que algumas mulheres foram estupradas antes de serem mortas pelas forças russas, segundo reportagem do jornal The Guardian. As evidências foram vistas em dezenas de autópsias de moradoras de Bucha, Irpin e Borodianka, cidades que ficaram sob ocupação russa por cerca de um mês. Os detalhes das autópsias não foram revelados porque os médicos forenses ainda coletam dados e centenas de corpos ainda serão examinados.
O governo da Alemanha decidiu romper um tabu longevo e permitir a exportação de armas pesadas à Ucrânia. Tanques blindados de combate antiaéreo, conhecidos como Flakpanzer Gepard, foram reformados e enviados ao país, afirmou a ministra da Defesa, Christine Lambrecht, nesta terça-feira (26).
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, desembarcou em Moscou nesta terça-feira (26), para uma reunião de cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin. O encontro acontece em meio a uma nova escalada de tensões dentro do conflito na Ucrânia, que fez o principal diplomata russo mencionar o "risco real" de uma 3ª Guerra.
O argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, ligada à ONU, disse que a situação na usina nuclear desativada de Chernobyl é "absolutamente anormal e muito, muito perigosa".

25 de abril

A Rússia está expulsando dezenas de diplomatas alemães em um ato recíproco depois que Berlim recentemente expulsou de integrantes do corpo diplomático russo. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda-feira (25) que declarou 40 diplomatas alemães persona non grata em uma "resposta simétrica" à expulsão de diplomatas russos por Berlim no início deste mês por supostos crimes de guerra de Moscou contra civis na Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, admitiu que o país está enfrentando "pressão sem precedentes" de sanções que o Ocidente impôs a Moscou por sua invasão da Ucrânia, mas disse que a economia russa ainda pode funcionar de maneira estável.

23 de abril

O Ministro das Finanças da Ucrânia, Serhiy Marchenko, afirmou que um potencial embargo europeu à energia russa aumentaria significativamente os preços dos combustíveis. Ele demonstrou apoio a tarifas sobre as importações de petróleo e gás natural, como alternativa.
A Guerra da Ucrânia completa dois meses neste domingo (24) sem uma perspectiva de fim e com ameaças renovadas nos campos militar, nuclear e geopolítico.
Os mísseis do general Aleksandr Dvornikov podem muito. São eles os demolidores das cidades da Ucrânia. Podem extirpar prédios de dez andares e exibir as entranhas da destruição - pedaços de móveis, restos de roupas, livros carbonizados vistos pelo vazio deixado depois da onda de choque da explosão.

22 de abril

Moscou admitiu nesta sexta (22) que o naufrágio de seu principal navio de guerra no Mar Negro, o Moskva, deixou um marinheiro morto e 27 tripulantes desaparecidos. Símbolo do poder naval do país, o navio afundou no dia 14, segundo o Ministério da Defesa russo.
A Alemanha poderá entrar em recessão em 2022 se a guerra russo-ucraniana tiver uma nova escalada e levar a um embargo a importações de petróleo, gás e carvão da Rússia, segundo relatório mensal publicado nesta sexta-feira (22) pelo Bundesbank, como é conhecido o banco central alemão.
O Reino Unido reabrira sua embaixada em Kiev, capital da Ucrânia. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Boris Johnson, que atribuiu a retomada à "extraordinária fortaleza e sucesso" da resistência ucraniana às forças da Rússia.
A Rússia avança no território da Ucrânia pelo 58º dia consecutivo e anuncia que pretende dominar toda a região ao sul do país. Diante das ofensivas, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de preparar um falso referendo de independência nas regiões de Kherson e Zaporizhia.
O presidente russo, Vladimir Putin, desistiu de atacar a usina de Mariupol, último reduto da resistência ucraniana na cidade portuária. Em vez disso, ele ordenou um bloqueio completo das instalações, onde milhares de soldados ucranianos e civis estão encastelados há dias.

21 de abril

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (21) que suas tropas tomaram o controle da cidade portuária de Mariupol após dois meses de cerco, apesar de centenas de soldados ucranianos ainda resistirem dentro de uma grande siderúrgica.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (21) a proibição de navios afiliados à Rússia nos portos americanos e disse que enviará US$ 800 milhões a mais em recursos militares para ajudar as forças ucranianas - um pacote que inclui artilharia pesada e drones táticos. Biden descreveu a ajuda como os mais recentes passos do governo americano para apoiar o povo da Ucrânia e responsabilizar o presidente russo, Vladimir Putin, por sua "guerra brutal e sangrenta".
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, reafirmou nesta quinta-feira (21) a intenção do país de pressionar a Rússia com sanções econômicas e também de fazer "todo o possível" para ajudar a Ucrânia. Ao mesmo tempo, ela notou, durante entrevista coletiva, que um eventual embargo da Europa à energia russa exige "cautela", por seu potencial de subir preços no setor pelo mundo.

20 de abril

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sacou novamente a carta nuclear em sua disputa com o Ocidente, enquanto se desenrolam as batalhas da Guerra da Ucrânia.
Nesta quarta (20), ele anunciou o primeiro teste completo do novo míssil intercontinental para emprego de ogivas nucleares do país, o RS-28 Sarmat, conhecido na Otan (aliança militar ocidental) como Satã-2. É o mais poderoso armamento do tipo no mundo.
O ultimato dado pela Rússia às tropas ucranianas em Mariupol para se renderem expirou na tarde desta quarta-feira (20), pelo horário local, sem a rendição em massa. Soldados e civis ucranianos que estão dentro da usina siderúrgica da Azovstal Iron and Steel Works continuam protegidos em uma área subterrânea do local, mas possuem apenas dias - ou talvez horas de vida, segundo um comandante da marinha da Ucrânia.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta quarta-feira (20) que o mundo vive três crises distintas ao mesmo tempo: a crise humanitária na Ucrânia, uma crise de energia global e uma crise climática.
A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que mais de 5 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde que a invasão russa começou, no dia 24 de fevereiro deste ano. Mais da metade do total, cerca de 2,8 milhões, fugiram, pelo menos a princípio, para a Polônia.
No 56º dia de guerra, a Ucrânia espera enviar cerca de noventa ônibus para Mariupol, no sul do país, nesta quarta-feira (20) para retirar cerca de 6 mil mulheres, crianças e idosos.

19 de abril

Em carta enviada à UFF (Ukrainian Freedom Fund), uma organização sem fins lucrativos que trabalha para adquirir ajuda para as tropas ucranianas, o vice-prefeito de Kiev, Volodymyr Bondarenko, pediu a doação de 200 mil máscaras de gás para proteger a população local de eventuais ataques russos com armas químicas. O documento foi obtido pela rede de TV americana CNN.
O Centro Carnegie de Moscou, que há 28 anos é um dos principais think tanks da Rússia, anunciou nesta terça (19) que está fechado desde a semana passada por ordem do governo.
Civis ucranianos acusam a Rússia de usar fléchettes, espécie de dardos mortais disparados após a explosão de um projétil maior, durante a ofensiva contra o país. A arma foi usada durante a 1ª Guerra Mundial e na guerra do Vietnã.
A Rússia confirmou nesta terça (19) ter iniciado a batalha pelo controle do leste da Ucrânia, o Donbass, e disse ter quadruplicado o número de alvos militares atingidos no país vizinho em relação à madrugada anterior.

18 de abril

O conselheiro do prefeito da cidade portuária de Mariupol, Petro Andriushchenko, acusou a Rússia de abrir corredores de evacuação falsos. A cidade é um dos locais onde a situação da guerra está pior, com a população cercada por tropas russas e sofrendo com a falta de abastecimento.
Em uma rara reportagem desfavorável ao governo de Kiev, o jornal americano The New York Times divulgou nesta segunda-feira (18) que forças ucranianas provavelmente usaram bombas de fragmentação contra a cidade de Husarivka, na fronteira entre as províncias de Kharkiv e Donetsk, enquanto ela estava sob ocupação russa em março.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que o país reabrirá sua embaixada na capital ucraniana, Kiev, em poucos dias. Após decisão similar de vários vizinhos europeus, Sánchez afirmou que a reabertura tem o objetivo "de mostrar novamente o compromisso do governo espanhol e do povo espanhol com o povo ucraniano".

17 de abril

Em meio à celebração pelo fato de o público estar de volta, após dois anos de restrição por causa da Covid, à audiência Urbi et Orbi, o papa Francisco lamentou que o mundo esteja vivendo uma "Páscoa de guerra". O pontífice criticou implicitamente a Rússia por arrastar a Ucrânia para um conflito "cruel e sem sentido".

16 de abril

Forças russas lançaram ofensiva em oito regiões da Ucrânia nas últimas 24 horas, informou o gabinete presidencial ucraniano neste sábado (16). Os ataques com mísseis e bombardeios ocorreram em Donetsk, Luhansk e Kharkiv no leste, Dnipropetrovsk, Poltava e Kirovohrad no centro da Ucrânia e Mykolaiv e Kherson no sul. Os ataques reforçaram a percepção de que todo o país permanece sob ameaça, apesar dos movimentos russos mais intensos em direção ao leste ucraniano, onde se teme uma nova ofensiva.
Em retaliação ao que descreveu como uma campanha desenfreada para isolar a Rússia, o governo de Vladimir Putin proibiu o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, e outras autoridades britânicas de entrarem no país, anunciou a chancelaria russa neste sábado (16).

15 de abril

O cruzador russo Moskva foi atingido por dois mísseis ucranianos antes de afundar no Mar Negro, declarou nesta sexta-feira (15) um funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que classificou o ocorrido como um "duro golpe" para a Rússia.

14 de abril

A China disse nesta quinta-feira (14) que rejeitaria "qualquer pressão ou coerção" sobre seu relacionamento com a Rússia, em resposta a um apelo da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, para que Pequim use seu "relacionamento especial com a Rússia" para persuadir Moscou a encerrar a guerra na Ucrânia.
O Reino Unido anunciou novas sanções contra oligarcas russos nesta quinta-feira (14). Os alvos das novas sanções são Eugene Tenenbaum, diretor do clube de futebol britânico Chelsea, e David Davidovich, descrito pela Forbes como "braço direito discreto" do dono do Chelsea, Roman Abramovich.
Dmitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse que se a Suécia e a Finlândia aderirem à Otan, a Rússia terá que fortalecer suas forças terrestres, navais e aéreas no Mar Báltico.

13 de abril

A Casa Branca afirma, em comunicado publicado nesta quarta-feira (13) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou o envio de mais US$ 800 milhões em "assistência à segurança" para a Ucrânia. Biden falou mais cedo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e adiantou a ele a informação. Além de mais armas de modelos já enviados anteriormente, o país europeu receberá "helicópteros adicionais", segundo o texto.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, nesta quarta-feira (13), que discutiu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, um pacote defensivo adicional americano a Kiev, além de uma possível ajuda financeira. Em publicação no Twitter, Zelensky explicou que os dois abordaram "os crimes de guerra russos" e concordaram em aumentar as sanções contra Moscou.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, se disse preocupado com possíveis violações de direitos humanos na Ucrânia, mas evitou definir se o cenário causado pela ofensiva russa no país pode ser caracterizado como "genocídio".
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou, nesta quarta-feira (13), que um cessar-fogo geral na Ucrânia não parece possível neste momento, em meio à contínua ofensiva russa no país. Durante coletiva de imprensa, Guterres disse que a ONU pediu o fim do conflito por razões humanitárias, mas que é improvável que isso ocorra.
O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelensky, acusou nesta quarta-feira (13) a Rússia de ter usado bombas de fósforo branco, proibidas por uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU). Em discurso ao Parlamento da Estônia por teleconferência, Zelensky disse que a Rússia está usando bombas de fósforo na Ucrânia, acusando Moscou de usar táticas terroristas contra civis. O líder ucraniano não apresentou evidências da acusação.
Os presidentes da Polônia e dos Países Bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia - viajaram para Kiev nesta quarta-feira num gesto de apoio à Ucrânia, após o presidente russo, Vladimir Putin prometer seguir adiante com a ofensiva que já dura sete semanas.
Declaração do presidente russo, Vladimir Putin, deixou mais distante a possibilidade de uma solução para o conflito. Segundo ele, as negociações de paz com a Ucrânia chegaram a um "beco sem saída", prevendo a continuação da guerra até que "alcance seus objetivos".
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta quarta (13) que mais de 1.000 fuzileiros navais da Ucrânia, incluindo 162 oficiais, renderam-se na cidade portuária de Mariupol, um dos principais símbolos do conflito que se desenrola no Leste Europeu. A defesa ucraniana, por sua vez, nega ter informações sobre a rendição.

12 de abril

A companhia de telecomunicações finlandesa Nokia afirmou nesta terça-feira (12), que deixará o mercado da Rússia. A empresa informou que, com isso, realizou uma provisão de 100 milhões de euros (US$ 108,9 milhões) em seu balanço relativo ao primeiro trimestre de 2022.
O Gabinete do Japão aprovou mais sanções contra a Rússia, entre elas o congelamento de ativos de quase 400 indivíduos, entre eles as duas filhas do presidente Vladimir Putin, bem como um veto a novos investimentos e à importação de vodca.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (12) que a "operação militar" de Moscou -o eufemismo usado pelo Kremlin para a Guerra na Ucrânia- vai alcançar o que ele chamou de "objetivos nobres".

11 de abril

O prefeito da cidade portuária ucraniana de Mariupol disse nesta segunda-feira (11) que mais de 10 mil civis morreram no cerco russo da cidade, e que o número de mortos pode ultrapassar 20 mil, com cadáveres que "formaram um tapete nas ruas". A cidade possuía 400 mil habitantes antes da guerra e, até o momento, cerca de 100 mil permanecem.
A Rússia voltou a atacar a Ucrânia neste final de semana em mais uma ofensiva para destruir as defesas ucranianas e tomar o leste do país. Segundo o próprio governo de Vladimir Putin, vários equipamentos de defesa aérea da Ucrânia foram destruídos, no que parece ser um novo esforço, antes de seguir para o leste, para ganhar superioridade aérea e excluir armas vistas como cruciais para a resistência.
O Brasil concedeu 74 vistos e 27 autorizações de residência humanitária a ucranianos no mês de março, em um total de 101 acolhidos, de acordo com um balanço divulgado pelo Ministério da Justiça nesta segunda-feira (11).
O chanceler da Áustria, Karl Nehammer, pretende dizer ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, "a verdade" sobre a guerra na Ucrânia "olho no olho", disse um integrante do alto escalão do governo austríaco antes do encontro de Nehammer com o líder russo.
A China fez sua primeira grande entrega de armas para um país europeu neste fim de semana, quando seis de seus aviões de transporte pesados Y-20 voaram para a capital da Sérvia, Belgrado.
O Ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, defendeu nesta segunda-feira (11) que a União Europeia (UE) deveria considerar impor sanções à indústria petrolífera da Rússia, mas advertiu que é importante para o bloco de 27 nações permanecer unificado.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse nesta segunda-feira (11) que Moscou não vai interromper sua "operação militar" -o eufemismo que o Kremlin usa para se referir à guerra- antes da próxima rodada de negociações com a Ucrânia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez nesta segunda-feira (11) um novo apelo por mais ajuda militar, num momento em que Kiev se prepara para as que prometem ser as maiores batalhas da guerra com os russos, no leste do país.
Pelo menos 183 crianças morreram e 342 ficaram feridas na Ucrânia desde que a invasão russa ao país começou em 24 de fevereiro, segundo dados atualizados divulgados na segunda-feira (11) pela comissária de direitos humanos do parlamento, Liudmyla Denisova.

10 de abril

A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, informou neste domingo (10) que foram encontrados 1.222 cadáveres na região em torno da capital, Kiev, que esteve parcialmente ocupada pelas forças russas durante várias semanas.
Em pouco mais de um mês, a guerra da Ucrânia deixou a Rússia como o país mais enredado em sanções no mundo e a Europa pagando a conta da dependência energética e prometendo gastar mais em defesa. Independentemente do futuro, o custo do conflito será duradouro e terá impacto no mundo todo.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou neste domingo (10), que 4,504 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia desde a invasão russa, em 24 de fevereiro. Apenas em abril, cerca de 477 mil ucranianos já saíram do país, após 3,374 milhões em março e 653 mil em fevereiro.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu neste sábado (9), aos líderes da Grã-Bretanha e da Áustria por suas visitas à Kiev e por suas promessas de mais apoio à Ucrânia. Em seu de vídeo diário à nação, o ucraniano também agradeceu à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e ao primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pelo evento global que arrecadou mais de 10 bilhões de euros para os ucranianos que tiveram de deixar suas casas.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que quer uma resposta global dura depois que um míssil atingiu uma estação de trem lotada de civis tentando escapar de uma iminente ofensiva russa, matando pelo menos 52 pessoas. Em seu discurso noturno desta sexta-feira (8), Zelensky disse que o ataque à estação de trem de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, era outro crime de guerra a ser julgado em um tribunal internacional. Cinco crianças estão entre os mortos e dezenas de pessoas ficaram gravemente feridas, disseram autoridades ucranianas.

8 de abril

O governo dos Estados Unidos continuou a criticar a Rússia por sua campanha militar na Ucrânia. Questionada sobre um ataque reportado a civis em uma plataforma de trem do leste ucraniano, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta sexta-feira (8) que a Rússia "cometeu mais um crime de guerra" e disse que os EUA pretendem apoiar investigações desse ataque.
A União Europeia aprovou formalmente nesta sexta-feira (8), o quinto pacote de sanções contra a Rússia desde que o país invadiu a Ucrânia, no dia 24 de fevereiro. Pela primeira vez, as sanções atingem o setor energético russo, com proibições à importação de carvão, madeira, produtos químicos e outros.
O Ministério da Justiça da Rússia disse nesta sexta-feira (8) que revogou o registro de 15 organizações estrangeiras ligadas principalmente a direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch (HRW).
A procuradora-geral ucraniana, Iryna Venedyktovae, disse nesta sexta-feira (8) que 164 corpos foram encontrados no subúrbio de Bucha, em Kiev, capital da Ucrânia. A região chamou a atenção do mundo após civis mortos serem encontrados com a retirada de tropas da Rússia.
Em viagem a Kiev para demonstrar apoio à Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, entregou ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky nesta sexta-feira (8), um documento que dá prosseguimento à candidatura do país para entrar na União Europeia (UE).
A empresa ferroviária estatal da Ucrânia estima que ao menos 50 pessoas morreram e outras 98 ficaram feridas durante ataque com mísseis a uma estação de trem em Kramatorsk, cidade localizada no Leste do pais. O ataque ocorreu nesta sexta-feira (8).
A União Europeia (UE) mandou seu embaixador para a Ucrânia de volta à capital do país, Kiev, num gesto que sinaliza melhora da situação de segurança local e o compromisso do bloco com os ucranianos. Chefe de política da UE, Josep Borrell fez o anúncio nesta sexta-feira (8) durante visita a Kiev, onde se juntou à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. 
O Reino Unido aplicou nesta sexta-feira (8) sanções contra filhas do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e do ministro das Relações Exteriores do país, Sergey Lavrov, após os Estados Unidos anunciarem medidas semelhantes.
A empresa ferroviária estatal da Ucrânia estima que ao menos 39 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas no local. Kramatorsk fica na região de Donetsk.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse nesta quinta-feira (7) que o trabalho começou de cavar os escombros em Borodianka, outra cidade a noroeste de Kiev que foi ocupada pelos russos. Ele também disse que "é muito mais assustador" lá do que em Bucha, com ainda mais vítimas das tropas russas.

7 de abril

A guerra na Ucrânia entrou na sua sétima semana nesta quinta-feira (7) com uma nova fase militar em pleno andamento e a crescente dificuldade da Europa em manter na prática o discurso de apoio a Kiev contra a invasão russa de seu território.
O G7 publicou comunicado nesta quinta-feira (7) no qual os líderes dos países condenam as "atrocidades" das Forças Armadas da Rússia em Bucha e em outras cidades da Ucrânia. O grupo reafirma sua "total solidariedade" com os ucranianos e diz que atuará em conjunto para impor mais medidas econômicas e financeiras para pressionar a Rússia.
A Agência Internacional de Energia (AIE) confirmou, em comunicado, que os países associados à organização vão liberar mais 120 milhões de barris de petróleo pelos próximos seis meses, ao detalhar decisão inicialmente revelada na semana passada. Somando-se a um compromisso anterior já assumido, a AIE liberará no total 240 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas ao longo desses seis meses, em esforço conjunto para tentar conter a escalada de preços impulsionado pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
Representante adjunto permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Gennady Kuzmin, reagiu nesta quinta-feira (7), à aprovação da resolução que suspende o país do Conselho de Direitos Humanos. Em discurso, o diplomata classificou a decisão de "ilegítima" e "politicamente motivada".
A Assembleia Geral das Nações Unidas suspendeu a Rússia do Conselho de Direitos Humanos nesta quinta-feira (7). A proposta foi aprovada com 93 votos a favor, 24 contra e 58 abstenções - entre elas, a do Brasil.
O Brasil decidiu que irá se abster da votação que avalia suspender a participação da Rússia no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Em sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) nesta quinta-feira (7), o representante brasileiro, Ronaldo Costa Filho, defendeu que os Estados-membros decidam sobre o assunto após conclusões por uma comissão de inquérito.
Representante da Ucrânia nas Nações Unidas, Sergiy Kyslytsya disse que a Rússia "não apenas comete violações humanas, como ameaça a paz e a segurança internacional". A afirmação foi feita em discurso que abriu sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quinta-feira (7), com o intuito de votar uma proposta para suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, está pedindo aos membros da aliança que forneçam mais armas para a Ucrânia e não apenas equipamentos defensivos antitanque e antinavio.
A ministra de Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, disse nesta quinta-feira (7) que seu país vai impor sanções e proibição de viagens a mais 67 autoridades da Rússia, após o surgimento de evidências de que forças russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota na noite desta quarta-feira (6) prestando solidariedade ao povo ucraniano e às famílias das vítimas encontradas em Bucha no último fim de semana.

6 de abril

Os Estados Unidos impuseram sanções contra os principais bancos russos e contra as filhas do presidente Vladimir Putin, como parte de um novo pacote de medidas contra a Rússia anunciado nesta quarta-feira (6). A nova ação é uma resposta dos EUA ao cenário descoberto em Bucha após a saída das tropas russas, que levaram Washington e Kiev a acusarem Moscou de criminosos de guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (6), que irá assinar uma ordem executiva que proibirá investimentos americanos na Rússia. Em discurso a líderes empresariais, o democrata afirmou que continuará aumentando os custos econômicos a Moscou por conta da guerra na Ucrânia.
O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (6), em comunicado, novas sanções contra a Rússia, em meio a acusações de crimes de guerra do país na Ucrânia. Londres afirma que congelará totalmente os ativos do maior banco russo, o SberBank, e que vetará qualquer novo investimento britânico na Rússia.
Dois brasileiros que pretendiam se alistar a tropas ucranianas para lutar na guerra contra a Rússia estão desaparecidos há cinco dias, de acordo com informações de pessoas próximas. O último contato ocorreu na sexta-feira (1º) quando chegaram à Varsóvia, capital da Polônia. Dali, planejavam seguir para a fronteira com a Ucrânia.
O convite para visitar a Ucrânia e mediar as negociações foi reforçado depois que o papa exibiu uma bandeira do país vinda da cidade de Bucha, próxima a Kiev, onde houve um massacre, e recebeu crianças ucranianas no Vaticano. A guerra chegou ao seu 42º dia. Segundo Francisco, uma possível viagem estava "na mesa", mas sem data prevista. Ele também declarou que a guerra faz seu coração doer ao ponto de às vezes esquecer as dores nos joelhos.
Crianças ucranianas refugiadas na Grécia desde que o país foi invadido pela Rússia, há 42 dias, lidam com os traumas da guerra e criticam o presidente russo, Vladimir Putin, por meio de desenhos em uma sala de aula improvisada em um pequeno apartamento em Atenas.
A Comissão Europeia propôs nesta terça (5) novas sanções à Rússia, incluindo a proibição da importação de carvão e da entrada de navios russos em portos da União Europeia. As medidas devem ser aprovadas por todos os 27 membros do bloco. O gás e o petróleo, vitais para muitos países europeus, não serão incluídos no novo pacote.

5 de abril

Em discurso ao Parlamento da Espanha nesta terça-feira (5), o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, evocou o bombardeio de Guernica para sensibilizar os legisladores espanhóis na guerra da Ucrânia. "Imagine que pessoas agora, na Europa, passam semanas em porões para sobreviver", disse. "É abril de 2022, e a realidade na Ucrânia é a mesma de abril de 1937, quando o mundo todo aprendeu o nome de uma de suas cidades: Guernica", afirmou.
A unidade de combate ao terrorismo da França anunciou nesta terça-feira (5) a abertura de três investigações sobre supostos crimes de guerra cometidos contra cidadãos franceses durante o conflito na Ucrânia.
Em um duro discurso ao Conselho de Segurança da ONU, o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelensky, chamou a Rússia de criminosos de guerra e pediu que as autoridades julguem o país pelos assassinatos de civis em Bucha, nos arredores de Kiev
O embaixador da União Europeia, Olof Skoog, disse nesta terça-feira (5) que as autoridades russas devem ser responsabilizadas pelos crimes de guerra cometidas na Ucrânia. Afirmações semelhantes foram feitas pelo Reino Unido, que não integra o bloco, durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A representante permanente do Reino Unido nas Nações Unidas, Dame Barbara Woodward, defendeu nesta terça-feira (5) que os atos da Rússia na cidade de Bucha, na Ucrânia, sejam investigados como crimes de guerra.
O representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, negou as acusações de crimes de guerra, feitas por embaixadores de outros países durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, nesta terça-feira (5).
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou nesta quarta-feira (5) que a Rússia deve passar por uma investigação independente para que sejam averiguados os supostos crimes cometidos na guerra contra a Ucrânia. "Ficamos chocados com as imagens vindas de Bucha", afirmou.
Os ministros das finanças da União Europeia (UE) reunidos em cúpula do Conselho para as Questões Econômicas e Financeiras (Ecofin), nesta terça-feira (5), concordaram com a necessidade de intensificar as sanções contra a Rússia pela guerra empreendida na Ucrânia, afirmou o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire.
Forças russas se preparam, nesta terça-feira (5), para uma ofensiva no sudeste da Ucrânia, disseram militares ucranianos, no dia em que o presidente do país, Volodymyr Zelensky, fará pronunciamento ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em meio a acusações de que soldados de Moscou mataram civis deliberadamente.
O presidente da Ucrânia disse nesta terça (5) que, embora o diálogo com a Rússia seja o único meio de encerrar a guerra que já dura 41 dias, uma conversa direta com Vladimir Putin estaria fora de cogitação.

4 de abril

Porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki afirmou que o governo dos Estados Unidos mantém a decisão de não enviar soldados para lutar na Ucrânia. Durante entrevista coletiva, ela também renovou críticas à Rússia, destacando que a economia do país piora claramente, com oligarcas também prejudicados por sanções.
O prefeito de Mariupol, Vadim Boitchenko, disse nesta segunda-feira (4) que 90% da cidade está destruída e que 40% da infraestrutura local é irrecuperável.
A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, anunciou em comunicado nesta segunda-feira (4) a expulsão de um "número significativo" de diplomatas da Rússia do país. A decisão foi tomada após a divulgação das imagens em Bucha, na Ucrânia, que mostravam a "brutalidade inacreditável da liderança russa e daqueles que seguem sua propaganda".
A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (4) a abertura de um inquérito, em conjunto com a Ucrânia, para apurar as circunstâncias do cenário de massacre visto na cidade de Bucha, nos arredores de Kiev.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta segunda-feira (4) que está buscando mais sanções contra a Rússia e que vai continuar a implantá-las. O líder norte-americano não chegou a especificar quais seriam essas novas restrições.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, foi à cidade de Butcha, nos arredores de Kiev, na manhã desta segunda-feira (4). A cidade se tornou o novo epicentro das tensões do conflito depois que centenas de corpos de civis foram encontrados pelas ruas e em valas comuns após a retirada de tropas russas.
O Conselho do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD, na sigla em inglês) aprovou a suspensão de projetos de financiamento na Rússia e em Belarus, informou a instituição em comunicado. A medida é uma resposta à guerra decorrente da invasão russa da Ucrânia.
O Kremlin negou veementemente as acusações de que as tropas russas teriam cometido atrocidades contra civis na Ucrânia e pressionou por uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O principal diplomata da União Europeia (UE) se juntou a um crescente grupo internacional de críticos de supostos crimes de guerra cometidos por tropas russas contra civis na Ucrânia. Chefe de política externa da UE, Josep Borrell disse que "autoridades russas são responsáveis por essas atrocidades" e estão "sujeitas à lei internacional de ocupação".
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o país vai conduzir uma investigação sobre supostas atrocidades cometidas por tropas da Rússia, com ajuda internacional. Em pronunciamento, Zelensky afirmou que "o mundo já viu muitos crimes de guerra", acrescentando que "chegou a hora de fazer com que crimes de guerra cometidos por tropas russas sejam a última maldade do tipo na Terra".
Oito pessoas morreram e 34 ficaram feridas em bombardeios russos em duas cidades do sul da Ucrânia no domingo (3), afirmou, nesta segunda-feira (4), a Procuradoria ucraniana.

3 de abril

Alvo de acusações de lideranças mundiais, a Rússia solicitou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma reunião para falar sobre a situação em Bucha, cidade nos arredores de Kiev na qual foram registradas imagens de dezenas de corpos nas ruas.
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A descoberta de centenas de corpos pelas ruas e em valas comuns em Bucha, subúrbio da capital ucraniana de Kiev, após a retirada de tropas russas, provocou reações de líderes europeus neste domingo (3) e aumentou a pressão sobre a Rússia.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, publicou em seu perfil no Twitter neste domingo (3), uma nota condenando os ataques a cidades ucranianas que resultaram na morte de civis. Para ele, tratam-se de crimes de guerra que mostram o "desespero" do presidente russo Vladimir Putin.
Quando soldados ucranianos recapturaram Bucha, perto de Kiev, no sábado (2), eles encontraram dezenas de civis mortos — somando-se ao que os órgãos de defesa dos direitos humanos estão chamando de evidências crescentes de crimes de guerra cometidos pela Rússia.

2 de abril

Forças militares russas vêm se retirando do norte da Ucrânia, disse neste sábado o presidente do país, Volodymyr Zelensky. Autoridades ucranianas estavam inicialmente céticas em relação aos anúncios russos de que Moscou reduziria operações militares perto da capital Kiev e de Chernihiv.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou na noite de sexta-feira (1) US$ 300 milhões adicionais para a Ucrânia, referentes a equipamentos militares para reforçar a defesa contra tropas russas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que as forças russas estão deixando para trás "um desastre completo" ao se retirarem do norte do país, incluindo cidades nos arredores de Kiev, e alertou os moradores para tomarem cuidado com mais bombardeios russos e minas terrestres
A Rússia tem atualmente o segundo maior arsenal nuclear do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O poderio tem sido evocado na guerra na Ucrânia ora por autoridades de Moscou, em tom de alerta no caso de "ameaça existencial contra o país", ora por Kiev e aliados, que repudiam o espantalho.

1º de abril

Sitiada, sem acesso à ajuda humanitária e principal exemplo dos impactos da guerra, a cidade portuária de Mariupol assistiu nesta sexta (1º) a mais uma tentativa de retirada de civis ser frustrada.
O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou, em reunião de cúpula com a União Europeia nesta sexta-feira (1º), que o país vai trabalhar pela paz na Ucrânia, mas "à sua própria maneira".
A retirada dos civis de Mariupol, marcada para esta sexta-feira (1) começou durante a manhã, mas o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou que a operação "continua extremamente complexa". A Ucrânia conseguiu retirar cerca de 2 mil moradores de Mariupol que estavam próximos a Berdiansk, uma cidade nos arredores, mas mais de 100 mil continuam cercadas na cidade portuária.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou nesta sexta-feira (1) o papel da China para ajudar a resolver a crise na Ucrânia, após conversas entre graduadas autoridades do bloco e da potência asiática. Durante entrevista coletiva da União Europeia, ela disse que a China tem "uma responsabilidade especial" diante da guerra russa na Ucrânia, por ser um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
Dois helicópteros das Forças Armadas da Ucrânia atacaram nesta sexta-feira (1) um depósito de combustíveis em Belgorod, que fica dentro de território russo, segundo afirmou o prefeito da cidade, Viacheslav Gladkov.
As tropas russas empregadas nos arredores de Kiev e Chernihiv estão recuando nesta sexta-feira (1) segundo informaram os governos das duas cidades. O recuo já havia sido anunciado por Moscou depois da última rodada de negociações entre os dois países, na terça-feira (29).

31 de março

Porta-voz do Pentágono, John Kirby afirmou nesta quinta-feira (31), que a Rússia tem reposicionado tropas na Ucrânia. Segundo ele, porém, esse movimento envolve um "pequeno número" do total de militares no país. O porta-voz disse, durante entrevista coletiva, que Moscou dá agora maior prioridade à região de Donbass, que poderia ser o destino das tropas.
As forças da Rússia declararam que estavam deixando a usina nuclear de Chernobyl e a cidade vizinha de Slavutich, de acordo com um comunicado da empresa estatal de energia da Ucrânia divulgado nesta quinta-feira (31). A empresa sugeriu que o motivo da partida seria o temor entre os soldados com a radiação do local.
O conflito na Ucrânia vem elevando os preços das principais commodities agrícolas utilizadas na indústria de alimentos, como trigo e milho, e pode levar a aumentos dos preços pagos pelo consumidor, aponta levantamento mensal da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), obtido com exclusividade pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A entidade lembra que os dois cereais estão entre os principais itens exportados por Rússia e Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta quinta-feira (31) um decreto que regulamenta o comércio de gás natural com países considerados "hostis", como os Estados Unidos e todos os membros da União Europeia.
O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira (31) sanções a mais 14 entidades e indivíduos da Rússia, incluindo grupos de mídia por trás da RT e da Sputnik, com a justificativa de que está mirando nos que propagam "as notícias falsas e narrativas" do presidente russo, Vladimir Putin.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse que se a Rússia tivesse sido punida quando anexou a Crimeia em 2014, a guerra atual, que está em seu 36º dia, não teria acontecido
O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse que está trabalhando para que os chanceleres da Rússia e da Turquia voltem a se reunir para novas negociações de paz. Em entrevista ao canal de TV turco A Haber, Cavusoglu disse que a reunião poderá acontecer em duas semanas.

30 de março

A diretora de Comunicação da Casa Branca, Kate Bedingfield, afirmou nesta terça-feira (30), que o presidente russo Vladimir Putin está sendo mal informado pelos seus conselheiros, citando informações da inteligência americana. Em coletiva de imprensa, ela indicou que o líder está enganado sobre quão mal o exército russo está indo na incursão na Ucrânia, além das perdas na guerra e o impacto econômico para o país.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) reforçou sua posição supostamente neutra sobre a guerra na Ucrânia, condenada pelo próprio Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). "Se alguns, em especial da imprensa, queriam que eu tomasse partido, vão continuar querendo", afirmou o presidente em cerimônia de lançamento do 5G no agronegócio em Baixa Grande do Ribeiro, Piauí.
A Rússia pode ter cometido crimes de guerra ao matar civis e destruir hospitais em ataques a cidades ucranianas, disse Michelle Bachelet, principal autoridade de direitos humanos da ONU, nesta quarta-feira (30), em discurso no Conselho de Direitos Humanos do órgão.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou nesta quarta-feira no Twitter, que teve uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, neste dia 30 de março. Segundo o líder ucraniano, os dois conversaram sobre um novo pacote de sanções contra a Rússia, além de apoio defensivo, humanitário, e financeiro a Kiev.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou durante testemunho ao Parlamento Britânico nesta quarta-feira (30), que ele apoia a ideia de intensificar sanções à Rússia até que todas as tropas saiam da Ucrânia. 
Após mais de um mês de guerra no Leste Europeu, o número de pessoas que deixaram a Ucrânia para fugir do conflito chegou a 4 milhões, mostram dados divulgados pelo Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) nesta terça (29). A cifra representa cerca de 9% do total da população do país, estimada em 44 milhões de pessoas.
Apesar das promessas de "redução drástica" da atividade militar russa em Kiev e Tchernihiv, autoridades da Ucrânia relataram novos ataques nesta quarta-feira (30) nos arredores das duas cidades e em outros pontos do país.

29 de março

O governo dos Estados Unidos demonstrou cautela nesta terça-feira (29) ao avaliar relatos de retirada parcial de tropas da Rússia na região de Kiev, capital da Ucrânia. Em entrevista coletiva, a diretora de Comunicações da Casa Branca, Kate Bedingfield, afirmou que as tropas russas estão conduzindo "um reagrupamento e não uma retirada" na região.
Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov disse nesta terça-feira (29) que "todas as pesquisas de opinião mostram apoio à operação militar especial conduzida pela Rússia na Ucrânia" - operação especial é a forma como Moscou se refere à guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e outros líderes europeus afirmaram nesta terça-feira (29), sua determinação em continuar aumentando os custos para a Rússia por meio de sanções e continuar fornecendo à Ucrânia assistência de segurança.
Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Itália se comprometeram a não relaxar a pressão contra a Rússia enquanto Moscou empreender a ofensiva militar em andamento na Ucrânia, de acordo com comunicado divulgado pelo governo britânico após reunião virtual entre os líderes desses países hoje.
Em uma aparente ação coordenada para combater a espionagem da Rússia, pelo menos quatro aliados da Europa expulsaram no total dezenas de diplomatas russos, nesta terça-feira (29). As expulsões ocorrem em momento ruim para as relações entre os países e a Rússia, após a invasão de Moscou pela Ucrânia.
O secretário do Estado norte-americano, Anthony Blinken, afirmou que ainda não viu sinais efetivos de que a Rússia está disposta a chegar a um acordo com a Ucrânia, como foi dito hoje por negociadores de Moscou. A declaração de Blinken foi dada em coletiva à imprensa nesta terça-feira (29), ao lado do ministro de Relações Exteriores do Marrocos, Nasser Bourita.
A primeira rodada de negociações entre a Rússia e a Ucrânia na Turquia nesta terça-feira (29) parece finalmente ter alcançado um avanço em direção a um possível acordo de paz. As duas delegações discutiram o cessar-fogo e garantias de segurança internacional para a Ucrânia, que se colocou à disposição para adotar o status de neutra em alianças militares.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta terça-feira (29) que o Fundo "não tem problemas com a Rússia" e que seu comitê só poderia suspender o país se os países-membros do órgão não reconhecessem mais o governo russo.
Os militares da Rússia informaram que reduzirão "fundamentalmente" as operações perto da capital da Ucrânia, Kiev, e de Chernigov, no norte do país. O vice-ministro da Defesa russo, Alexander Fomin, disse que a medida visa "aumentar a confiança" nas negociações destinadas a encerrar os combates, enquanto representantes dos dois lados se encontram presencialmente na Turquia. Nos últimos dias, tropas russas têm enfrentado dificuldades para fazer avanços.

28 de março

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss, defendeu nesta segunda-feira (28) a manutenção de medidas restritivas impostas pelas maiores economias do mundo contra a Rússia. "Sanções foram impostas pelo G7 em união e não deveriam ser removidas enquanto o presidente russo, Vladimir Putin continuar com sua guerra e tiver tropas na Ucrânia", disse a chanceler em discurso à Casa dos Comuns, no Parlamento britânico.
O prefeito de Mariupol, Vadim Boichenko, afirmou que as forças ucranianas ainda estão defendendo a cidade e acusou os militares russos de cometer "genocídio" no local, palco de alguns dos ataques mais intensos das forças russas.
O oligarca bilionário Roman Abramovich e dois negociadores ucranianos apresentaram sintomas de envenenamento após uma reunião em Kiev, na capital da Ucrânia, no início de março, relatou o jornal The Wall Street Journal. O primeiro encontro entre representantes da Ucrânia e Rússia ocorreu em 28 de fevereiro, mas um cessar-fogo ainda é negociado.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, apelou nesta segunda-feira (28) por um "cessar-fogo humanitário" e "imediato" na Ucrânia. Segundo ele, isso permitiria ajudar os afetados na região e também que ocorram "negociações sérias" entre as partes para almejar um acordo e evitar mais conflito.
O jornal independente russo Novaya Gazeta, editado pelo vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2021, Dmitri Muratov, anunciou a suspensão temporária de suas operações após pressão das autoridades russas - que fecham o cerco contra a imprensa que não reproduz a narrativa do Kremlin sobre a guerra na Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, está tentando dividir a Ucrânia em duas, emulando a divisão pós-guerra entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, disse o chefe da inteligência militar ucraniana, general Kyrylo Budanov, em um comunicado distribuído no domingo (27) à imprensa
A Ucrânia poderia declarar neutralidade, potencialmente aceitando um acordo sobre áreas contestadas no leste do país, e oferecer garantias de segurança à Rússia para conseguir a paz "sem atraso", disse o presidente Volodymyr Zelensky. A declaração é dada antes de negociações previstas para começar nesta terça-feira (29), mas o líder ucraniano disse que apenas um encontro dele com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, poderia encerrar a guerra.
Após pressões de aliados dos Estados Unidos, a Interpol aumentou o controle sobre o acesso das autoridades russas aos sistemas e banco de dados da entidade

27 de março

A Ucrânia e a Rússia farão uma nova rodada de conversas presenciais na Turquia a partir desta segunda-feira (28), declarou o negociador ucraniano David Arakhamia neste domingo (27). "Durante as discussões, hoje, em videoconferência, ficou decidido realizar, na Turquia, uma próxima rodada presencial entre os dias 28 e 30 de março", indicou ele em sua página no Facebook.
O líder separatista da autoproclamada República Popular de Luhansk, Leonid Pasechnik, disse neste domingo (27) que a região no leste da Ucrânia pode realizar um referendo "o mais rápido possível" para os eleitores decidirem sobre uma adesão à Rússia.
Rede de doações e voluntários garante colchões, cobertores, itens de limpeza e brinquedos para as mais de 230 pessoas atendidas em duas instalações - há uma segunda, ainda maior, nos subúrbios de Lviv. Os atendidos permanecem em média de três a quatro dias antes de partir para países da União Europeia.
A maior onda de migração na Europa desde a 2.ª Guerra, com 3,7 milhões de ucranianos em um mês de ofensiva russa, desafia o sistema econômico e a estrutura sanitária no Leste Europeu. Segundo o Banco Mundial, o êxodo custará até € 30 bilhões aos países de acolhida em 2022 e autoridades de saúde alertam para o risco da disseminação de doenças, entre elas a Covid-19.

26 de março

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reforçou a importância da união entre os EUA e Polônia e a necessidade de um contato constante sobre como proceder diante da ofensiva russa. "Tudo que faremos, faremos em união", disse. A declaração foi dada durante um encontro com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, neste sábado, em Varsóvia.

25 de março

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou nesta sexta-feira (25), que a União Europeia está pronta para, se necessário, tomar medidas adicionais contra o Kremlin por conta da invasão da Ucrânia. Em coletiva de imprensa após a reunião de dois dias do Conselho Europeu, o belga disse que o objetivo das medidas contra a Rússia, incluindo as sanções, é que sejam "dolorosas" para a economia do país. Segundo Michel, é importante ainda que sanções sejam articuladas com países terceiros, "queremos sensibilizar para que sigam a mesma abordagem", afirmou.
Cerca de 50 combatentes do Batalhão Azov, um grupo paramilitar neonazista que agora faz parte da Guarda Nacional da Ucrânia, reuniram-se nesta sexta-feira (25) para a cerimônia de cremação de dois combatentes que foram mortos em Moschum, a nordeste da grande Kiev e a 35 km do centro da capital.
Uma autoridade da inteligência dos Estados Unidos relatou ao jornal americano The New York Times nesta sexta-feira (25) que as tropas russas não têm mais controle total de Kherson. A cidade no sul da Ucrânia foi o primeiro grande centro urbano tomado pelas forças de Vladimir Putin, ainda no começo da guerra.
Após o voto do Brasil, na quinta-feira (24), na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) a favor do pedido para o "fim imediato" da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia voltou a aprovar o recrutamento de voluntários brasileiros que queiram lutar.
A primeira fase da operação militar da Rússia na Ucrânia está quase concluída, disse o Ministério de Defesa russo, o que move o foco para o leste ucraniano. Esse pode ser um sinal de que Moscou está mudando sua estratégia em meio a grandes perdas e uma campanha de campo de batalha paralisada.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a avaliar que o conflito entre Rússia e Ucrânia traz oportunidades para o Brasil e destacou que os efeitos da guerra na Europa não são homogêneos sobre os países emergentes. "E então temos o conflito (no Leste Europeu) que traz mais um choque de oferta. Esse choque ocorre mais em commodities e energia, onde já tínhamos um problema. No caso do Brasil, houve choque positivo em metais, grãos e alimentos, contanto que tenhamos fertilizantes. Fertilizantes são um problema neste momento porque compramos da Rússia e Ucrânia", repetiu, em palestra organizada pelo Banco Central de Reserva do Peru com o Banco de Compensações Internacionais (BIS).
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, desembarcou na Polônia nesta sexta-feira (25). O país faz fronteira com a Ucrânia e se tornou o principal destino de refugiados da guerra contra a Rússia.
A guerra na Ucrânia se consolida como o mais mortífero conflito para tropas russas desde a Segunda Guerra Mundial - na qual combateu como principal país da União Soviética de 1941 a 1945 -, quando avaliada a proporção entre mortos e feridos em combate.
O Banco da Rússia irá comprar ouro de instituições de crédito do país a partir da próxima segunda-feira (28), informou o serviço de imprensa da autoridade monetária. A decisão vem como uma tentativa de equilibrar a oferta e demanda no mercado doméstico, depois de sanções impostas pelos Estados Unidos e G7 sobre reservas de ouro russas.
Mesmo após o grande volume de sanções imposto contra a Rússia pela invasão da Ucrânia, os Estados Unidos ainda têm espaço para adotar novas medidas retaliatórias, sem a necessidade de recorrer a vias militares, assegurou o assessor de segurança nacional americano, Jake Sullivan.
Os ataques russos a Slavutich, uma cidade perto da usina nuclear de Chernobyl, onde a maioria de seus funcionários moram, estão colocando em risco a capacidade dos trabalhadores de operar e garantir a segurança na usina controlada pela Rússia, alerta a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Deixando promessa eleitoral de lado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abraçou a tradicional postura de Washington de usar a ameaça de uma resposta nuclear para deter perigos nucleares ou convencionais, segundo fontes do governo americano.
O Kremlin afirmou nesta sexta-feira que nada de terrível acontecerá se os Estados Unidos e seus aliados conseguirem expulsar a Rússia do Grupo dos Vinte (G20), porque muitos dos membros do bloco estão em guerra econômica com Moscou de qualquer forma.
Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) anunciaram um plano conjunto para diversificar as fontes de energia da Europa e reduzir a dependência dos países da região de importações de combustível da Rússia.
A invasão da Ucrânia pela Rússia teve o maior impacto na ordem política mundial desde o 11 de Setembro. Para especialistas, a guerra de Vladimir Putin, iniciada há um mês, isolará a Rússia, rearmará a Europa e afetará o equilíbrio geopolítico regional que durava desde o fim da Guerra Fria.

24 de março

A Ucrânia acusou Moscou nesta quinta-feira (24) de levar à força centenas de milhares de civis de cidades ucranianas destruídas para a Rússia, onde alguns podem ser usados como "reféns" para pressionar Kiev a desistir. Lyudmyla Denisova, ombudsman da Ucrânia, disse que 402 mil pessoas, incluindo 84 mil crianças, foram levadas contra sua vontade para a Rússia, e algumas relataram falta de comida e água lá.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu a expulsão da Rússia do Grupo dos Vinte (G20), durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (24) após reuniões com líderes de Estado da União Europeu (UE) e do Grupo dos Sete (G7).
O Grupo dos Sete (G7) divulgou comunicado nesta quinta-feira (24), - após reunião de Cúpula para tratar da guerra na Ucrânia - em que afirma que trabalhará de forma conjunta para juntar evidências de que a Rússia cometeu crimes de guerra durante o conflito no Leste Europeu.
Em cúpula realizada nesta quinta-feira (24), os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciaram o aumento das tropas em seu flanco leste e prometeram aumentar sua assistência à Ucrânia em cibersegurança, além de proteção contra armas químicas, biológicas, radiológicas e nucleares. Apesar dos apelos do presidente ucraniano por mais ajuda, a aliança reforçou que não colocará tropas no país.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, nesta quinta-feira (24), uma resolução sobre as consequências humanitárias da agressão russa contra a Ucrânia e pediu pelo cessar-fogo imediato. Foram 140 votos favoráveis, cinco contrários incluindo China e 38 abstenções.
Em coletiva de imprensa após cúpula extraordinária de líderes da Otan em Bruxelas, Stoltenberg chamou as alegações russas de "absolutamente falsas". Reforçou também que as potências ocidentais estão fornecendo equipamentos de defesa nuclear e químicas aos ucranianos.
O governo da China rejeitou acusações de que ajuda a Rússia a disseminar informações falsas sobre o envolvimento de Washington na Ucrânia, enquanto repete alegações sem base sobre laboratórios secretos de armas biológicas americanas na Ucrânia. "Acusar a China de disseminar informação mentirosa é uma desinformação em si", afirmou Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, durante entrevista coletiva regular. Segundo ele, a China age "de maneira objetiva e justa".
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a reunião desta quinta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) serviu para reafirmar o "forte apoio" ao povo ucraniano e a "determinação de responsabilizar a Rússia por sua guerra brutal", no aniversário de um mês da "invasão não provocada e injustificada da Rússia sobre a Ucrânia.
Após cúpula extraordinária em Bruxelas, os chefes de Estado e de governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) divulgaram um comunicado conjunto em que condenam "nos mais fortes termos possíveis" a invasão da Ucrânia pela Rússia e reforçam preocupação com o "sofrimento humano e destruição" causados pelo conflito.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, fez um duro discurso transmitido virtualmente durante a reunião dos membros da Otan em Bruxelas, na Bélgica. "Para salvar as pessoas e nossas cidades, a Ucrânia precisa de ajuda militar irrestrita. Assim como a Rússia usa todo o seu arsenal contra nós sem restrições", disse.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e aliados ocidentais abriram nesta quinta-feira a primeira de três reuniões de cúpula que têm o objetivo de intensificar a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, para que interrompa a guerra na Ucrânia e discutir os efeitos econômicos e de segurança do conflito na Europa e no mundo.
No dia em que a invasão da Ucrânia pela Rússia completa um mês, as atenções e expectativas voltam-se a Bruxelas, na Bélgica, onde ocorrem nesta quinta-feira três reuniões de lideranças do Ocidente que podem ter influência direta sobre os próximos acontecimentos da guerra.
Bolsa de Moscou abriu em forte alta nesta quinta-feira (24) ao retomar os negócios parcialmente depois de ficar suspensa pelo período mais longo desde o colapso da antiga União Soviética. O mercado russo retomou transações com 33 ações, após anúncio feito ontem pelo banco central do país.

23 de março

O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, conversou nesta quarta-feira (23) com o presidente da Rússia, Vladmir Putin, ocasião na qual pediu um cessar-fogo na Ucrânia. O porta-voz da chancelaria alemã, Steffen Hebestreit, escreveu em seu Twitter, que uma resolução rápida para a questão humanitária no conflito também foi pedida por Scholz.
A representante permanente da Alemanha nas Nações Unidas, Antje Leendertse, expressou a preocupação de seu país com a segurança alimentar e energética em meio à guerra na Ucrânia e sanções contra a Rússia.
A Renault anunciou nesta quarta-feira (23) que as atividades industriais em Moscou estão suspensas a partir deste dia. Em comunicado, o grupo afirmou que está implementando as medidas necessárias para cumprir as sanções internacionais, enquanto "atua com responsabilidade" em relação aos seus 45 mil funcionários na Rússia.
A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield, disse que o "mundo é testemunha dos crimes de guerra da Rússia" em seu ataque à Ucrânia, pouco depois do governo norte-americano ter avaliado formalmente que Moscou cometeu crimes no conflito no Leste Europeu.
Os Estados Unidos determinaram, de forma oficial, que a Rússia cometeu crimes de guerra na Ucrânia, segundo afirmou o secretário de Estado americano, Antony Blinken.
"Hoje, posso anunciar que, com base nas informações atualmente disponíveis, o governo dos EUA avalia que membros das forças russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia", disse Blinken, em nota divulgada nesta quarta-feira (23).
A Nestlé deve reduzir significativamente o que vende na Rússia, suspendendo a produção de alimentos para animais de estimação, café e confeitaria, uma medida que ocorre depois que a fabricante enfrentou pressão de políticos, funcionários e consumidores por sua presença contínua no país. A gigante suíça de alimentos embalados disse nesta quarta-feira (23) que se concentraria em fornecer alimentos essenciais enquanto a guerra continuar.
O Conselho Europeu - braço administrativo da União Europeia (UE) - decidiu dobrar o dinheiro a ser repassado à Ucrânia por meio do Mecanismo de Paz Europeia, de 500 milhões de euros previstos anteriormente para 1 bilhão de euros.
O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) afirma que a Rússia deve sofrer contração econômica de 15% no ano atual, por causa da guerra na Ucrânia e das sanções subsequentes e também pela postura de várias empresas estrangeiras de suspender negócios no país. Em 2023, o IIF projeta recuo de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) russo, o que somado ao quadro no ano atual reverterá quinze anos de crescimento no país.
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereschuk, afirmou nesta quarta-feira (23), que conseguiu um acordo para tentar retirar civis presos em vilas e cidades ucranianas em conflito. Nove corredores humanitários devem ser implementados no país. Entretanto, as negociações com a Rússia não alcançaram um consenso para estabelecer um corredor seguro do centro de Mariupol, onde os conflitos da guerra são mais sangrentos.
O embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vassily Nebenzia, exortou a comunidade internacional a aprovar uma resolução proposta pelo país que pede proteção a civis em "situação vulnerável", mas não cita responsabilidade russa na guerra contra a Ucrânia.
O secretário-geral Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, manifestou preocupação nesta quarta-feira (23) de que a Rússia use armas nucleares, químicas ou biológicas na ofensiva que empreende na Ucrânia e disse que qualquer mobilização desse tipo de equipamento teria "grandes consequências".
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta quarta-feira ao Japão que aplique mais sanções à Rússia, de forma a pressionar Moscou a buscar um acordo de paz. O apelo foi feito durante pronunciamento de Zelensky ao Parlamento japonês.
A agência estatal ucraniana responsável pela zona de exclusão da Central Nuclear de Chernobyl acusou, nas últimas horas, as forças russas de terem destruído um novo laboratório no complexo dedicado à gestão de resíduos radioativos. A ocupação russa da central nuclear, desativada após o desastre de 1986, concretizou-se logo no início da invasão da Ucrânia, no fim de fevereiro.
O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, reiterou nesta quarta-feira (23) que seu país não irá apoiar o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia ou enviar tropas para intervir na guerra lançada pela Rússia. Em discurso no Parlamento alemão, Scholz disse que a "Otan não fará parte da guerra", acrescentando que a Alemanha concorda nesse ponto com aliados europeus e os EUA.
O Banco Central da Rússia anunciou nesta quarta-feira (23) que a Bolsa de Moscou retomará negócios com ações nesta quinta-feira (24), o que não ocorria desde que a Ucrânia foi invadida por forças russas.
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), anunciou nesta quarta-feira (23) que empresas do bloco afetadas por sanções impostas à Rússia poderão receber ajuda estatal de até 400 mil euros e compensação equivalente a até 30% dos custos de energia, segundo regras temporárias estabelecidas pela UE para lidar com a crise gerada pela guerra na Ucrânia.
Às vésperas de completar um mês de guerra na Ucrânia, o presidente Volodimir Zelenski disse em um discurso que as negociações de paz com a Rússia avançam em ritmo lento.
A alta no preço do potássio testa os limites do mercado. O principal insumo usado como fertilizante na agricultura viu seu preço mais do que triplicar neste mês em relação ao custo de um ano atrás. A tonelada do potássio, que o mundo negociava por cerca de US$ 300 no início de 2021, está cotada hoje em US$ 1,1 mil. E a tendência é de alta, dada a incerteza sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.

22 de março

Ao menos 15 pessoas morreram e 37 ficaram feridas em 62 ataques a hospitais na Ucrânia desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, informou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (22).
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta terça-feira (22) que o chefe do executivo da Rússia, Vladimir Putin, achou que "nos dividiria, mas estamos mais fortes do que em qualquer outro momento da história recente."
Porta-voz do Kremlin (sede do governo da Rússia), Dmitry Peskov afirmou que a Rússia usaria armas nucleares somente se identificar que há "ameaça existencial" ao país. "Pretextos para uso de armas nucleares são públicos. Se houver ameaça existencial a nosso país, elas podem ser usadas", disse, durante entrevista à CNN.
A TotalEnergies anunciou, nesta terça-feira (22), a "gradual suspensão" de suas atividades na Rússia, em resposta à invasão da Ucrânia. Em comunicado, a petroleira sediada na França informou que não firmará ou renovará contratos de petróleo e derivados russos, com objetivo de encerrar todas as compras do setor até o final de 2022.
O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, rejeitou mais uma vez os pedidos para boicotar o fornecimento de energia pela Rússia após o ataque à Ucrânia. Nesta terça-feira, o líder disse que as sanções a Moscou já estão atingindo a economia alemã e "isso só ficará mais dramático a cada dia".
O Conselheiro de Segurança Nacional americano, Jake Sullivan, afirmou nesta terça-feira (22) que o presidente Joe Biden viaja à Europa para "mostrar que seguimos unidos", e que os aliados podem impor custos ainda mais severos à Rússia. Em coletiva de imprensa, por sua vez, o conselheiro disse que os Estados Unidos estão em uma posição única de serem produtores de energia, e que Biden não irá pressionar os europeus a cortarem importações de energia da Rússia. Ainda assim, Sullivan apontou para possíveis novas sanções, e disse que os aliados estão prontos para a crise por conta da guerra na Ucrânia "o quanto ela durar".
Um tribunal russo considerou Alexei Navalny - o principal opositor do presidente Vladimir Putin - culpado de fraude em larga escala e desacato nesta terça. O ativista, que em 2020 sofreu uma tentativa de assassinato por envenenamento teve a pena definida em nove anos de prisão.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo nesta terça-feira (22), pelo fim da guerra na Ucrânia. Em breve declaração na entidade, ele argumentou que continuar com o conflito russo-ucraniano é "moralmente inaceitável, politicamente indefensável e militarmente sem sentido". Guterres questionou "quantas vidas mais precisam ser perdidas" até que "todos percebam que nesta guerra não há vencedores, só perdedores". Segundo ele, já há elementos suficientes para se interromper o conflito e negociar. "Esta guerra não pode ser ganha, terá de haver uma negociação", afirmou o secretário-geral.
A Ucrânia afirma ter reconquistado um bairro estrategicamente importante em Kiev nas primeiras horas desta terça-feira (22), enquanto forças russas mantinham ataques em áreas próximas à capital e na cidade portuária de Mariupol.
A Rússia rejeitou nesta terça-feira (22) os alertas dos Estados Unidos de que o país poderia estar se preparando para conduzir ataques cibernéticos em resposta às sanções ocidentais aplicadas por conta da guerra contra a Ucrânia e afirmou que não se envolve em "banditismo".
A ONU informou que tropas russas soltaram neste domingo (20) a maior parte dos profissionais da equipe técnica de Chernobyl que estavam presos no complexo nuclear desde que a Rússia tomou as instalações, no dia 24 de fevereiro. Durante esses 23 dias, eles foram os únicos responsáveis por operar o local, o que despertou preocupações da Agência Internacional de Energia Atômica.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na noite desta segunda-feira (21) que está disposto a discutir um compromisso de Kiev de não buscar se filiar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em troca de um cessar-fogo, retirada de tropas russas e garantias de segurança para a Ucrânia.

21 de março

A Ucrânia informou que 8.057 pessoas deixaram o país por sete corredores humanitários nesta segunda-feira (21). A informação foi divulgada por Kirilo Timoshenko, consultor do presidente ucraniano Volodimir Zelenski, e pela vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, no Telegram.
Secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki reforçou, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (21), que o governo dos Estados Unidos considera importante que a China aumente o coro de países que condenam a invasão da Rússia à Ucrânia.
A administração de Joe Biden está reiterando os avisos de que o governo da Rússia está "explorando opções para potenciais ciberataques", com base na "inteligência em desenvolvimento", disse o presidente norte-americano. Em comunicado emitido pela Casa Branca, o líder pediu para que o setor privado atue para acelerar cibersegurança dos Estados Unidos.
Apesar das constantes negativas da Rússia de que esteja mirando em prédios civis, um bombardeio atingiu um shopping center de Kiev na noite de domingo (20) matando pelo menos oito pessoas e destruindo prédios próximos. Nesta segunda-feira (21), autoridades de Odessa acusaram as forças russas de realizar um ataque a edifícios residenciais.
O ministério das Relações Exteriores da Rússia informou, nesta segunda-feira (21) que convocou o embaixador americano no país, John Sullivan, para entregar a ele uma nota de protesto por comentários recentes "inaceitáveis" do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Na semana passada, o democrata chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de "criminoso de guerra", "assassino ditador" e "bandido".
Um tribunal de Justiça da Rússia determinou o banimento do Facebook e do Instagram no país depois de enquadrar a Meta, empresa dona das plataformas, como "extremista". As informações são da agência de notícias Tass.
A vice-alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados, Kelly Tallman Clements, informou que cerca de 10 milhões de pessoas deixaram suas casas na Ucrânia após a Rússia invadir o país e iniciar um conflito militar. O grupo inclui cerca de 6,5 milhões de indivíduos que migraram para outras regiões do próprio território ucraniano e outros 3,2 milhões que fugiram para outros países, segundo ela. Clements revelou que 13 milhões de pessoas estão em áreas em que não conseguem sair para regiões mais seguras.
O Ministério da Defesa do Reino Unido disse, em sua mais recente atualização de inteligência, que as forças russas devem priorizar a tentativa de cercar Kiev, capital da Ucrânia, segundo informações da CNN Internacional.
Os países da União Europeia (UE) acusaram as forças armadas russas de cometerem crimes de guerra na Ucrânia, mas uma nova rodada de sanções contra Moscou parece improvável, apesar da pressão na Europa para que os responsáveis por ataques contra civis sejam julgados.
Cercados pelo Exército russo e sem conseguir acessar corredores humanitários, moradores de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, relatam que estão sendo mantidos como reféns em sua própria cidade desde o início da invasão.
As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia não tiveram nenhum avanço significativo, disse o Kremlin nesta segunda, no 25º dia do conflito. Moscou acusa o outro lado de criar obstáculos ao diálogo ao fazer propostas inaceitáveis. Kiev, por sua vez, diz que segue disposta a negociar, mas não a se render ou a aceitar ultimatos dos russos.

20 de março

13h51min- O Ministério de Defesa russo informou que utilizou pela segunda vez, e pelo segundo dia consecutivo, mísseis supersônicos na Ucrânia. Em um ataque separado ao que bombardeou uma escola que servia de abrigo para cerca de 400 pessoas em Mariupol, na Ucrânia, a Rússia usou os mísseis também sobre um depósito de combustível em Kostiantynivka, cidade próxima de Mykolaiv.

18 de março

A guerra na Ucrânia, que perdura há mais de três semanas, já fez com que 6,48 milhões de cidadãos do país se deslocassem internamente para fugir do conflito, informaram as Nações Unidas em balanço nesta sexta (18).
Cerca de 1,3 mil pessoas estão presas nos destroços do teatro de Mariupol que servia de abrigo, destruído por uma ataque russo na última quarta-feira (16). Outras 130 foram resgatadas e estão vivas, segundo a comissária do parlamento ucraniano para os Direitos Humanos, Liudmila Denisova. Entre os que estão nos escombros, não há informações sobre quantos estão com vida. As informações são da noite dessa quinta-feira (17).
O presidente da China, Xi Jinping, disse à sua contraparte norte-americana, Joe Biden, que o conflito entre Rússia e Ucrânia "não atende o interesse de ninguém" e que paz e segurança são as "riquezas que a comunidade internacional mais deve valorizar". Os comentários, feitos durante conversa entre os líderes nesta sexta-feira (18), constam em publicações feitas pela mídia estatal chinesa.
O presidente russo, Vladimir Putin, fez um discurso nesta sexta-feira (18), em um estádio lotado de apoiadores, para comemorar os oito anos da anexação da Crimeia.
No evento, Putin defendeu a "operação especial", como ele se refere à guerra na Ucrânia, e disse que a Rússia nunca teve tanta força. Ele elogiou o que chamou de "ação heroica" dos militares nessa operação.
A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta-feira (18) o programa Care - Cohesion Action for Refugees in Europe (Ação de Coesão para Refugiados, em tradução livre).
O pacote de medidas inclui recursos para a construção de centros de acolhimento, hospitais de campanha, escolas e creches, além de cursos de idioma para os refugiados da Ucrânia e formação e apoio ao emprego.
Um funcionário da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta sexta-feira (18) que as travessias diárias de pessoas que fogem da violência na Ucrânia diminuíram nos últimos dias. Para ele, o tempo mais quente pode ser um fator.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de fazer todo o possível para retardar as negociações por uma solução ao conflito em curso entre os dois países. O líder russo fez as declarações em conversa telefônica com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, nesta sexta-feira (18) de acordo com comunicado divulgado pelo Kremlin.
Mikhail Khodorkovski, um dos maiores críticos do presidente russo, Vladimir Putin, declarou que os ataques à Ucrânia "reduziram" as chances de o líder russo permanecer no poder por mais um longo período de tempo. Putin está na presidência da Rússia desde 2012, mas já havia ocupado o cargo anteriormente, entre 2000 e 2008, e comandado o país indiretamente nesse intervalo.
Ao entrar na quarta semana de guerra, as forças russas voltaram a ser contidas na Ucrânia. Sem avanço no terreno, a Rússia recorre a bombardeios a distância, que atingem cada vez mais civis de forma indiscriminada. As cidades de Chernihiv, Kharkiv e Mariupol foram devastadas nos últimos dias, deixando um número ainda incerto de vítimas e dificultando a negociação de um cessar-fogo.

17 de março

Há "alta preocupação" por parte do governo dos Estados Unidos de que a China envie equipamento militar para a Rússia e, desta forma, ajude Moscou a continuar a guerra na Ucrânia, afirmou há pouco a secretária da Casa Branca, Jen Psaki, em coletiva de imprensa.
Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken disse que o presidente americano, Joe Biden, vai deixar claro à sua contraparte da China, Xi Jinping, que o gigante asiático pode ser responsabilizado por sua posição neutra sobre a guerra, em conversa entre os líderes amanhã.
O bombardeio da Rússia ao teatro de Mariupol, cidade de 400 mil habitantes, destruiu o local que servia de abrigo para pessoas que precisaram abandonar as suas casas por conta da guerra. Centenas de crianças estavam no teatro, e imagens divulgadas nesta quinta-feira (17), mostram que os ucranianos haviam pintado os dois pátios do edifício com a palavra "CRIANÇAS" para avisar sobre a presença delas. Apesar disso, o ataque aconteceu e o número de sobreviventes e vítimas ainda é desconhecido.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, de "ditador assassino" e "bandido" nesta quinta-feira (17), em mais uma escalada na retórica em referência ao líder russo por conta da invasão da Ucrânia. Ontem, o democrata havia dito que Putin era um "criminoso de guerra".
A guerra na Ucrânia entrou na quarta semana nesta quinta-feira (17) com anunciados progressos nas negociações com a Rússia, que seguem ao longo do dia de forma virtual, mas sem o cessar dos bombardeios em áreas civis das maiores cidades do país.
O conflito decorrente da invasão da Ucrânia pela Rússia reduzirá o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em mais de um ponto porcentual (p.p.) em 2022, calcula a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório sobre o impacto econômico da guerra.
O Brasil é um dos países que menos vão sofrer com o impacto da inflação global agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo o ex-diretor do Banco Central e CEO da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo.

16 de março

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, subiu o tom contra Vladimir Putin nesta quarta-feira (16) e disse que o presidente russo é "um criminoso de guerra". A declaração foi dada quando o americano falava a jornalistas sobre a invasão da Ucrânia por Moscou, após anunciar um novo pacote de auxílio a Kiev.
Autoridades de Mariupol, uma das cidades-chave da guerra na Ucrânia, acusam forças russas de lançarem uma bomba sobre o prédio do teatro da cidade, onde estariam abrigados moradores que se escondem de outros ataques.
A Ucrânia e a Rússia fizeram "progressos significativos" em um plano de paz provisório de 15 pontos, incluindo um cessar-fogo e a retirada russa se Kiev declarar neutralidade e aceitar limites para suas forças armadas, segundo três pessoas envolvidas nas negociações afirmaram ao jornal britânico Financial Times.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, nesta quarta-feira (16), que uma Terceira Guerra Mundial já "pode ter começado" após a invasão da Rússia ao território vizinho. Os comentários constam em trechos antecipados de uma entrevista à NBC News, que será transmitida integralmente hoje à noite.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta quarta-feira (16) uma legislação que prevê o fornecimento de mais assistência financeira à Ucrânia na guerra contra a Rússia. Em discurso, o democrata anunciou nova mobilização de US$ 800 milhões em assistência militar, que incluirá o envio de armas, drones e sistemas defesa antiaérea de longo alcance.
O Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, determinou nesta quarta-feira (16), que a Rússia deve suspender imediatamente suas operações militares na Ucrânia. A votação foi de 13 votos a dois.
Em pronunciamento feito por vídeo ao Congresso dos Estados Unidos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu que os americanos se lembrem dos atentados de 11 de setembro de 2001 quando pensarem no país dele e cobrou os EUA a imporem novas sanções contra a Rússia pela invasão que completa hoje 21 dias.
Líderes de três países europeus se reuniram ontem com o presidente Volodmir Zelenski, em uma demonstração de apoio à resistência da Ucrânia, após chegarem de trem a Kiev, em meio aos intensos bombardeios russos à capital ucraniana.
Rússia e Ucrânia avançaram nas negociações para encontrar um cessar-fogo na invasão promovida por Vladimir Putin no país vizinho, que completará três semanas na madrugada desta quinta (17).

15 de março

A Rússia intensificou o bombardeio de Kiev nesta terça-feira (15). A ação destruiu apartamentos e uma estação de metrô e ocorreu enquanto 2 mil carros de civis fugiram de Mariupol por meio de um corredor humanitário, no que se acredita ser a maior evacuação já feita do porto. Enquanto isso, os diplomatas iniciam uma nova rodada de negociações, via vídeo, para chegar a um acordo que coloque fim no conflito entre os dois países.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou uma lei no período da tarde desta terça-feira (15) que garante US$ 1,5 trilhão de gastos governamentais ao longo do ano fiscal de 2022. Do montante, US$ 13,6 bilhões serão destinados para ajuda humanitária e militar à Ucrânia.
O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) anunciou nesta terça-feira (15) que negou um recurso da Federação Russa de Futebol e manteve a decisão da Uefa de proibir que a seleção e os clubes do país disputem torneios internacionais. Com isso, os russos devem mesmo ficar fora da Liga dos Campeões, da Eurocopa e das demais competições europeias de futebol.
A Casa Branca confirmou, nesta terça-feira (15), que o presidente dos EUA, Joe Biden, irá à Bruxelas na semana que vem para participar de uma cúpula extraordinária da Otan, marcada para o próximo dia 24. De acordo com a porta-voz do governo americano, Jen Psaki, a viagem tem o objetivo de reafirmar o "compromisso de ferro" dos Estados Unidos com seus aliados, em meio à ofensiva russa na Ucrânia.
A jornalista russa Marina Ovsiannikova foi conduzida a um tribunal de Moscou no começo na tarde desta terça-feira (15) um dia após invadir um estúdio da emissora estatal Canal 1 para protestar contra a guerra na Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta terça-feira (15) a Ucrânia de não "demonstrar atitude séria" nas negociações por uma solução para o conflito atualmente em curso entre os dois países. O líder russo fez as declarações em conversa telefônica com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, de acordo com comunicado divulgado pelo Kremlin.
O ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou nesta terça-feira (15) sanções contra o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, e outros indivíduos ligados às gestões atual e anteriores da Casa Branca.
O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (15) uma nova rodada de sanções contra a Rússia que mira oligarcas com patrimônio líquido de mais de 100 bilhões de libras (cerca de US$ 131 bilhões), incluindo Mikhail Fridman, Petr Aven e German Khan.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça que seu país precisa entender que "a porta da Otan não está aberta" para admissão, em referência à aliança militar de 30 membros comandada pelos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta terça que Pequim tem o direito defender seus interesses caso as sanções impostas por potências ocidentais contra a Rússia afetem o país asiático.
Pouco antes do amanhecer, grandes explosões supostamente causadas por ataques de artilharia atingiram Kiev. O bombardeio provocou um grande incêndio em um prédio de 15 andares na região oeste da cidade e deixou ao menos um morto. As ondas de choque de uma explosão também danificaram a entrada de uma estação de metrô que vinha sendo utilizada como abrigo antiaéreo. Enquanto a Rússia intensificava os ataques em Kiev, os líderes da Polônia, República Checa e Eslovênia anunciaram que viajarão para a capital ucraniana nesta terça
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que as negociações entre as delegações ucranianas e russas continuarão nesta terça-feira (15). Falando em um discurso em vídeo, Zelensky disse que a equipe ucraniana fez um bom trabalho durante as conversas desta segunda-feira (14). 
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), aprovou nesta terça-feira (15) um quarto pacote de sanções contra a Rússia, em resposta à guerra na Ucrânia.

14 de março

17h15min - Allianz e Swiss Re anunciam que não vão mais operar na Rússia
A seguradora e gestora de ativos alemã Allianz e a resseguradora suíça Swiss Re anunciaram nesta segunda-feira (14) que não vão mais operar na Rússia. O movimento reforça a retirada do mercado de seguros do país, com o sistema financeiro europeu cancelando Moscou diante da falta de um cessar-fogo na Ucrânia.
Fonte: Agência Estado
16h27min - Casa Branca atualiza situação da Guerra na Ucrânia
Com a inflação já alta no Brasil, as fábricas brasileiras não deverão conseguir repassar integralmente os impactos da invasão russa na Ucrânia sobre os preços das commodities. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as empresas terão que absorver parte desse custo da guerra que, se for prolongada, poderá ampliar os problemas financeiros do setor.
A vice-secretária de Estado dos Estados Unidos, Wendy Sherman, discutiu a guerra na Ucrânia com diplomatas europeus nesta segunda-feira (14), informou o Departamento de Estado em comunicado. De acordo com a nota, o grupo abordou medidas adicionais para responsabilizar a Rússia pela invasão do território vizinho. Os participantes do encontro também conversaram sobre assistência humanitária e de segurança aos ucranianos, bem como enfatizaram apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia. Além de Wendy Sherman, participaram do encontro representantes da diplomacia de França, Alemanha, Itália e Reino Unido.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China se recusou a comentar um suposto pedido de ajuda militar para guerra na Ucrânia. Questionado por repórter da Bloomberg, Zhao Lijian disse que os Estados Unidos têm espalhado desinformação "maliciosamente" tendo a China como alvo.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que um prolongamento da guerra na Ucrânia, após invasão da Rússia, vai contagiar significativamente a economia global, por meio da deterioração da segurança alimentar, aumento dos preços de energia e processamento de commodities, pressões inflacionárias, interrupções na cadeia de suprimentos, maior gasto social com refugiados e aumento da pobreza.
A empresa de energia estatal ucraniana informou que a linha de energia que abastece o local do desastre nuclear de Chernobyl em 1986 foi danificada pelas forças russas novamente após ter sido reparada. A Ukrenergo disse, em comunicado emitido nesta segunda-feira (14) que seus técnicos voltaram a fornecer energia na noite de domingo (13) mas "antes que o fornecimento de energia fosse totalmente restaurado, as forças de ocupação a danificaram novamente".
A Ucrânia disse ter iniciado nesta segunda-feira (14) negociações "duras" sobre cessar-fogo, a retirada imediata de tropas e garantias de segurança com a Rússia, apesar do bombardeio letal contra um prédio residencial em Kiev.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta segunda-feira (14) que continuará negociando com a Rússia e que aguarda uma reunião com o presidente do país, Vladimir Putin.
O Banco Central da Rússia planeja adotar uma nova forma de calcular a taxa oficial de câmbio do rublo em relação ao dólar, após sanções do Ocidente impostas em reação à invasão da Ucrânia por Moscou causarem forte turbulência no mercado cambial russo.
O regulador estatal de mídia da Rússia, Roskomnadzor, proibiu oficialmente o Instagram de operar no país, após uma batalha entre Moscou e a controladora da empresa de mídia social, a Meta Platforms, por conteúdo relacionado à invasão da Ucrânia.
No fim de semana, milhares de russos correram para as estações de trem, deixando para trás um país cada vez mais isolado do restante do mundo e um governo cada vez mais preocupado em reprimir a dissidência. A maioria sequer se preocupou em comprar uma passagem de volta. Mas as opções para quem quer sair são poucas. Quase todas as companhias aéreas suspenderam seus voos entre a Rússia e a Europa na última semana, após o pacote de sanções internacionais e medidas de retaliação por parte de autoridades russas.
Assessor da presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak afirmou nesta segunda-feira (14) que as negociações com a Rússia estão em andamento, embora difíceis. Podolyak atribuiu as divergências às diferenças nos sistemas políticos dos dois países.

13 de março

Em entrevista à CBS, a dirigente avaliou que o impacto das sanções impostas por conta da incursão na Ucrânia é bastante severo para a economia russa, e que o país deve enfrentar uma recessão profunda.
O ministro da Energia ucraniano, Herman Halushchenko, disse que os "heróis" do sistema nacional de eletricidade conseguiram restaurar a conexão.
Brent Renaud, 51, teria sido baleado quando forças russas abriram fogo contra um carro perto da cidade de Irpin, importante artéria para chegar à capital, disse o diário britânico The Guardian, citando a mesma fonte.
O local da base é próximo da fronteira com a Polônia, país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e ocorre após ameaças da Rússia de que carregamentos estrangeiros de armamento para ajudar os ucranianos seriam alvos legítimos.

12 de março

A Polônia informou neste sábado (12) que 1,624 milhão de pessoas já fugiram da Ucrânia para o país desde o dia 24 de fevereiro, quando a Rússia iniciou a invasão do território vizinho. Em publicação no Twitter, a Guarda de Fronteira polonesa disse que, apenas hoje, até as 11h (de Brasília), contabilizou 46,4 mil refugiados, um aumento de 4% em relação a sexta-feira.
O Banco da Rússia (BoR) informou neste sábado (12) que decidiu prorrogar a suspensão nas operações do mercado acionário da Bolsa de Moscou até a próxima sexta-feira (18) em meio às incertezas decorrentes da ofensiva militar russa na Ucrânia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado (12) que está aberto a ter conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Israel, mas apenas se houver um cessar-fogo em vigor. Zelensky afirmou ter dito ao primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, que estaria pronto para se encontrar com Putin em Jerusalém. Bennett visitou Moscou para uma reunião com Putin e conversou repetidamente com Zelensky e os líderes de França e Alemanha enquanto tentava ajudar a mediar o fim da guerra.
Um diplomata russo de alto escalão alertou que Moscou pode ter como alvo carregamentos ocidentais de equipamentos militares para a Ucrânia. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse neste sábado (12) que Moscou avisou os EUA que veria as entregas de armas ocidentais à Ucrânia como alvos.
O ministro da Economia da Alemanha disse que seu país quer praticamente acabar com a importação de carvão e petróleo russos até o final do ano. Robert Habeck disse ao semanário Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung que a Alemanha pretende encerrar o uso de carvão russo no próximo outono.

11 de março

Alto Representante da União Europeia, Josep Borrell afirmou em comunicado nesta sexta-feira (11) que o bloco segue disposto a apoiar a Ucrânia e prejudicar "o financiamento da máquina de guerra do Kremlin". Segundo ele, a Rússia conduz uma "catástrofe humanitária" no vizinho e atrocidades que são crimes de guerra, o que o levou a propor a imposição de sanções contra mais cidadãos e companhias russas.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta sexta-feira (11) que o país e seus aliados aumentaram a pressão econômica contra o presidente Vladimir Putin e isolaram a Rússia internacionalmente. Em discurso em uma conferência de deputados democratas, o líder apontou que os "europeus têm vulnerabilidades diferentes das nossas", como no caso do petróleo, lembrando que a dependências das exportações russas são bem distintas nos dois casos. Segundo Biden, sua postura junto a tais líderes foi a de não exigir que fizessem os mesmos esforços que os EUA, mas que agissem dentro de suas capacidades.
A Casa Branca alertou, nesta sexta-feira (11), que a Rússia enfrentará "severas consequências" se utilizar armas químicas na campanha militar que empreende atualmente na Ucrânia. "Temos razões para acreditar que eles estão tentando fabricar outra falsa justificativa para mais violência", afirmou o vice-secretário de imprensa do governo americano, Andrew Bates, em entrevista a repórteres a bordo do Air Force One, o avião presidencial.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (11) mais medidas contra a Rússia, a fim de punir o país por causa da invasão militar na Ucrânia. Segundo o líder americano, as decisões foram tomadas em coordenação com os demais líderes do G-7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido.
O presidente da França, Emmanuel Macron, reforçou nesta sexta-feira (11) que a União Europeia (UE) não está em guerra contra a Rússia, embora tenha o compromisso de apoiar a Ucrânia até o fim do conflito. O comentário foi feito durante coletiva de imprensa após cúpula de líderes do bloco na cidade francesa de Versalhes.
Mais de 2,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (11). A Polônia tem sido o principal destino de quem foge da guerra.
Principal diplomata da UE, Josep Borrell, afirmou que os 27 líderes que participam da cúpula de dois dias nos arredores de Paris concordarão em injetar 500 milhões de euros extras no fundo para ajuda militar à Ucrânia, à medida que a Rússia amplia sua ofensiva militar.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, indicou que houve avanços nas negociações com a Ucrânia por uma solução diplomática para o conflito atualmente em curso entre os dois países. "Há alguns desdobramentos positivos lá, como nossos negociadores me relataram", disse, durante encontro com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, um de seus principais aliados no cenário internacional. O líder russo, entanto, não forneceu mais detalhes.
"Uma pausa nas conversas de Viena é necessária, devido a fatores externos", disse Josep Borrell, que é o líder formal das negociações, em sua conta no Twitter. Borrell acrescentou, porém, que "um texto final" sobre o acordo "está praticamente pronto e na mesa". A interrupção do diálogo em Viena veio após recentes exigências da Rússia de garantias dos EUA que evitariam sanções ocidentais que impediriam Moscou de fazer negócios com o Irã.
De acordo com declarações dos governos russo e ucraniano e a partir de fotos e vídeos divulgados por diferentes fontes -alguns deles verificados pelo jornal The New York Times-, houve bombardeios em três cidades localizadas entre o centro e o oeste da Ucrânia: Dnipro, Lutsk e Ivano-Frankivsk.
O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, classificou a situação na Ucrânia como "grave" e ofereceu a ajuda de Pequim para desempenhar um "papel positivo" para a paz, enquanto continua a se recusar a criticar a Rússia. Os chineses têm evitado chamar o conflito de guerra ou invasão.

10 de março

A Rússia anunciou, nesta quinta-feira (10), que vai abrir corredores humanitários para retirar civis da Ucrânia que queiram ir em direção a cidades russas. A medida virá sem a coordenação com Kiev, que negou, na última segunda (7), o plano do Kremlin de enviar os refugiados para dentro de suas fronteiras, além das de Belarus, ditadura aliada de Vladimir Putin.
De acordo com a agência de notícias russa Interfax, os corredores serão abertos diariamente a partir das 10h. "Declaramos oficialmente que os corredores humanitários em direção à Federação Russa serão abertos unilateralmente, sem qualquer coordenação" disse Mikhail Mizintsev, chefe do Centro de Controle de Defesa Nacional da Rússia.
A Otan (aliança militar ocidental) iniciou nesta quinta (10) um grande exercício militar, com 30 mil soldados e o envolvimento de dois grupos de porta-aviões, na Noruega, país vizinho do norte da Rússia. Ele começa sua fase mais ativa na segunda (14) e vai durar um mês.
A rede de fast-food Burger King anunciou nesta quinta (10) que também irá suspender todo o suporte à operação que detém na Rússia, aumentando a pressão do mundo corporativo contra Moscou. Ícones do capitalismo ocidental como McDonald's, Coca-Cola, Pepsi e Starbucks, dentre outros, anunciaram que irão suspender seus negócios no país ao longo dessa semana diante da extensão do conflito na Ucrânia.
15h37min - Petróleo perde mais força e vira para o negativo, após comentários de Putin
O petróleo estendeu a perda de fôlego iniciada no início da tarde desta quinta-feira (10), e agora opera em baixa tanto no mercado futuro em Nova York quanto em Londres. O movimento ocorre após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantir que o país ainda exporta energia por meio da Ucrânia, segundo relatos na imprensa estrangeira.
Às 14h51 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para abril baixava 1,26% na Nymex, a US$ 107,33, e o do Brent para maio recuava 0,65% na ICE, a US$ 110,42.
Fonte: Agência Estado
O governo da Rússia ameaça tomar o controle e nacionalizar multinacionais que estão deixando o país em resposta às sanções internacionais por causa da invasão da Ucrânia.
Na primeira resposta à fuga de multinacionais, como Coca-Cola, McDonald's e Starbucks, o Ministério da Economia delineou novas políticas para assumir o controle temporário de companhias que tenham mais de 25% de participação estrangeira.
14h56min - Porta-voz da Casa Branca atualiza situação da guerra na Ucrânia
Em depoimento divulgado nesta quinta, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o povo de seu país não irá desistir de lutar e que, depois de vencer a Rússia, irão reconstruir o que foi destruído, rápido e com qualidade. "Eu até já criei programas governamentais para a reconstrução de todas essas cidades. Elas não verão nenhum rastro da agressão russa", disse.
O Reino Unido aplicou sanções a mais sete empresários da Rússia ligados ao governo do presidente Vladimir Putin, segundo anunciou o governo britânico em comunicado oficial. Os oligarcas terão congelados ativos que totalizam cerca de 15 bilhões de libras, além de não poderem mais viajar ao Reino Unido e, em alguns casos, estarem proibidos de manter transações com cidadãos e entidades britânicos. Entre os indivíduos que sofreram as medidas está Roman Abramovich, dono do Chelsea Football Club, um dos principais clubes de futebol da Inglaterra.
Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) pousaram nesta quinta-feira (10), por volta das 6h30 da manhã, no Recife, em Pernambuco. O cargueiro KC-390 Millennium e o Embraer Legacy trouxeram 42 brasileiros, 20 ucranianos, 5 argentinos e 1 colombiano, além de 14 crianças. Também foram trazidos oito cachorros e dois gatos.
As projeções para a inflação brasileira deste ano já chegam a 7% (o dobro do centro da meta para este ano) por causa da alta do petróleo e dos alimentos, provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde o início do confronto até a última terça-feira (8) o índice CRB, que mede a inflação global das commodities em dólar, subiu 15,2%.
O ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que discutiu nesta quinta a possibilidade de um cessar-fogo de 24 horas em reunião com sua contraparte da Rússia, Sergey Lavrov, mas que não houve progresso neste sentido.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, evitou descartar um encontro entre os presidentes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, para negociar uma solução para o conflito atualmente em curso entre os dois países. No entanto, ele explicou que Moscou precisaria fazer mais preparações e que a reunião teria que ter mais "foco" que encontros anteriores entre os representantes dos dois países.

9 de março

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse nesta quarta-feira (9) que todos "devem estar atentos para que a Rússia possivelmente use armas químicas ou biológicas na Ucrânia, ou crie uma operação de falso pretexto usando-as". Em seu Twitter, a representante disse que há um "padrão claro" por parte de Moscou, que teria feito falsas alegações de que laboratórios de armas biológicas e químicas estariam sendo desenvolvidos pelos Estados Unidos na Ucrânia, o que poderia ser usado como pretexto para um ataque.
O governo da Rússia disse ter visto progresso nas negociações com a Ucrânia, duas semanas depois do início da invasão ao país. Em meio a negociações intermediadas pelos governos de Belarus e da Turquia, os chanceleres Sergei Lavrov e Dmytro Kuleba devem se reunir na quinta-feira (10) para discutir novos passos para o fim do confronto, depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter mencionado na segunda-feira a neutralidade da Ucrânia frente a Otan e o reconhecimento de províncias pró-Rússia como condições para um acordo. Na terça-feira (8) O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, deu indícios de que aceitaria negociar essas questões.
Sinais de um possível desenlace diplomático para o conflito militar no leste europeu, após declarações de autoridades russas e ucranianas, incluindo o presidente Volodymyr Zelensky, abriram espaço para um amplo movimento global de recuperação de ativos de risco nesta quarta-feira (9). Em sintonia com as perdas expressivas da moeda americana frente a divisas emergentes e fortes, sobretudo em relação ao euro, o dólar à vista caiu no mercado doméstico de câmbio e chegou a flertar com fechamento abaixo do nível psicológico de R$ 5,00.
Secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer Granholm fez um apelo a empresários do setor em evento nesta quarta-feira (9) ao dizer que a produção norte-americana de petróleo e gás precisa subir agora para suprir a atual demanda e estabilizar o mercado em meio ao choque nos preços provocado pela guerra na Ucrânia.
A ONU informou, nesta quarta-feira (9), que ao menos 516 civis, sendo 37 crianças, já morreram em meio aos confrontos militares desde a invasão russa na Ucrânia, no último dia 24. Os números reais, porém, são "consideravelmente maiores", apontou a organização, já que relatórios de locais gravemente atingidos costumam ser enviados como maior atraso.
O presidente Jair Bolsonaro publicou há pouco, em suas redes sociais, a informação de que o avião KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) está decolando de Varsóvia, na Polônia, em direção ao Brasil. A aeronave levou doações para a Ucrânia e está repatriando brasileiros e estrangeiros que fogem do conflito.
O voo trará 42 brasileiros, 20 ucranianos, 5 argentinos e 1 colombiano, além de 14 crianças. Também serão trazidos oito cachorros e dois gatos.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse nesta quarta-feira (9), que está "convencido" de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, irá sofrer uma derrota estratégica em seus planos na Ucrânia. Em coletiva de imprensa junto de sua contraparte britânica, Liss Truss, o americano disse que a tentativa russa de tomar a Ucrânia de forma rápida militarmente falhou, e que outros meios, como uma troca de governo ou uma ocupação militar permanente também não funcionariam para as ambições de Moscou.
O Kremlin acusou os Estados Unidos nesta quarta-feira (9) de declarar uma guerra econômica à Rússia que estava semeando o caos nos mercados de energia, e alertou Washington de que estava considerando sua resposta à proibição do petróleo e da energia russos.
A usina nuclear ucraniana de Chernobyl foi desconectada da rede elétrica do país pelas forças russas, disse a operadora estatal Ukrenergo nesta quarta-feira (9). A ação coloca em risco o resfriamento do material nuclear ainda armazenado no local, o que poderia levar ao vazamento de radiação. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitri Kuleba, exigiu um cessar-fogo com a Rússia para permitir reparos na usina.
A eletricidade da usina é necessária para os sistemas de refrigeração, ventilação e extinção de incêndio no local. Em um comunicado em sua página no Facebook, a Ukrenergo também disse que os geradores a diesel de emergência foram ligados, mas que o combustível duraria apenas 48 horas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar preparado para fazer concessões em prol de terminar a guerra com a Rússia, em entrevista ao jornal alemão Bild nesta quarta-feira (9). Ele havia sido questionado se pode reconhecer a região de Donbass como independente e a Crimeia parte da Rússia, duas das exigências do presidente russo, Vladimir Putin, para remover as tropas do território ucraniano.
13h53min - Ataque russo atinge hospital infantil em Mariupol; há crianças sob destroços
Um ataque russo danificou gravemente um hospital infantil e maternidade na cidade portuária sitiada de Mariupol, na Ucrânia, disseram autoridades ucranianas nesta quarta-feira (9). O presidente do país, Volodymyr Zelensky, escreveu no Twitter que havia "pessoas, crianças sob os destroços" do hospital e chamou o ataque de "atrocidade".
Fonte: Agência Estado
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira que mais suprimentos médicos serão enviados à Ucrânia ainda hoje, sendo que o foco está nas áreas mais afetadas pela guerra
A invasão russa à Ucrânia não tem entre seus objetivos derrubar o governo Volodmir Zelenski, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta quarta-feira, dia em que a guerra completa duas semanas. A fala destoa das declarações dadas no começo da guerra, declarada na madrugada de 24 de fevereiro pelo presidente Vladimir Putin com o objetivo declarado de "combater o nazismo" a Ucrânia, em meio a acusações de que a gestão Zelenski tinha associações com grupos neonazistas.
A China informou que está enviando ajuda humanitária à Ucrânia, incluindo alimentos e itens de necessidades diárias no valor de 5 milhões de yuans (US$ 791 mil), mas reforçou oposição às sanções contra a Rússia pela invasão do país vizinho
O Reino Unido anunciou nesta quarta o embargo a exportações de tecnologias e bens ligados a aviação e exploração espacial para a Rússia, em mais um conjunto de sanções pela ofensiva militar de Moscou na Ucrânia.
Russos e ucranianos concordaram em respeitar um cessar-fogo para permitir a retirada de civis, disse a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk. Segundo ela, a Rússia informou que respeitará uma trégua das 9h até as 21h, no horário local (das 4h às 16h, em Brasília), ao redor de zonas afetadas pelos combates nos últimos dias.
Rússia continua a fazer avanços menores em várias frentes e parece estar mirando um alvo crítico no centro da Ucrânia: a cidade de Dnipro.

8 de março

As gigantes norte-americanas de bebidas Coca-cola e Starbucks seguiram a rede de fast-food Mcdonald's e decidiram suspender operações na Rússia. O movimento amplia ainda mais a lista de empresas que cancelaram Moscou após os ataques à Ucrânia.
A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta terça-feira (8) que a administração não acredita que o impacto no preço do petróleo das restrições impostas à Rússia será de longo prazo. Em coletiva de imprensa a bordo do avião presidencial, a representante disse que o governo continuará a pressionar Moscou até que haja mudança de comportamento com relação à guerra na Ucrânia.
O petróleo fechou com fortes ganhos nesta terça-feira, estendendo o movimento de segunda-feira. O foco do mercado esteve nas sanções impostas ao petróleo da Rússia, na esteira do conflito na Ucrânia. Mais tarde, investidores também devem acompanhar os dados de estoques de petróleo do American Petroleum Institute (API).
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em alta de 3,60% (US$ 4,30), a US$ 123,70, no maior nível em 14 anos. Enquanto e o do Brent para maio avançou 3,87% (US$ 4,77) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 127,98.
O Exército russo anunciou uma nova trégua humanitária para a evacuação de civis na Ucrânia nesta quarta-feira (9) a partir das 10h, hora de Moscou (4h de Brasília).
O presidente Vladimir Putin reagiu ao embargo dos Estados Unidos ao petróleo e ao gás natural de seu país anunciando que vai proibir ou limitar o comércio de matérias-primas da Rússia até o fim deste ano.
A lista de produtos e países que serão afetados será elaborada em até dois dias, segundo o decreto presidencial divulgado pelo Kremlin. Com isso, a Rússia nem venderá, nem comprará produtos básicos
Trinta e dois anos depois que a icônica loja da praça Púchkin foi aberta em Moscou, ainda no ocaso da União Soviética, o McDonald's anunciou o encerramento temporário das suas operações na Rússia devido à guerra na Ucrânia.
O Reino Unido irá interromper gradualmente a importação de petróleo e seus derivados da Rússia até o fim deste ano, confirmou o secretário de Negócios e Energia do país, Kwasi Kwarteng. A administração também está explorando opções para encerrar as importações de gás russo, informou a autoridade pelo Twitter.
A transição nos próximos meses deve dar "mais do que tempo suficiente" para que o mercado, empresas e cadeias de suprimento substituam as importações russas, que representam 8% da demanda britânica, disse o secretário. "As empresas devem usar este ano para garantir uma transição suave para que os consumidores não sejam afetados", escreveu.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursou nesta terça-feira (8), no Parlamento britânico, ocasião na qual pediu que o Reino Unido aumente as sanções contra a Rússia em virtude da invasão de seu país. O ucraniano se disse grato ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pela postura recente no conflito, e pediu ainda que a Rússia seja indicada como um país terrorista.
"Nós não vamos desistir, vamos lutar até o final", disse Zelensky. "Estamos pedindo a ajuda de vocês e dos países civilizados e lutaremos pela nossa terra, custe o que custar", afirmou o líder ucraniano.
Mais de dois milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia nos 12 dias de conflito desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, de acordo com os dados atualizados da ONU publicados nesta terça-feira (8), 8. Entre esses refugiados estão 1 milhão de crianças. Apesar de o avanço russo dentro da Ucrânia ter diminuído, a quantidade de pessoas fugindo dos conflitos continua aumentando.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (8), a decisão de proibir a importação de petróleo e gás da Rússia. Durante pronunciamento na Casa Branca, ele disse que a decisão foi adotada "em contato próximo" com aliados, mas também afirmou saber que vários países da Europa não podem dar esse passo, no contexto atual. Ele informou que há um trabalho "no longo prazo" para que o continente diminua sua dependência da Rússia no setor de energia, enquanto no caso dos EUA o petróleo russo "não será aceito em nossos portos".
A Comissão Europeia propôs nesta terça-feira um plano para tornar a Europa independente dos combustíveis fósseis da Rússia "bem antes" de 2030, segundo comunicado. A ideia é começar esse processo pelo gás, diante da invasão da Rússia à Ucrânia, diz o texto.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, está nesta terça-feira (8) em Riga, capital da Letônia, país membro da aliança militar. Stoltenberg falou sobre a invasão russa na Ucrânia e reforçou o apoio prestado pelos aliados do bloco aos ucranianos. "Somos a organização de defesa mais poderosa do mundo. Estamos mobilizando centenas de soldados adicionais e vamos defender e proteger cada polegada da Letônia e de cada território aliado", garantiu.
Ao menos 21 pessoas -incluindo duas crianças- morreram durante bombardeio na cidade de Sumi, ao norte da Ucrânia. Cidade foi a primeira a ter evacuação de ucranianos após acordo dos corredores humanitários.
A guerra na Ucrânia superou nesta terça-feira a marca de 2 milhões de pessoas deslocadas apenas 13 dias após o início da campanha militar da Rússia. O número foi divulgado pelo Acnur, a agência da ONU para refugiados.
A Rússia abriu nesta terça-feira (8) novos corredores humanitários para retirada de civis na Ucrânia. Moradores de Sumi (nordeste) e Irpin (próxima a Kiev) conseguiram deixar as cidades, de acordo com autoridades ucranianas. O acordo para cessar-fogo temporário entrou em vigor às 10h (4h em Brasília).

7 de março

O secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, confirmou nesta segunda-feira (7) que o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, decidiu enviar 500 soldados à Europa para apoiar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na esteira do conflito entre Rússia e Ucrânia.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e o homólogo ucraniano, Dmitro Kuleba, concordaram em se reunir em um fórum no sul da Turquia na quinta-feira (10), no que pode ser a primeira conversa entre os chefes das diplomacias dos dois países desde o começo da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro.
O petróleo operou em forte alta nesta segunda-feira (7), somando aos ganhos de mais de 25% acumulados na semana passada. A guerra entre Rússia e Ucrânia e um eventual aperto da oferta global da commodity - com menor suprimento russo - segue no foco de investidores. Neste contexto, negociações para incluir o setor energético às sanções do Ocidente à Rússia fizeram o petróleo oscilar próximo à marca de US$ 140 por barril mais cedo.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em alta de 3,21% (US$ 3,72), a US$ 119,40, e o do Brent para maio avançou 4,32% (US$ 5,10) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 123,21.
A Casa Branca informou nesta segunda-feira (7), que nenhuma decisão foi feita até o momento pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre banir as importações de petróleo russo. Em coletiva à imprensa, a secretária de imprensa Jen Psaki também confirmou que autoridades americanas visitaram a Venezuela neste fim de semana para negociações sobre segurança energética, entre outros assuntos.
O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak, que representa o país nas negociações com a Rússia afirmou nesta segunda-feira (7), que a terceira rodada de tratativas entre as delegações teve pequenos avanços na melhoria da logística dos corredores humanitários. Em declarações após o fim da sessão, disse que as "consultas intensivas" continuaram com regulamentos, juntamente com um cessar-fogo e garantias de segurança.
O governo federal brasileiro publicou, na última quinta-feira (3), a portaria interministerial que autoriza a concessão de vistos humanitários a ucranianos e apátridas fugindo da guerra na Ucrânia. O documento, elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Justiça, regulamenta a concessão deste visto temporário emergencial e também autoriza residência no país. A portaria estará em vigor inicialmente até o dia 31 de agosto deste ano, podendo ser renovada.

OPERAÇÃO REPATRIAÇÃO

O Governo Federal envia, nesta segunda-feira (7), uma aeronave da Força Aérea Brasileira a Varsóvia, na Polônia, para cumprir a missão de resgate dos brasileiros que, com o apoio da diplomacia brasileira, deixaram a Ucrânia. pic.twitter.com/iVO8j3NTBX
— Governo do Brasil (@govbr) March 7, 2022
O rublo russo mais uma vez renovou seu menor valor histórico em comparação com o dólar americano, de olho em falas dos primeiros-ministros de Reino Unido, Boris Johnson, Canadá, Justin Trudeau, e Holanda, Mark Rutte, sobre a possibilidade de aplicar mais sanções à Rússia por conta da invasão à Ucrânia.
A Rússia de Vladimir Putin listou pela primeira vez as condições que apresentou à Ucrânia para acabar com a guerra que devasta o país vizinho há 12 dias.
Em uma entrevista à agência Reuters, por telefone, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a operação "acaba em um instante" se Kiev se render militarmente, mudar sua Constituição para garantir que nunca irá aderir à Otan (aliança militar ocidental) ou à União Europeia, reconhecer a Crimeia anexada em 2014 como russa e as ditas repúblicas separatistas do Donbass (leste do país), como independentes.
Segundo Peskov, os negociadores russos já informaram aos ucranianos seus termos na semana passada, quando fizeram duas reuniões na Belarus. A terceira rodada ocorre nesta segunda (7) na ditadura aliada de Moscou, que serve de base para ações no norte da Ucrânia.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, assegurou nesta segunda-feira (7) à Lituânia a proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o apoio de Washington, ao iniciar uma visita relâmpago à Lituânia, Letônia e Estônia, que estão cada vez mais tensos à medida que a Rússia avança com sua invasão na Ucrânia.
O Kremlin divulgou nesta segunda-feira uma lista de países considerados hostis à Rússia. O Brasil, cujo presidente Jair Bolsonaro visitou Vladimir Putin na semana anterior à guerra na Ucrânia e tem pregado neutralidade no conflito, não está nela.
A Ucrânia rejeitou anúncio feito pela Rússia para a abertura de novos corredores humanitários no país. Mais cedo, Moscou informou que planeja abrir caminho para que civis saiam do país com destino à Rússia ou Belarus.

6 de março 

O secretário de estado Antony Blinken disse que os Estados Unidos e seus aliados na Europa estão discutindo a possibilidade de proibir a importação do petróleo e do gás natural da Rússia como forma de represália aos ataques à Ucrânia. Em entrevista à CNN, o secretário explicou que conversou por telefone com o presidente Joe Biden, que havia convocado uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para discutir sobre o possível embargo.

5 de março

A agência de migração da Organização das Nações Unidas (ONU), citando números de ministérios governamentais dos países de destino, disse neste sábado que 787.300 dos refugiados foram para a Polônia, enquanto cerca de 228.700 fugiram para a Moldávia, 144.700 para a Hungria, 132.600 para a Romênia e 100.500 para a Eslováquia.
A guerra no Leste Europeu tomou conta dos mercados globais, elevando os preços de várias commodities. O trigo, por exemplo, atingiu seu nível mais alto desde 2008. Já os preços do milho saltaram cerca de 25% neste ano até agora, atingindo no início desta semana seus níveis mais altos desde março de 2013.
Após a Rússia anunciar um cessar-fogo parcial, autoridades ucranianas acusaram as forças de Vladimir Putin de não cumprir o acordo e adiaram plano para retirada de civis na cidade de Mariupol, no sudeste do país. Em Volnovakha, a retirada de civis também foi frustrada. "A Federação Russa começou a bombardear Volnovakha com armas pesadas", disse a ministra para Territórios Ocupados, Irina Vereshchuk
A Rússia faz neste sábado um cessar-fogo parcial na Ucrânia para que sejam estabelecidos os chamados corredores humanitários e permitir a fuga de civis. É a primeira vez que os ataques são interrompidos desde o início dos conflitos, em 24 de fevereiro. O acordo teve início às 10h no horário de Moscou (4h em Brasília) e vale somente para as cidades de Mariupol e Volnovakha, que estavam cercadas pelas forças de Vladimir Putin.

4 de março 

18h40min - Discurso de Antony Blinken
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, também se manifestou novamente sobre a guerra na Ucrânia hoje à tarde, em Bruxela.

Os ministros de Relações Exteriores do G7 reiteram em comunicado a "profunda condenação" à guerra "não provocada e injustificável" da Rússia contra a Ucrânia, com o apoio de Belarus a Moscou. Em comunicado, o grupo diz que a Rússia precisa parar de imediato com o ataque e retirar suas forças militares e afirma que deseja que se investiguem crimes de guerra.
Na nota, o G7 diz que os países do grupo continuarão a impor sanções econômicas e financeiras, se preciso, contra a Rússia e também o regime de Belarus, que apoia o aliado. Além disso, afirma que se compromete a combater a "campanha de desinformação" lançada por Moscou no contexto atual. O G7 ainda ressalta que qualquer mudança de status da Ucrânia pelos russos "não será reconhecida".
17h45min - Número de refugiados ucranianos já passa de 1,2 milhão
Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para Refugiados, comunicou em seu Twitter que o número de refugiados que já deixou a Ucrânia ultrapassou a marca de 1,2 milhão. Ele está visitando a Moldávia, país que recebeu pouco mais de 100 mil pessoas. A maior parte dos ucranianos que deixaram o país até agora foram para a Polônia. 

A Academia Nacional de Artes e Ciências Televisivas, a Natas, uma das organizações relacionadas ao Emmy, declarou na noite desta quinta (3) que vai desclassificar produções financiadas pelo governo russo no Emmy 2022. A decisão vem em um momento em que diversas instituições somam uma onda de cancelamentos ao país de Vladimir Putin após a invasão à Ucrânia.
A presidente da entidade, Terry O'Reilly, assinou uma nota publicada nas redes sociais comentando a decisão. "O Emmy não pode em sã consciência fazer negócios com qualquer entidade associada ou financiada pelo governo da Rússia", escreveu, incluindo as emissoras nacionais RT e RT América.
O petróleo teve forte avanço nesta sexta-feira (4), repetindo o movimento da maior parte do restante semana. Temores de que a oferta global do óleo fique ainda mais apertada por conta do conflito entre Rússia e Ucrânia dominam as mesas de operação de negociadores da commodity energética. Com a alta desta sexta-feira, o petróleo acumulou ganho semanal de mais de 20% nos contratos mais líquidos em Nova York e Londres.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril subiu 7,44% nesta sexta (US$ 8,01) e 26,30% na semana, a 115,68. Já o do Brent avançou 6,93% na sessão de sexta (US$ 7,65) e 25,49% no acumulado semanal, a US$ 118,11, na Intercontinental Exchange (ICE).
O governo russo recomendou que exportadores do país suspendam temporariamente os embarques de fertilizantes até que os serviços de transporte interno e externo sejam normalizados e que as transportadoras forneçam garantias de que os trajetos serão concluídos.
A recomendação foi feita nesta sexta-feira (4), pelo Ministério da Indústria e Comércio do país, segundo informações da agência estatal de notícias Tass. "Está surgindo uma situação em que, devido à sabotagem das entregas por parte de várias empresas de logística estrangeiras, os agricultores da Europa e de outros países não podem receber os volumes contratados de fertilizantes", afirmou o ministério. Leia a notícia completa aqui. 
A Rússia decidiu nesta sexta-feira (4), bloquear o acesso à rede do Facebook, de propriedade da Meta Platforms, no país. Em comunicado, o serviço de comunicações russo diz que desde outubro de 2020, 26 casos de discriminação contra a mídia russa e recursos de informação pelo Facebook foram registrados.
"Nos últimos dias, a rede social restringiu o acesso a contas: o canal de TV Zvezda, a agência de notícias RIA Novosti, Sputnik, Russia Today, os recursos de informação Lenta.ru e Gazeta.ru", afirma o governo russo.
16h20min - Nota do Itamaraty
O Itamaraty emitiu uma nota sobre o voto do Chefe da Delegação Permanente do Brasil em Genebra, por ocasião do “debate urgente sobre a situação dos direitos humanos na Ucrânia decorrente da agressão russa", durante a 49ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Veja abaixo:

O embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Ronaldo Costa Filho, criticou a incapacidade do Conselho de Segurança de "agir construtivamente" por uma solução no conflito entre Rússia e Ucrânia. "Parece que, independentemente de quantos encontros públicos convocamos, um cessar-fogo e o fim das hostilidades parecem distantes", afirmou, em sessão para tratar do ataque russo a uma usina nuclear ucraniana. Veja a notícia completa
O enviado da Rússia à Organização das Nações Unidas (ONU), Vassily Nebenzia, afirmou nesta sexta-feira (4), em sessão no Conselho de Segurança, que o país é alvo de campanha "sem precedentes" de mentira e desinformação, em meio à ofensiva militar na Ucrânia. O diplomata explicou que as tropas russas tomaram o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Ucrânia e da Europa, para evitar que "nacionalistas ucranianos" aproveitassem da situação para realizar provocações nucleares.
Segundo ele, não há ameaça aos seis reatores no local e a atividade radioativa na região está normal. "Estamos fazendo todo o possível por segurança das usinas", disse. O embaixador acusou a Ucrânia de usar população como reféns e disse que a reunião convocada na ONU é mais um tentativa de criação de "histeria artificial".
15h30min - Manifestação de Joe Biden
Quem fala agora sobre a guerra na Ucrânia é o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Veja seu discurso abaixo:

As principais bolsas europeias fecharam em queda robusta nesta sexta-feira (4). O mercado passou a sessão digerindo o ataque russo na maior usina nuclear da Europa, na esteira da continuidade da guerra na Ucrânia. Além disso, investidores também monitoraram o relatório de emprego dos EUA, o chamado payroll, e indicadores macroeconômicos do Velho Continente.
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 3,56%, a 421,78 pontos. Na semana, teve queda de 7,00%. Veja mais aqui.
14h52min - Manifestação do Brasil na ONU
Fala nesse momento Ronaldo Costa Filho, o embaixador do Brasil na ONU. Veja abaixo:

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou, durante sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que nenhum sistema de segurança da usina ucraniana alvo de ataque russo foi danificado.
Grossi também disse que está disposto a viajar a Chernobyl para discutir a situação nuclear com autoridades ucranianas e russas.
Os governos da Ucrânia e da Rússia têm posições duras, mas as negociações entre os dois países devem continuar, disse nesta sexta-feira (4) Mikhailo Podoliak, assessor presidencial ucraniano, segundo a agência Interfax. Leia mais aqui
O escritório de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) disse nesta sexta-feira (4) ter confirmado que 331 civis foram mortos e 675 feridos na Ucrânia desde que a invasão russa começou em 24 de fevereiro, acrescentando que o custo real provavelmente é muito maior. O número de mortos, até a meia-noite de quinta-feira (3), subiu ante as 249 reportadas no relatório anterior, de um dia antes. Entre os 331 mortos, estavam 19 crianças. A maioria das vítimas foi morta por armas explosivas como bombardeios de artilharia pesada, sistemas de mísseis e ataques aéreos e de mísseis, de acordo com o escritório, que tem monitores na Ucrânia.
12h45min - Equipes do Serviço de Emergência ucraniano recolhem bomba de 500kg lançada pela Rússia em Kharkiv
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O perfil oficial do Parlamento ucraniano no Twitter divulgou nesta sexta-feira (4) imagens do trabalho das equipes do Centro Inter-regional de Desminagem Humanitária e Resposta Rápida do Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia, que estão realizando operações de resgate em edifícios destruídos como resultado de bombardeios pelos ocupantes russos. Entre os materiais recolhidos em Kharkiv, está uma FAB-500, uma bomba de 500 quilos de uso geral lançada pelo ar com uma ogiva explosiva. (Foto: Parlamento da Ucrânia/Divulgação/JC)
12h10min - Moradores de Luhansk enfrentam militares russos
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores da região de Novopskovsk, em Luhansk, nas ruas enfrentando militares russos. Gritando pelo nome do país, eles alertam os invasores sobre as consequências de seus atos:
“Nós não estamos esperando por você aqui, a guerra e a morte estão vindo para você!”, dizem

11h45min - Secretário-geral da Otan alerta para agravamento em ofensiva russa na Ucrânia
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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, alertou nesta sexta-feira (4) que os próximos dias "provavelmente serão piores" na guerra da Ucrânia, à medida que o aumento da ofensiva militar russa provoca "mais mortes, mais sofrimento e mais destruição". Em coletiva de imprensa, Stoltenberg exortou o presidente russo, Vladimir Putin, a encerrar o conflito "imediatamente", retirar as tropas do país vizinho e se engajar em esforços diplomáticos. Segundo ele, Moscou está pagando um "alto preço" pela invasão, mas a Otan está disposta a manter abertos os canais diplomáticos com o Kremlin. (Foto de OLIVIER DOULIERY/Pool/AFP/JC)
11h25min - Em vídeo, prefeito de Kiev diz que cidade está pronta para enfrentar invasores
O prefeito de Kiev, o ex-campeão mundial de boxe Vitaliy Klychko, divulgou um vídeo nesta sexta-feira dirigindo-se à população da capital ucraniana e falando sobre a preparação da cidade para uma provavel invasão de tropas russas.
"Amigos, Kiev está fortificada para se defender no caso de um ataque inimigo. Hoje passei por alguns postos de controle erguidos para defesa da cidade, soldados das Forças Armadas, defesa terrorista, polícia, outras estruturas de poder estão prontas e vão proteger coração da capital."

O Tribunal Internacional de Crimes de Guerra, na cidade holandesa de Haia, já está apurando acusações de que a Rússia cometeu crimes de guerra na Ucrânia.
11h05min - Imagens da Guerra
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O Ministério da Defesa da Ucrânia divulgou nesta sexta-feira (4) a foto de um caça russo Sukhoi Su-34 derrubado perto da cidade de Volnovakha, no leste da Ucrânia. Conforme o governo ucraniano 33 aviões de Moscou foram abatidos até agora no conflito. (Foto: Ministério da Defesa da Ucrânia/Divulgação/JC)
10h45min - Kremlin diz que paz depende de Ucrânia aceitar condições
Em um sinal claro de que não irá mudar seu plano de guerra, o Kremlin disse nesta sexta-feira (4) que cabe a Kiev aceitar as condições russas para acabar com a crise no país. Dmitri Peskov, o porta-voz de Vladimir Putin, comentou as conversas ocorridas na quinta-feira (3) com uma delegação ucraniana em Belarus. "Foram uma boa oportunidade para apresentar ao lado ucraniano nossa visão para solucionar o problema. Indo em frente, tudo dependerá da reação do lado ucraniano", disse. A Rússia diz querer desmilitarizar o vizinho, impedindo sua adesão à Otan ou a outras estruturas ocidentais.
10h35min - Japão anuncia que enviará coletes à prova de balas à Ucrânia
O Japão vai enviar às forças militares da Ucrânia coletes à prova de balas e outros itens básicos em resposta a um pedido de Kiev, mas não tem planos de despachar armas, segundo um porta-voz do governo japonês. O país asiático restringe exportações de equipamento militar, mas está disposto a mostrar que está alinhado com países do Ocidente em seu apoio à Ucrânia. Tóquio impôs sanções a bancos russos e ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, após a invasão da Ucrânia. Além dos coletes, o Japão enviará capacetes, geradores de energia e suprimentos alimentícios para a Ucrânia.
10h25min - "Não buscamos conflito. Mas se o conflito vier até nós, estamos prontos", diz secretário de Estado dos EUA
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken (esquerda), disse nesta sexta-feira (4) que a Otan é uma aliança de defesa, mas estará preparada em caso de confronto. "Não buscamos conflito. Mas se o conflito vier até nós, estamos prontos para isso, e defenderemos cada centímetro do território da Otan", afirmou Blinken, O comentário veio antes de Blinken participar de reunião com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e suas contrapartes de países aliados para discutir a invasão da Ucrânia pela Rússia. (Foto de YVES HERMAN/Pool/AFP/JC)
"Juntos, estamos garantindo que ninguém ataque o território da Otan", disse ele a repórteres, observando que a aliança posicionou tropas adicionais em seus Estados membros do leste para esse fim.
9h56min - Rússia já perdeu 9,1 mil soldados, dizem Forças Armadas da Ucrânia
Perdas russas na guerra até o momento, conforme as Forças Armadas da Ucrânia:
    • 9,1 mil soldados
    • 33 aviões
    • 37 helicópteros
    • 251 tanques
    • 105 peças de artilharia
    • 939 veículos blindados
    • 50 sistemas de lançamento de foguetes
    • 2 navios
    • 404 carros
    • 60 tanques de combustível
    • 3 veículos aéreos não tripulados
    • 18 baterias antiaéreas
9h45min - Putin diz que a Rússia "não tem más intenções em relação aos seus vizinhos"
O presidente da Rússia, Vladimir Putin disse há pouco que a Rússia "não tem más intenções em relação aos seus vizinhos". Além disso, ele pediu retorno da cooperação internacional e a normalização das relações com outros países. "Não vemos necessidade de exacerbar a situação ou piorar nossas relações", disse Putin. "Acho que todos deveriam pensar em normalizar as relações e cooperar normalmente", completou.

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelensky, fez um apelo emocionado na madrugada desta sexta-feira (4) pelo horário de Brasília, aos líderes globais, para que pressionem a Rússia pelo fim dos ataques ao país.
Após bombeiros conterem o fogo que se alastrou em parte da usina nuclear de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, autoridades do país confirmaram que tropas russas assumiram o controle do local na manhã (madrugada em Brasília) desta sexta-feira (4).

3 de março

O governo federal editou portaria nesta quinta-feira (3) para conceder visto humanitário e autorização de residência aos refugiados da guerra da Ucrânia - sejam cidadãos do país europeu ou apátridas afetados pelo conflito. Os imigrantes beneficiados pelo dispositivo poderão exercer atividade laboral no Brasil.
Assinado pelos ministros Carlos França (Relações Exteriores) e Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), o despacho anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na semana passada determina a concessão de visto de 180 dias aos refugiados e possibilidade de residência temporária para ucranianos e apátridas com prazo de dois anos.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (Ofac, da sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (3) que intensificou a pressão sobre a Rússia, ao impor sanções a integrantes da elite do país e a seus familiares. De acordo com comunicado divulgado pelo órgão, esses indivíduos continuam a fornecer apoio direto e indireto ao governo russo. "A ajuda permite que o presidente Vladimir Putin continue a travar a invasão contínua e não provocada da Ucrânia", diz o texto. Leia mais aqui
O Reino Unido impôs novas medidas a oligarcas ligados ao governo da Rússia, segundo o gabinete do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Alisher Usmanov e Igor Shuvalov, agora sob sanção do país, mantém ativos que totalizam cerca de US$ 19 bilhões, de acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira (3).
As medidas cortam o acesso de ambos a interesses ligados ao Reino unido, como mansões que valem "dezenas de milhões", congelam ativos, os banem de viajar ao Reino Unido e proíbem britânicos de manter transações com os russos.
Usmanov tem negócios ligados aos clubes ingleses de futebol Arsenal, em Londres, e Everton, da cidade de Liverpool. Já Shuvalov foi vice-primeiro-ministro da Rússia e é presidente do banco estatal VEB desde 2018.
A perspectiva do Ministério da Agricultura é de que o Brasil tenha abastecimento de fertilizantes suficiente para o consumo interno até outubro deste ano, reafirmou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Bastos Filho. Esta estimativa trabalhada pelo governo, divulgada na quarta-feira (2), pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, considera os estoques atuais da indústria e as importações que ainda tendem a ser feitas pelo País.
"Não sabemos quanto tempo a guerra (entre Rússia e Ucrânia) vai durar, mas não podemos pensar que vai interromper totalmente as exportações de outros países. Muito volume já foi comprado antecipadamente pelos produtores. É uma dinâmica que nos mostra que até outubro ainda tenha algum tipo de abastecimento", disse Bastos Filho ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Vai depender do quanto a guerra vai afetar o fluxo marítimo internacional do transporte deste produto, mas ainda não estamos vendo cenário catastrófico", apontou.
17h18min - EUA anunciam sanções a oligarcas russos que apoiam Putin

Apesar de ter imposto sanções à Rússia pela invasão na Ucrânia, os Estados Unidos querem evitar ao máximo uma guerra direta com o país que é seu rival histórico e liderado por Vladimir Putin. Em coletiva nesta quinta-feira (3), a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que o governo de Joe Biden deseja isolar a Rússia, desde que isso não vire um confronto militar entre as duas nações.
"Proibir voos vindos da Rússia quer dizer que aviões americanos derrubariam aviões russos. Isso é guerra direta e queremos evitar", respondeu a um repórter que especulava novas restrições de Biden à Rússia.
Segundo Psaki, o objetivo norte-americano é "maximizar os impactos contra Putin" e minimizar as consequências para os residentes dos Estados Unidos. "Não temos interesse em diminuir o fornecimento de energia, porque assim o preço subiria ao redor do mundo e aumentaria o dinheiro no bolso de Putin", falou.

A Rússia e a Ucrânia concordaram sobre a necessidade de um corredor humanitário para a saída de civis das cidades em guerra, segundo afirmaram os negociadores de ambos países após o encontro diplomático desta quinta-feira (3). O acordo envolve um possível cessar-fogo durante as operações de retirada.
O encontro foi o segundo realizado entre os dois países para discutir a invasão russa na Ucrânia. Os resultados obtidos não eram os esperados pela Ucrânia - que exige o cessar-fogo imediato e a retirada das tropas -, mas foram mais substanciais que o encontro de segunda-feira. Os dois países concordaram numa terceira rodada de negociações, afirmam os negociadores.
A FRF (Federação Russa de Futebol) comunicou nesta quinta-feira (3) que irá recorrer à Corte Arbitral do Esporte, instância máxima do direito desportivo, contra as sanções da Fifa e da Uefa. As duas entidades baniram a seleção russa de competições internacionais como punição em decorrência da invasão russa à Ucrânia, que já dura uma semana. Assim, a Rússia não poderá disputar as eliminatórias e está fora da Copa do Mundo do Qatar.
Em comunicado, a FRF declarou que a Fifa e Uefa "não tinham base legal" para a decisão e violaram os "direitos fundamentais da federação russa".
15h23min - Putin: operação militar está em andamento e metas têm sido alcançadas
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizou pronunciamento nesta quinta-feira (3), no qual parabenizou os militares do país pela incursão na Ucrânia. Em sua fala, Putin disse que a operação "segue em andamento" e que as metas traçadas por Moscou "têm sido alcançadas".
Fonte: Agência Estado
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta quinta-feira (3) que quer negociar diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo ele, essa é "a única maneira de parar a guerra" entre os dois países, que já dura mais de uma semana.
"Tenho que falar com Putin [...] porque essa é a única maneira de parar esta guerra", disse Zelensky em entrevista coletiva, declarando-se "aberto" e "disposto a abordar todos os problemas" com Putin.
A Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos) divulgou nesta quinta-feira (3) que o setor de fertilizantes calcula ter estoques do insumo para os próximos três meses.
A entidade representa um segmento diretamente afetado pala guerra na Ucrânia: a Rússia é um dos principais fornecedores internacionais do produto e origem de boa parte das importações utilizadas pelo agronegócio nacional. Com a eclosão do conflito, a tendência é que a oferta dos produtos diminua no mercado global --com consequências sobre o preço.
O Ministério da Defesa afirmou nesta quinta-feira (3) que uma aeronave KC-390 Millennium deve decolar na próxima segunda-feira (7) para trazer ao país brasileiros que fugiram da Ucrânia.
O avião terá como destino final Varsóvia, na Polônia, uma vez que parte expressiva dos brasileiros que deixaram o território ucraniano após o início da guerra com a Rússia cruzou a fronteira em direção ao país, a oeste da Ucrânia.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, Zelensky afirmou ter medo de que a Ucrânia deixe de existir no futuro e disse que, se isso acontecer, os outros países do Leste Europeu "até o Muro de Berlim" seriam os próximos alvos. "Estamos aqui defendendo nosso país, não queremos tirar nada de ninguém", afirmou.
13h15min - Negociadores da Ucrânia e da Rússia iniciam nova rodada de conversas
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O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov (E), aperta a mão de negociadores russos antes das conversas entre delegações da Ucrânia e da Rússia na região de Brest, na Bielorrússia. Além de um cessar-fogo, a abertura e garantia de segurança de corredores humanitários para os refugiados também estão em pauta na reunião que ocorre neste momento. (Foto de MAXIM GUCHEK/BELTA/AFP/JC)
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, acusou a Ucrânia de ser um instrumento da política ocidental e de ameaçar diretamente a Rússia.
12h52min - Zelenski diz que russos queimam corpos de seus soldados
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, disse que as forças russas que invadiram seu país trouxeram um forno crematório para incinerar corpos de seus soldados mortos na guerra e esconder as baixas. Ele não mostrou provas nem foi questionado sobre como isso seria escondido das famílias. Moscou admitiu na quarta-feira (2) ter perdido 498 soldados. Zelenski diz que foram 9.000. Nenhum dos números foi confirmados por fontes independentes.
No oitavo dia de conflitos na Ucrânia, Lavrov afirmou que a Rússia vai continuar com sua operação militar "até o fim".
11h15min - Guerra na Ucrânia já provocou o êxodo de 1 milhão de pessoas, segundo a ONU
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Passada mais de uma semana após o início da invasão da Ucrânia, 1 milhão de pessoas já deixaram o país, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). O êxodo é o mais rápido registrado neste século, segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
O número de refugiados representa mais de 2% da população da Ucrânia, estimada pelo Banco Mundial em 44 milhões de pessoas no fim de 2020. A Acnur informou ainda que o êxodo está longe do fim e que ao menos 4 milhões de ucranianos e estrangeiros que vivem no país tentarão cruzar as fronteiras durante o conflito. (Foto de DANIEL LEAL/AFP/JC)
11h03min - AGORA: Delegação ucraniana chega a Belarus para rodada de negociação com a Rússia
Bachelet falou ao abrir um debate urgente no Conselho de Direitos Humanos da ONU para considerar a criação de uma comissão de inquérito sobre supostas violações de direitos humanos pela Rússia.
10h34min - "Um dos momentos mais felizes da vida de todo ucraniano é pegar um moscovita"
Em sua conta oficial no Twitter, as Forças Armadas ucranianas publicaram uma foto de um soldado da Ucrânia conduzindo um militar russo com a seguinte legenda: 
"Um dos momentos mais felizes da vida de todo ucraniano é pegar um moscovita."
10h10min - "Todo mundo está chocado", diz fonte próxima ao Kremlim
Veículo de mídia independente da Rússia aponta que uma fonte próxima ao Kremlin afirma que "todo mundo está chocado" com a guerra iniciada pelo presidente russo Vladimir Putin. Outra fonte disse que ninguém no governo russo esperava uma guerra em grande escala ou as sanções já aplicadas. “Tudo está em frenesi”, diz uma fonte próxima à administração presidencial, respondendo a uma pergunta sobre o clima predominante entre os funcionários do Kremlin.
A decisão vem após um pedido de 39 Estados-membros do tribunal. Investigação analisará "quaisquer alegações passadas e presentes de crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio cometidos em qualquer parte do território da Ucrânia por qualquer pessoa".
9h42min - Imagens da guerra
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Apoiadores do movimento Fridays for Future protestam contra a guerra na Ucrânia nesta quinta-feira (3) em Berlim, capital da Alemanha. (Foto de JOHN MACDOUGALL/AFP/JC)
Enquanto a expectativa gira em torno da segunda rodada de negociação entre russos e ucranianos, nesta quinta (3), separatistas pró-Moscou em Mariupol ameaçam a estratégica cidade portuária de Mariupol com novos bombardeios.
Tropas russas tomaram durante a quarta-feira (2) a cidade de Kherson - ponto estratégico entre a Crimeia, dominada pelo Kremlin, e o sul da Ucrânia. Em paralelo, os russos aumentaram o cerco a Kiev e devem intensificar a ação militar para tomar a cidade. Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, voltou a ser intensamente bombardeado pela artilharia russa na manhã desta quinta-feira, no 7° dia da ofensiva de Moscou contra o território ucraniano.
Kiev voltou a ser alvo de bombardeios russos nas primeiras horas desta quinta-feira (3), quando sirenes voltaram a soar em diversas cidades pelo país, alertando sobre o risco de ataques aéreos.

2 de março

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, afirmou nesta quarta-feira que a Rússia está cada vez mais em uma ilha econômica, e que se, o presidente Vladimir Putin seguir com sua postura atual em relação ao conflito na Ucrânia, Washington e seus aliados irão seguir impondo "severos custos" ao país. Em discurso na Universidade de Illinois, a secretária apontou que cerca de 80% dos ativos de bancos russos já estão afetados por algum tipo de restrição imposta pelo Tesouro.
Além disso, o governo norte-americano junto de seus aliados imobilizou metade dos ativos no banco central da Rússia, segundo Yellen.
"Também priorizamos perseguir oligarcas ou elites russas que são fundamentais para o poder corrupto do presidente Putin. Sancionamos muitos desses indivíduos e estamos trabalhando com colegas do Departamento de Justiça e nossos aliados internacionais para descobrir, congelar e confiscar suas riquezas em todo o mundo", afirmou a secretária.
18h45min - Mudança da embaixada brasileira na Ucrânia
Para melhor auxiliar na retirada dos brasileiros da Ucrânia, a embaixada do Brasil no país está trabalhando diretamente de Lviv, cidade próxima à fronteira com a Polônia. Veja a mensagem do embaixador brasileiro abaixo:
— Itamaraty Brasil (@ItamaratyGovBr) March 2, 2022

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou discurso nesta quarta-feira (2) em Wisconsin, no qual destacou o esforço de seu governo para impulsionar gastos em infraestrutura. Em sua fala, ele também comentou o quadro na Ucrânia, reafirmando o apoio ao país e as críticas à Rússia por sua ação militar contra o vizinho.
"Enviamos um sinal claro de que seguimos com o povo da Ucrânia", disse Biden no início de sua fala, lembrando o discurso do Estado da União realizado ontem pelo líder. Ele retomou formulação de sua fala de ontem no Congresso, como a de que o ataque na Ucrânia "deixará a Rússia mais fraca e o restante do mundo mais forte". Segundo Biden, a ação do presidente russo, Vladimir Putin, foi "premeditada e não provocada", mas os EUA têm respondido com sanções, em atuação conjunta com aliados, como a União Europeia. Ele disse que Putin está "mais isolado do que nunca" e garantiu que seu país continuará a ajudar a Ucrânia. Veja a notícia completa.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o Plano Nacional de Fertilizantes já está pronto e que deve ser lançado até o dia 17 deste mês. Segundo ela, a agricultura brasileira é bastante dependente de fertilizantes e que, por isso, precisa de produção própria.
Antes mesmo do conflito no Leste Europeu, Tereza Cristina afirmou que a questão dos fertilizantes já era um problema no Brasil, e as consequências serão maiores a depender da duração da questão geopolítica. "Se guerra durar mais tempo, as consequências serão maiores. Esperamos bom senso e que essa guerra acabe rapidamente." Leia mais aqui
17h40min - Número de refugiados ucranianos já supera marca de 875 mil
Informação foi anunciada por Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para Refugiados, em sua conta no twitter.

Em meio ao impacto da guerra na Ucrânia sobre o barril do petróleo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou nesta quarta-feira (2) que colocou na pauta de votação da Casa que comanda o pacote de projetos de lei que busca a reduzir o preço dos combustíveis.
Pacheco comunicou a decisão em uma rede social. "Na próxima semana, os dois projetos de lei que trazem medidas para controlar a escalada dos preços de combustíveis (PLP 11/2020 e PL 1472/2021) estarão na pauta do Senado", disse. Veja mais aqui.
Uma multidão de espanhóis se reuniu na noite desta quarta-feira (2) na Plaza Catalunya, em Barcelona, para protestar contra a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Os manifestantes carregavam faixas e cartazes pedindo a interrupção imediata do conflito armado, a retirada das tropas russas, além de muitas críticas a Vladimir Putin. Também havia mensagens de solidariedade aos ucranianos, que formam uma comunidade forte em algumas cidades e bairros da Espanha.
A manifestação começou por volta das 18h30 no horário local (12h30 no Brasil) e se estendia por volta das 20h (16h) reunindo uma quantidade relevante de pessoas.
Ainda questionada se aceitaria um convite de Bolsonaro para ser vice-presidente, Tereza Cristina respondeu que a "a conversa hoje é sobre fertilizantes". 
16h55min - Secretário de Estado dos EUA
O Secretário de Estados dos Estados Unidos, Antony Blinken, também discursa nesta tarde sobre a guerra na Ucrânia. Veja sua manifestação completa abaixo:

A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara International publicou na terça-feira (1º), uma nota oficial para declarar extrema preocupação com a situação que se desenrola entre Rússia e Ucrânia e afirmar oposição às ações russas. "Apoiamos totalmente a condenação do governo norueguês à invasão militar russa", afirmou a empresa em comunicado. No Brasil, a Yara possui sede em Porto Alegre (RS) e escritório em São Paulo e Paulínia, cinco fábricas de produção e 24 unidades misturadoras de fertilizantes próprias. Leia mais aqui
Roman Abramovich, bilionário russo proprietário do Chelsea, emitiu um comunicado oficial nas redes sociais da equipe confirmando que colocou o clube à venda.
Além disso, ele afirmou que instruiu sua equipe para criar uma fundação de caridade onde todos os lucros líquidos da venda do Chelsea serão doados para as vítimas da guerra na Ucrânia.
Na semana passada, Abramovich anunciou que estava deixando o comando da administração do clube depois de quase 20 anos.
16h15min - Discurso de Macron
O presidente francês fala ao vivo neste momento sobre a guerra na Ucrânia:

15h55min - Nota da ONU
Confira abaixo a nota completa da ONU em relação à resolução aprovada na Assembleia Geral desta quarta-feira (2):

15h40min - Secretário-Geral da OTAN e Primeira-Ministra da Islândia
Jens Stoltenberg, líder da OTAN, concede entrevista ao lado da islandesa Katrín Jakobsdóttir, ressaltando a importância estratégica do país europeu em razão de sua localização entre a Europa e os Estados Unidos. Veja abaixo:

A Rússia disse à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que suas forças militares assumiram o controle do território ao redor da Usina Nuclear de Zaporizhzhia (NPP), segundo o diretor-geral da agência, Rafael Mariano Grossi. A informação foi divulgada pela Eletronuclear, que desde a invasão da Ucrânia pela Rússia tem feito informes diários sobre a situação da energia nuclear em meio à guerra.
Em uma carta oficial ao diretor-geral datada de 1º de março, a Missão Permanente da Federação Russa junto às Organizações Internacionais em Viena também informou que o pessoal da usina continuou o trabalho de segurança nuclear e monitoramento da radiação no modo normal de operação. Os níveis de radiação permanecem normais.
14h45min - Presidente ucraniano celebra resolução condenando Rússia 
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comemorou em sua conta no twitter a aprovação da resolução na ONU condenando as ações da Rússia:

A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) acaba de aprovar a resolução contra a guerra na Ucrânia. O placar foi de 141 votos favoráveis à medida, 5 contra e 35 abstenções. Leia mais aqui
Alívio pontual nos mercados de ações no exterior tranquiliza momentaneamente investidores locais no começo desta semana encurtada pelo carnaval. A alta das bolsas europeias e americanas reflete expectativa de retomada das negociações entre Rússia e Ucrânia, após quedas na véspera.
No entanto, informações desencontradas sobre a data da reunião, avanço das tropas russas em território ucraniano e sanções do Ocidente a bancos russos impõem cautela. Da mesma forma, a valorização das commodities reforça preocupação com a inflação mundial. O aumento coloca mais pressão sobre os bancos centrais mundiais e, consequentemente em papéis ligados à retomada e ao aumento de juros, como os de consumo e de construção, ainda que a alta possa beneficiar os ligados à matéria-prima.
12h41min - OMS relata ataques a hospitais da Ucrânia e anuncia envio de suprimentos médicos
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira (2) que está "muito preocupado", pois o órgão recebeu vários relatos de ataques a hospitais e a profissionais de saúde na Ucrânia, sendo que um foi confirmado. Adhanom destacou que está buscando maneiras de acessar oxigênio de países vizinhos e maneiras de fornecê-lo com segurança para a Ucrânia, além de outros suprimentos médicos, como remédios. O diretor executivo da organização, Michael Ryan, disse que o primeiro envio de suprimentos médicos à Ucrânia chegará nesta quinta-feira (3), ao país.
Além das armas, a guerra na Ucrânia também é uma guerra de informação. E, nesse contexto, as redes sociais ganharam um papel muito importante na difusão de versões dos acontecimentos.
10h - Imagens da guerra
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Um homem dorme em um vagão de metrô em uma estação subterrânea usada como abrigo antiaéreo em Kiev nesta quarta-feira (2). No sétimo dia de combates na Ucrânia, a Rússia reivindica o controle da cidade portuária de Kherson. Na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, a batalha prossegue nas ruas, enquanto a capital do país, Kiev, se prepara para um ataque russo. (Foto de GENYA SAVILOV/AFP/JC)
9h42min - Páginas ucranianas nas redes sociais mostram perdas russas na guerra
Perfis ucranianos nas redes sociais que monitoram as ações da defesa do país durante a guerra apontam sucessivas perdas humanas e materiais por parte da Rússia. Na manhã desta quarta-feira (2), uma dessas páginas mostrou veículos russos destruídos e capturados pela 93ª Brigada Mecanizada ucraniana, incluindo um tanque T-72B3M, 2 veículos MT-LB e um MT-LBVMK.

9h35min - Itamaraty abre postos de atendimento a brasileiros na Ucrânia e na Moldávia
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou na noite desta terça-feira (1º) que decidiu abrir dois postos de atendimento consular para prestar assistência aos brasileiros que buscam deixar a Ucrânia. Um deles ficará na cidade ucraniana de Lviv, próxima à fronteira com a Polônia que tem sido adotada como rota de fuga; e o outro em Chisinau, capital da Moldávia, para facilitar o suporte a brasileiros que tentam a saída pela Romênia. "Os postos de atendimento em Lviv e Chisinau complementam as medidas já em curso de apoio aos brasileiros, de confecção de documentos de viagem e de retirada, ordenada e segura, de nacionais do território ucraniano", declarou em nota o Itamaraty.
O ministério acrescenta que, em casos de emergência, o plantão consular brasileiro pode ser contatado pelo número +55 61 98260-0610. Além disso, a Embaixada em Kiev continua transmitindo orientações por meio de mensagens em seu site, em sua página no Facebook e em grupo do aplicativo Telegram.
A escalada começou logo pela manhã da terça-feira (1), mas ganhou força durante a tarde após a Agência Internacional de Energia (AIE) - que representa os consumidores-chave de petróleo - anunciar a liberação de estoques, em tentativa de sinalizar que não haverá desabastecimento. O petróleo WTI para abril fechou em alta de 8,03%, em US$ 103,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex); e o Brent para maio avançou 7,15%, para US$ 104,97 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
O índice japonês Nikkei caiu 1,68% em Tóquio, a 26.393,03 pontos, o Hang Seng recuou 1,84% em Hong Kong, a 22.343,92 pontos, e o Taiex registrou modesta perda de 0,17% em Taiwan, a 17.867,60 pontos. Na China continental, os mercados também ficaram no vermelho, influenciados principalmente por ações do setor petroquímico. O Xangai Composto teve baixa de 0,13%, a 3.484,19 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,56%, a 2.313,18 pontos. Exceção na Ásia, o sul-coreano Kospi avançou 0,16% em Seul, a 2.703,52 pontos, mas após um dia de volatilidade.
Medida fez parte do discurso do Estado da União, o primeiro do governo Biden.

1º de março

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A iniciativa partiu do governo do Estado como forma de homenagear o país do leste europeu.
O encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, pediu nesta terça-feira (1º), que todos os países cortem os laços comerciais com a Rússia. "Fazer negócios com a Rússia agora significa financiar agressão, crimes de guerra, desinformação e ataques cibernéticos", enfatizou.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou por telefone com o chanceler da Ucrânia - a convite do ucraniano - nesta terça-feira (1º), no primeiro diálogo formal entre os dois países desde que a Rússia deu início à guerra na última semana. O diálogo, de acordo com os relatos oficiais de ambas as diplomacias, sinaliza uma mudança de tom na abordagem chinesa ao conflito. Pequim é aliada de Moscou e, até agora, absteve-se de condenar a invasão nas reuniões do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
Após reunião emergencial convocada para esta terça-feira (1º), a Federação Internacional de Automobilismo decidiu que pilotos da Rússia e de Belarus podem continuar disputando competições da entidade. A condição é que eles sejam representados pela bandeira da própria FIA e sejam inscritos como competidores neutros. A inscrição dos pilotos tem de ser autorizada e depende que eles adotem "os princípios da FIA de paz e neutralidade política".
17h53 - Contas da mídia estatal russa serão rebaixados no Facebook e Instagram, afirma meta
As contas da mídia estatal russa - assim como links para seus sites - serão rebaixados nas plataformas da Meta globalmente, comunicou a empresa nesta terça-feira (1º). Por meio da medida, serão aplicadas restrições algorítmicas aos meios de comunicação apoiados pela Rússia. A decisão segue medida semelhante à adotada pelo Twitter na segunda (28), que rotulará todo o conteúdo que contém links para a mídia estatal russa e rebaixará esse conteúdo por algoritmos.  
Uma torre de TV em Kiev, capital ucraniana, foi atingida nesta terça-feira (1º) por uma explosão. Segundo o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia, cinco pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas. Desde o fim de semana, as forças russas tentam fechar o cerco à cidade.
O presidente norte-americano, Joe Biden, conversou nesta terça-feira (1º) com o presidente Volodymyr Zelenskyy, da Ucrânia, para discutir o apoio contínuo dos Estados Unidos aquele país, contra as agressões russas.
O anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) nesta terça-feira (1º) sobre a liberação de 60 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais ao mercado é um exemplo da parceria e trabalho em conjunto dos países que condenam "a invasão não provocada e injustificada da Rússia à Ucrânia", destacou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em comunicado divulgado há pouco.
A decisão da Rússia em invadir a Ucrânia vem refletindo diretamente nas competições esportivas. Nesta terça-feira (1º), a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou que a Rússia não sediará mais o Campeonato Mundial masculino de Vôlei, que acontecerá entre os meses de agosto e setembro. O local, agora, está indefinido.
Em comunicado, o G7 informou que o tema central de encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais realizado nesta terça-feira (1º) foi a guerra na Ucrânia e os efeitos das sanções anunciadas à Rússia. O ministro de Finanças da Ucrânia, Sergii Marchenko, também participou da reunião, na qual se avaliou que as sanções já estão surtindo efeito e devem isolar a Rússia econômica e financeiramente.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, "está muito enganado" se acha que a invasão da Ucrânia fará com que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) recue suas fronteiras no Leste Europeu. "Putin terá mais Otan, e não menos", disse o premiê durante coletiva de imprensa com a primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.
14h26min - Chanceler russo Lavrov é boicotado durante discurso na ONU
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, foi boicotado durante discurso em uma conferência sobre desarmamento na ONU nesta terça-feira (1º) em Genebra. Diversos embaixadores, ministros e diplomatas se retiraram da sala em forma de protesto no momento em que o chanceler se dirigia aos membros presentes no encontro.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança não vê a necessidade de mudar seu nível de alerta sobre armas nucleares, apesar de ameaças da Rússia.

28 de fevereiro

A Fifa e a Uefa anunciaram a exclusão da seleção russa e de equipes do país das competições organizadas pelas entidades. A medida vem em resposta à guerra na Ucrânia e atende pedidos de importantes federações europeias. Assim, a seleção russa não seguirá disputando as Eliminatórias e está fora da Copa do Mundo do Catar.
De acordo com o embaixador russo Vasily Nebenzya, em discurso proferido em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), a Ucrânia se tornar membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é "a linha vermelha (para a Rússia) do ponto de vista militar e estratégico".
Com o respaldo dos chefes da entidade de que o conflito fere a lei internacional, o presidente da reunião, Abdulla Shahid defendeu um cessar-fogo imediato. "Temos que parar a guerra imediatamente", frisou. Ele também disse que as consequências humanitária dos conflitos" serão devastadoras."
A Embaixada do Brasil em Kiev divulgou nesta segunda-feira (28) um comunicado com orientações a brasileiros que ainda se encontram nas duas maiores cidades da Ucrânia, Kiev e Kharkiv. A principal recomendação é para que deixem o país prontamente, assim que considerarem seguro se deslocar até a estação central de trens dessas cidades.
Autoridades da Rússia anunciaram nesta segunda-feira (28) o fechamento do espaço aéreo para companhias aéreas de 36 países. A maioria das nações é da Europa, mas o Canadá também está na lista.
A rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, realizada nesta segunda-feira (28), em Gomel, na Belarus, acabou com o resultado esperado: sem avanços claros. Os representantes dos dois países concordaram em voltar a suas capitais para discutir pontos da conversa e devem marcar uma segunda rodada de reuniões.
O Alto Representante da União Europeia (UE), Josep Borrell afirmou nesta segunda-feira (28) que existe um acordo no bloco para reforçar a ajuda militar à Ucrânia. Borrell disse que há uma coordenação entre esses ministros para coordenar a ajuda aos ucranianos, no momento em que a Rússia ataca o país vizinho.

27 de fevereiro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) informou neste domingo (27) pelas redes sociais que um grupo de 39 pessoas, entre elas 37 brasileiros e 2 uruguaios, que partiu de Kiev, na Ucrânia, chegou à embaixada do Brasil na Romênia. Segundo o presidente, estão todos bem de saúde e em segurança.
O Papa Francisco pediu neste domingo (27) a abertura "urgente" de corredores humanitários - um tipo de zona desmilitarizada temporária destinada a permitir a passagem segura e ajuda humanitária a refugiados de uma região em crise. Para o pontífice, é necessário que a comunidade internacional acolha os ucranianos fugindo da "trágica" invasão de sua terra natal.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou neste domingo (27), em pronunciamento, que o bloco europeu está fechando o espaço aéreo para aeronaves russas em retaliação à invasão da Ucrânia pelo país. (Foto: STEPHANIE LECOCQ/AFP/JC)
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O presidente Vladimir Putin ordenou neste domingo (27) que as forças de dissuasão nuclear russas sejam colocadas em alerta máximo, em uma dramática escalada das tensões entre a Rússia e o Ocidente em torno da invasão da Ucrânia. (Foto: SERGEI GUNEYEV/SPUTNIK/AFP/JC)

26 de fevereiro

O presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, publicou neste sábado (26), que conversou com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, para pedir a suspensão do direito de voto da Rússia no Conselho de Segurança da organização mundial.
Mais cedo, ele disse que o país resistiria à invasão russa.
O prefeito da cidade de Kiev, Vitali Klitschko, impôs um toque de recolher que durará da noite deste sábado (26), até a manhã de segunda-feira (28) sem intervalos, disse o gabinete do prefeito. "Para uma defesa mais eficaz da capital e segurança de seus moradores, o toque de recolher será das 17 horas de hoje, 26 de fevereiro de 2022, até a manhã de 28 de fevereiro", afirmou em comunicado.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste sábado (26), nas redes sociais, que a embaixada do Brasil em Kiev embarcou cerca de 40 brasileiros de trem para a cidade de Chernivtsi, na Ucrânia, próxima à fronteira com a Romênia. De lá, eles irão para a embaixada brasileira em Bucareste. "Já houve confirmação de que outros brasileiros, acompanhados de outros cidadãos latino-americanos, cruzaram o mesmo ponto da fronteira hoje pela manhã e estão a caminho da capital romena", afirmou Bolsonaro.
Diversos países da Europa fecharam seus espaços aéreos para a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia pelas tropas do Kremlin. Neste sábado (26), Estônia, Látvia, Romênia e Eslovênia avisaram que baniriam as companhias aéreas russas. A República Tcheca fechará seu espaço aéreo a partir do domingo (27) --o país já havia proibido as empresas aéreas russas de operarem no solo em aeroportos locais.
Um grupo formado por jogadores brasileiros, familiares e amigos que estava em um bunker em um hotel de Kiev conseguiu pegar um trem neste sábado (26) e sair da capital ucraniana, onde eles passaram os últimos dias em meio à invasão do país pela Rússia.
O encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, fez uma atualização, em entrevista coletiva há pouco, em Brasília, sobre a situação do seu país em meio à guerra contra a Rússia, afirmando que as batalhas continuam em todo o território, com o número de soldados russos já atingindo 100 mil.
A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou há pouco que duas aeronaves de transporte tático militar estão disponíveis de prontidão para um possível transporte de brasileiros evacuados da Ucrânia.
Durante toda a madrugada e agora na manhã do Brasil, a embaixada do País em Kiev tem informado aos brasileiros que estão na Ucrânia sobre as possibilidades de rota de fuga do país por via terrestre. A mensagem mais recente postada pelo serviço Telegram indica que a empresa de trens ucraniana UZ prevê saídas de Kiev hoje para destinos próximos a fronteiras durante o fim da tarde.
A seleção polonesa não pretende disputar o duelo da repescagem para a Copa do Mundo contra a Rússia, marcada para 24 de março em Moscou, anunciou o presidente da Federação Polonesa, Cezary Kulesza, neste sábado (26), no Twitter.
A Rússia anunciou este sábado (26) o fechamento de seu espaço aéreo a aviões vindos da Bulgária, Polônia e República Tcheca. De acordo com a agência reguladora de aviação russa, a Rosaviatsia, as restrições ocorreram devido às "decisões hostis das autoridades aéreas" desses países.
As forças de Vladimir Putin atacaram na madrugada deste sábado (26) o centro de Kiev. A batalha pela capital da Ucrânia ocorre apenas dois dias depois do começo da guerra com a qual o presidente russo pretende derrubar o governo e retomar o controle político sobre o vizinho.
Após a invasão da Ucrânia por parte da Rússia na última quinta-feira (24), dezenas de milhares de ucranianos já deixaram o país em busca de proteção, segundo informa o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Filippo Grandi, líder da organização, revelou na noite de sexta-feira (25) que os números já o preocupam.
O ministro ucraniano da Saúde, Viktor Liashko, atualizou neste sábado (26) o número de civis mortos durante a invasão russa à Ucrânia. Ele contabiliza 198 pessoas mortas, entre elas três crianças, e mais de mil feridos desde o início dos ataques na quinta-feira (24).
O governo russo apertou ainda mais o cerco sobre a mídia não alinhada ao Kremlin, proibindo neste sábado (26) que a guerra na Ucrânia seja chamada pelo seu nome. O termo aprovado é "operação militar especial no Donbass".

25 de fevereiro

Os Estados Unidos aplicarão sanções contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu chanceler, Serguei Lavrov, conforme divulgado pela Casa Branca nesta sexta-feira (25). Mais cedo, a União Europeia (UE) e o Reino Unido já haviam anunciado que sancionariam os chefes russos. Leia mais aqui
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou ter enviado tropas adicionais para aumentar a capacidade americana na Europa e apoiar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em comunicado emitido após reunião extraordinária da Otan, Biden disse ser bem-vinda a decisão da Organização de ativar seus planos de defesa e elementos da Força de Resposta Otan para fortalecer sua postura coletiva, assim como os comprometimentos de aliados para desdobrar forças terrestres e aéreas adicionais para o flanco oriental e forças marítimas do Extremo Norte ao Mediterrâneo. O líder reforçou seu comprometimento em defender "cada centímetro" do território da Otan.
"A Otan mais uma vez está demonstrando que apoia a liberdade e a democracia", disse. "O presidente Putin falhou em seu objetivo de dividir o Ocidente". Biden afirmou que a Organização está "unida e resoluta como sempre" e que mantém portas abertas para Estados europeus que compartilhem dos mesmos valores e um dia desejem se reunir à aliança ocidental.
A Embaixada do Brasil em Kiev, na Ucrânia, anunciou, na tarde desta sexta-feira (25), que um trem vai partir da capital com destino à cidade de Chernivtsi, no oeste do país, que fica nas proximidades da fronteira com a Romênia. Essa é a primeira opção viabilizada pelo Itamaraty para a retirada de brasileiros do país, que sofre uma invasão de tropas militares da Rússia. Leia mais aqui
18h15min - Primeira-Ministra da Suécia reforça defesa da Ucrânia
 Magdalena Andersson participou de reunião extraordinária hoje em conjunto com Otan, Finlândia e União Europeia. 

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, afirmou nesta sexta-feira (25) e que a União Europeia "pode fazer mais" nas sanções contra a Rússia, "incluindo a retirada da Rússia do sistema Swift". Na mensagem no Twitter, ela se referia à Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (Swift, na sigla em inglês), em momento de debate entre autoridades europeias sobre dar ou não esse passo.
O petróleo terminou a sessão desta sexta-feira (25), com perdas, pressionado por sinalizações de que Rússia e Ucrânia podem voltar as mesas de negociação para discutir uma saída diplomática para o confronto bélico instaurado no Leste Europeu. Por outro lado, o óleo sustentou ganhos no acumulado semanal, após ter disparado acima de US$ 100 quando a Rússia iniciou a ofensiva militar.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril fechou em baixa de 1,31% (US$ 1,22) nesta sexta e subiu 1,53% na semana, a US$ 91,59, enquanto o do Brent recuou 1,36% (US$ 1,30) nesta sexta-feira e ganhou 2,98% nos últimos sete dias, a US$ 94,12, na Intercontinental Exchange (ICE). Leia mais aqui
O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta sexta-feira (25), após subir na sessão de quinta-feira ao ser procurado como porto seguro diante da invasão russa na Ucrânia. O mercado nesta sexta ficou, no geral, com menos aversão ao risco e segue acompanhando os desdobramentos do conflito geopolítico. Além disso, o metal precioso foi prejudicado pela alta dos rendimentos dos Treasuries.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril caiu 2,0%, a US$ 1.887,6 por onça-troy. Na semana, o metal perdeu 0,64%. Leia mais aqui
17h07min - Anistia Internacional mostra protestos contra o conflito
Uma das maiores ONGs de Direitos Humanos no mundo, a Anistia Internacional compilou imagens de protestos pelo mundo contra a guerra na Ucrânia:

A União Europeia concordou nesta sexta-feira (25) em congelar quaisquer bens europeus do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e de seu ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, enquanto o líder da Ucrânia pedia ações mais rápidas e contundentes para punir a invasão russa de seu país.
"O presidente Putin e o ministro das Relações Exteriores Lavrov estão na lista de pessoas sancionadas", disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, ao fim de uma reunião de emergência dos chanceleres europeus para definir em detalhes as novas sanções contra a Rússia. Leia mais aqui
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo a afirmou nesta sexta-feira (25) que um ingresso da Finlândia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) teria "sérias repercussões militares e políticas". Em coletiva de imprensa, a representante afirmou que o governo russo "considera o compromisso do governo finlandês com uma política militar de não alinhamento como um fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no norte da Europa".
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciou nesta sexta-feira (25) novas decisões em resposta à agressão "de larga escala" da Rússia à Ucrânia. As ações são parte de uma reconsideração "urgente" de cooperação geral com Moscou, disse o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, em comunicado.
O Conselho da Organização decidiu encerrar formalmente o processo de adesão da Rússia, que já havia sido postergado em 2014.
16h37min - Manifestação do Departamento de Defesa dos EUA
Ned Price, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, discursa nesse momento. Veja a manifestação completa abaixo:

O alto representante da União Europa (UE) para a política externa, a, confirmou no período da tarde (de Brasília) desta sexta-feira (25) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores do país, Sergey Lavrov, serão incluídos na lista de indivíduos alvos de sanções. A decisão foi tomada em reunião com chanceleres do bloco nesta sexta-feira, no âmbito de segundo pacote de punições pela invasão da Ucrânia. Leia mais aqui
A gigante norte-americana do setor agrícola Cargill afirmou na quinta-feira, 24, que um de seus navios foi atingido por um projétil na costa da Ucrânia, no Mar Negro. A empresa é uma das maiores fornecedoras de alimentos do mundo.
O segundo dia da campanha militar russa contra a Ucrânia começou com uma intensificação do cerco à capital do país, Kiev. Forças de Vladimir Putin voltaram a bombardear a cidade, desta vez com efeitos mais claros sobre civis, e se aproximam por dois flancos. Soldados russos já operam na cidade.
À pressão militar, o Kremlin já abriu as portas para uma negociação de paz sob seus termos. Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, Putin aceita enviar uma delegação a Minsk (Belarus) para discutir "a neutralidade da Ucrânia" com uma missão do presidente Volodimir Zelenski.
Peskov comentava sobre uma fala anterior do ucraniano, que havia dito estar aberto a conversas e afirmou "não ter medo de discutir a neutralidade" -certamente não desta forma. Os russos em resumo querem o vizinho renunciando a entrar nas estruturas ocidentais, Otan (aliança militar) e a União Europeia.
A coreografia seguiu com um comunicado chinês, segundo o qual Putin disse em conversa com o líder Xi Jinping estar pronto para negociar. Leia mais aqui
15h58 - Manifestação de Volodymyr Zelensky
Presidente ucraniano discutiu hoje com Joe Biden o reforço das sanções e da assistência em defesa entre os países:

Em meio à ofensiva militar na Ucrânia, a Rússia impôs "restrições parciais" ao acesso Facebook no país, informou a Roskomnadzor, reguladora do setor de telecomunicações russo. Segundo comunicado, a medida é uma resposta à decisão da Meta Platforms, controladora da rede social, de "censurar" os perfis de quatro veículos de comunicação locais, entre eles a agência RIA Novosti.
A agência explicou que, nos últimos dias, cobrou da empresa explicações sobre o bloqueio das contas e exigiu que elas fossem reativadas, mas não obteve retorno.
15h15min - Refugiados ucranianos
Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para Refugiados, informou que mais de 50 mil ucranianos deixaram o país nas últimas 48 horas, a maioria indo para Polônia e Moldávia.

As bolsas da Europa fecharam em forte alta nesta sexta-feira (25), recuperando-se após caírem com a invasão da Rússia pela Ucrânia e os anúncios de sanções. O mercado segue acompanhando os desdobramentos do conflito, mas também ficou de olho em dados econômicos e balanços corporativos da região.
O índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou a sessão em alta de 3,32%, a 453,53 pontos. Na semana, porém, ele recuou 1,58%.
As bolsas da Europa, que já vinham em alta, aceleraram ganhos após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordar em realizar conversas com a Ucrânia, dizendo que a Rússia está disposta a enviar uma delegação à capital de Belarus, Minsk.
De acordo com o analista-chefe da CMC Markets, Michael Hewson, esse ato fez com que os índices europeus ganhassem impulso. "Isso fala do Kremlin parece muito estranho, dado o comentário de Putin esta semana, mas não impediu os mercados de esperar que pudesse haver algo nele", destacou.
O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou em comunicado que realizou uma reunião nesta sexta-feira (25) com representantes dos 31 membros da entidade, a fim de "compartilhar perspectivas sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia" e discutir seus impactos nos mercados globais de energia.
Além de expressar "grande preocupação" com a destruição e a perda de vidas, ele disse que a invasão russa "tem aumentado preocupações entre os participantes do mercado de petróleo, em um cenário de mercados globais já apertados e volatilidade aumentada do preço".
O Conselho da Europa decidiu nesta sexta-feira (25), suspender os direitos de representação da Rússia no Comitê de Ministros e na Assembleia Parlamentar com efeito imediato, por conta da invasão da Ucrânia. 
Em comunicado, o Conselho informa que a suspensão não é uma medida final, mas temporária, sendo que "os canais de comunicação estão abertos". 
14h32min - Manifestação do Secretário-Geral da OTAN
Jens Stoltenberg divulga neste momento um novo comunicado da organização após reunião de emergência nesta sexta-feira (25), dizendo que a aliança também está se movimentando militarmente. Confira o discurso completo abaixo:

14h02min - Conselho da Europa suspende direitos de representação da Rússia
O Conselho da Europa decidiu nesta sexta-feira (25) suspender os direitos de representação da Rússia no Comitê de Ministros e na Assembleia Parlamentar com efeito imediato, por conta da invasão da Ucrânia. Em comunicado, o Conselho informa que a suspensão não é uma medida final, mas temporária, sendo que "os canais de comunicação estão abertos".
13h54min - Forças Armadas da Ucrânia pedem para a população checar telhados em busca de marcas pintadas apra auxiliar ataques
As Forças Armadas ucranianas emitiram um alerta para a que a população de Kiev, capital ucraniana, verifique os telhados de suas casas e prédios em busca de marcas. Caso algo seja encontrado, deve ser ocultado. A administração local acredita que alguns sinais foram pintados para orientar os bombardeiros russos.
O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, propôs a Vladimir Putin uma negociação, segundo a agência de notícias russa RIA. Em dois pronunciamentos diferentes nesta sexta-feira (25) Zelenski afirmou que a invasão russa é como um ataque da 2ª Guerra, que está disposto a dialogar e até mesmo adotar um "status neutro" - o que, na prática, significaria o abandono da ambição de entrar na Otan.
Os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, conversaram por telefone nesta sexta-feira (25), informou o ministério das Relações Exteriores chinês.
12h35min - Chanceler ucraniano e Secretário de Estado dos EUA discutem envio de armas para a defesa ucraniana
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou em sua conta no Twitter que conversou com Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, a respeito do banimento da Rússia do Swift (sistema de transferências internacionais que conecta bancos de todo o mundo). Além disso, ambos trataram do envio de armas para a defesa ucraniana. "Outra ligação com meu amigo e colega americano @SecBlinken sobre a necessidade de usar toda a influência dos EUA em alguns países europeus hesitantes para banir a Rússia do SWIFT. Também discutimos mais fornecimento de armas defensivas para a Ucrânia", escreveu Kuleba.
12h30min - Putin ataca governo de Zelenski e diz para soldados ucranianos tomarem o poder
Em declarações duras durante uma reunião do Conselho de Segurança russo, o presidente Vladimir Putin atacou nesta sexta-feira (25) o governo ucraniano comandado por Volodimir Zelenski, chamando autoridades do país de "gangue de viciados em drogas e neonazistas". O mandatário voltou a afirmar que combate "terroristas e neonazistas" no país. Também disse para soldados ucranianos a tomarem o poder. "Será mais fácil para nós chegarmos a um acordo."
12h - Vice-ministra da Defesa da Ucrânia diz que 2,8 mil soldados russos já foram mortos durante ataque
A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar, disse na manhã desta sexta-feira (25) que as forças armadas da Rússia sofreram pesadas perdas durante os dois primeiros dias de sua invasão do país. Em um post no Facebook, Hanna escreveu que, desde o início da invasão até as 10h (horário de Brasília) as tropas invasoras perderam, aproximadamente, 80 tanques, 516 veículos de combate blindados, 10 aeronaves, 7 helicópteros e 2,8 mil soldados. "Nós somos fortes! A vitória será nossa”, acrescentou a política. As reivindicações de baixas, tanto russas quanto ucranianas, não podem, até o momento, ser verificadas de forma independente.
11h40min - Vídeo mostra tanque russo atropelando carro de civil nos arredores de Kiev
Um vídeo que está circulando nas redes sociais mostra o que pode ser considerado como um crime de guerra: um tanque russo que transita na região de Obolon, em Kiev, capital da Ucrânia, muda sua direção e atropela um carro conduzido por um civil. O motorista do carro, um idoso, sobreviveu ao ataque. Confira abaixo as imagens.
11h30min - Forças Armadas ucranianas divulgam vídeo de procura por alistamento de reservistas
As Forças Armadas da Ucrânia divulgaram na manhã desta sexta-feira um vídeo curto em sua conta oficial no Twitter no qual mostra a procura por parte de cidadãos ucranianos de centros de alistamento para se juntarem à defesa do país contra a invasão russa. "Reservistas e voluntários continuam a chegar e se alistam em uma brigada de fuzileiros separada. Cada um deles tem uma experiência diferente, mas estão unidos por uma causa comum - a proteção de sua pátria e de seus entes queridos", diz o texto.
11h25min - Polônia vai fechar espaço aéreo para companhias da Rússia, diz premiê
A Polônia prepara uma resolução para fechar o espaço aéreo do país para companhias da Rússia, anunciou o premiê Mateusz Morawiecki nesta sexta-feira (25). Vizinho da Ucrânia e membro da União Europeia (UE), o país tem sido um dos mais críticos ao ataque militar iniciado pelo governo de Vladimir Putin. Também deve ser um dos principais afetados pela onda de refugiados que começam a emigrar da Ucrânia na tentativa de fugir da guerra. "Parem a agressão armada, parem o derramamento de sangue", pediu o premiê Morawiecki na quinta-feira (24). "Precisamos parar o imperialismo de Putin", acrescentou.
O Kremlin concordou em realizar conversas com a Ucrânia, dizendo que a Rússia está disposta a enviar uma delegação à capital de Belarus, Minsk. No entanto, isso se daria somente se o governo ucraniano aceitasse adotar uma postura de "neutralidade".
10h55min - União Europeia planeja congelar bens pessoais de Putin e Lavrov
Conforme informações do jornal britânico Financial Times, a União Europeia está se preparando para congelar os bens de Vladimir Putin e seu ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov. A medida faz parte do pacote de sanções que está sendo aprovado na sexta-feira (25), segundo três fontes ligadas ao assunto. Os ministros das Relações Exteriores planejam aprovar o pacote de sanções nesta tarde, juntamente com uma série de medidas contra os bancos e a indústria russos, disseram as fontes.
Putin e Lavrov não estarão, no entanto, sujeitos à proibição de viajar sob as medidas, sublinhando a disposição da UE de manter abertas as possibilidades diplomáticas simbólicas. O assunto foi discutido pelos dirigentes na noite de quinta-feira, com grande parte deles se manifestando a favor da ideia.
Kuleba descreveu as ações do governo de Vladimir Putin como crimes de guerra e violações ao Estatuto de Roma, tratado que criou o tribunal.
10h22min - Representante ucraniano no Brasil diz que espera "reação mais forte" do governo brasileiro
Apesar de o Ministério das Relações Exteriores ter divulgado nota apelando para a suspensão das hostilidades e de o vice-presidente, Hamilton Mourão, ter dito que o país não é neutro e que é contrário à ação russa, a representação ucraniana no Brasil demonstrou desconforto com o silêncio do presidente Jair Bolsonaro sobre o que está ocorrendo no Leste europeu. “Queremos que a reação seja mais forte", disse o encarregado de negócios e representante da embaixada ucraniana no Brasil, Anatoliy Tkach, em entrevista realizada há instantes em Brasília.
10h15min - Rússia já perdeu mais de mil soldados, diz Ministério da Defesa da Ucrânia
O Ministério da Defesa da Ucrânia comunicou na manhã desta sexta-feira (horário de Brasília) que o "número de perdas das forças de ocupação da Federação Russa é superior a 1 mil". Em tom positivo, a postagem do ministério na conta oficial no Twitter afirma que "a Rússia não sofreu um número tão grande de baixas durante este período de hostilidades em todo o período de sua existência em nenhum dos conflitos armados que iniciou". Por fim, a postagem termina com uma mensagem de exortação: "Acredite nas Forças Armadas!"
O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou na manhã desta sexta-feira (25) pelo horário de Brasília, período da tarde no horário local, que as forças russas entraram no distrito de Obolon, a menos de nove quilômetros do centro de Kiev, de acordo com o jornal The New York Times.
9h57min - Ecos do século 20
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Imagens captadas por uma rede de televisão mostram um tanque russo na cidade ucraniana de Kherson, ao Sul do país, com uma bandeira da antiga União Soviética (URSS). Especialistas em relações internacionais apontam que o presidente russo, Vladimir Putin, deseja recuperar a força internacional que o país tinha durante os anos da chamada Guerra Fria.
O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, afirmou nesta sexta-feira (25) (horário local, noite de quinta-feira (24) no Brasil) que seu país foi abandonado após a invasão russa.
As forças russas se aproximam da capital ucraniana, Kiev. os relatos são feitos por enviados especiais da agência portuguesa RTP à Ucrânia, que relatam que forças russas estão se aproximando da capital.

24 de fevereiro - Estoura o conflito

Vários líderes da América Latina expressaram repúdio às recentes ações militares russas em solo ucraniano e defenderam uma solução pacífica para o conflito.

Na Argentina, a Casa Rosada, por sua vez, rejeitou "o uso da força armada" e pediu para que a Rússia cesse as ações militares na Ucrânia. O governo de Alberto Fernández, que se encontrou recentemente com Putin, também pediu respeito à Carta das Nações Unidas e defendeu "a maior prudência" para pôr fim ao conflito.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, emitiu uma declaração em suas redes sociais, na qual afirma que o país "condena a agressão armada da Rússia".
O Itamaraty afirmou que há atualmente cerca de 500 cidadãos brasileiros na Ucrânia.
O general Valery Zaluzhni, comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, afirmou via redes sociais que o presidente do país ordenou o exército a infligir o maior número possível de baixas aos militares russos invasores.
Os juros futuros fecharam a quinta-feira (24) em alta, em meio à aversão ao risco produzida pela escalada da ofensiva russa contra a Ucrânia ao longo do dia após a invasão. As taxas subiram, refletindo as incertezas sobre as consequências do conflito, com o mercado ainda calculando o quão inflacionário pode ser o cenário bélico via preços de commodities e depreciação do câmbio. O mau humor no mercado levou o Tesouro a reduzir expressivamente a oferta de prefixados no leilão e, ainda assim, não aceitou propostas na NTN-F.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou em 12,44% (regular), de 12,368% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 11,266% para 11,39% (regular). O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 11,29% (regular), de 11,17%.
18h46min - Justin Trudeau reforça comunicado do G7
O Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau, reforçou o compromisso do G7 em responder a invasão da Ucrânia com "severas sanções". 

O Conselho Europeu concordou nesta quinta-feira (24) em medidas para impor "severas" consequências à Rússia, pelo que chamou de "agressão militar não provocada e injustificada contra a Ucrânia". Em comunicado sobre as conclusões da reunião de líderes da União Europeia, o documento aponta que as sanções atingirão os setores de transporte, finanças e energia russas. Além disso, as restrições irão envolver controles de exportações e política de vistos, também abrangendo indivíduos.
Segundo a publicação, a União Europeia buscará coordenar suas sanções com parceiros e aliados. O comunicado diz ainda que o Conselho Europeu também condena a participação de Belarus nos ataques à Ucrânia, e que parte do pacote de medidas também será aplicado ao país. A União Europeia reforçou o apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia, e pede que outras nações não reconheçam a independência das autoproclamadas regiões independentes de Donetsk e Luhansk, no leste do país.
18h05min - Manifestação de Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para Refugiados

O Itamaraty anunciou nesta quinta-feira (24) que prevê organizar um comboio para evacuação terrestre de brasileiros na Ucrânia. Ainda não há data definida para a ação.
A organização do comboio de saída dependerá da avaliação de aspectos de segurança, de disponibilidade de transporte e da possibilidade de deslocamento para um ponto de encontro comum -possivelmente a capital Kiev. Há no momento cerca de 500 brasileiros na Ucrânia, segundo o Itamaraty.
O Ministério das Relações Exteriores recomenda que deixem o país os brasileiros que estejam no leste da Ucrânia ou em regiões próximas às fronteiras internacionais no oeste ucraniano. A orientação foi transmitida pelo secretário de Comunicação e Cultura do Itamaraty, Leonardo Gorgulho.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (24), em uma sessão de intensa volatilidade, na qual as cotações chegaram a ultrapassar o nível de US$ 100 o barril em Londres. As ações militares da Rússia na Ucrânia despertaram o temor sobre problemas na oferta da commodity, levando em conta ainda as potenciais respostas de nações ocidentais, com sanções ao mercado energético russo sendo cogitadas. Neste cenário, avanços ainda maiores nas cotações são avaliados por especialistas.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para abril subiu 0,77% (US$ 0,71), a US$ 92,81, enquanto o do Brent para o mesmo mês fechou em alta de 2,31% (US$ 2,24), a US$ 99,08 na London Metal Exchange (LME).
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira (24), que autorizou sanções adicionais contra a Rússia, diante da invasão de forças militares russas na Ucrânia. "Hoje, estou autorizando fortes sanções adicionais e limitações sobre o que pode ser exportado para a Rússia", afirmou Biden, enfatizando o impacto negativo que isso terá na economia do país.
Biden ressaltou o fato de que faz parte de uma coalizão que, segundo ele, representa mais da metade da economia mundial. Isso "amplifica" o peso econômico da resposta. "Limitaremos a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, libras, euro e iene, de ser parte da economia global", afirmou o líder americano. Segundo ele, será limitada a capacidade da Rússia de competir na tecnologia avançada e também de financiar as Forças Armadas locais.
Em sua primeira e única manifestação até o momento sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou comentar o conflito em si, e disse apenas estar "totalmente empenhado" em proteger brasileiros na região.
"Estou totalmente empenhado no esforço de proteger e auxiliar os brasileiros que estão na Ucrânia", disse no Twitter. "Nossa Embaixada em Kiev permanece aberta e pronta a auxiliar os cerca de 500 cidadãos brasileiros que vivem na Ucrânia e todos os demais que estejam por lá temporariamente."
Em seguida, reproduziu nota da Embaixada do Brasil em Kiev, apenas com orientações para brasileiros na região. "Solicita-se aos cidadãos brasileiros em território ucraniano, em particular aos que se encontrem no leste do país e outras regiões em condições de conflito, que mantenham contato diário com a Embaixada", diz o texto.
16h27min - Diretor-Geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, manifesta preocupação com o possível deslocamento forçado de pessoas em razão do conflito:

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta quinta-feira (24), em uma sessão marcada pelas ações militares da Rússia contra a Ucrânia, o que levou o metal a ser procurado como um porto-seguro diante do temor pelos efeitos do conflito. Além do impacto da escalada de agressões para a oferta global de uma série de itens, os temores pelo impacto das potenciais sanções reforçam a cautela pelos efeitos do confronto na economia global.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril subiu 0,83%, a US$ 1.926,3 por onça-troy. O preço do ouro chegou a subir para US$ 1.950 por onça troy, colocando-o em seu nível mais alto em mais de um ano, aponta o Commerzbank.
16h12min - Presidente Jair Bolsonaro se manifesta sobre ajuda a brasileiros na Ucrânia
O presidente brasileiro disse em seu perfil oficial no Twitter que a embaixada brasileira no país segue funcionando normalmente:

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disseram nesta quinta-feira (24), que a Rússia criou ferramentas de segurança suficientes para sobreviver à volatilidade do mercado e que o país "está preparado" para novas sanções e restrições por nações de todo o mundo.
À mídia estatal, Putin enfatizou aos líderes estrangeiros que eles não deveriam empurrar a Rússia para fora do sistema econômico global. "Não vamos infligir danos ao sistema da economia mundial em que nós mesmos estamos", disse ele. "Parece-me que nossos parceiros devem entender isso e não se impor a tarefa de nos empurrar para fora desse sistema."
Peskov, por sua vez, disse que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para garantir que a reação do mercado seja a mais breve possível. A Rússia prometeu responder de maneira severa às sanções anunciadas pela União Europeia (UE), afirmando que elas "não vão impedir" Moscou de ajudar os separatistas pró-russos da Ucrânia.
O conflito Rússia x Ucrânia atingiu em cheio quem estava na torcida para que as moedas como dólar e euro mantivessem o ciclo recente de queda, mais a moeda norte-americana que chegou a ficar abaixo de R$ 5,00 na cotação oficial, que não ocorria desde junho de 2021.
Desde a manhã, quando a notícia de invasão e declaração de guerra da Rússia repercutia nos mercados, as negociações de câmbio começaram a acelerar e com cotações subindo.
O dólar estava mais de R$ 0,14 frente ao dia anterior na agência Prontur, em Porto Alegre, que vendeu a moeda a R$ 5,28 nessa quarta-feira (23) e ofertava a R$ 5,42 no começo da tarde desta quinta. Alta de 2,65%em poucas horas.
Já o euro chegou a R$ 6,11, depois de fechar a R$ 6,04 o dia anterior.
"Está subindo um monte, as pessoas estão comprando com medo de subir ainda mais", registrou Pietro Predebon, gerente da Prontur, sobre a demanda movimentada.
15h50min - Joe Biden fala pela primeira vez ao público após a reunião do G7 sobre a invasão da Ucrânia
Confira a manifestação completa do presidente dos Estados Unidos abaixo:

A usina nuclear de Chernobyl, localizada a 120 km da capital da Ucrânia, Kiev, foi capturada pelas forças russas nesta quinta-feira (24) de acordo com Mikhailo Podoliak, assessor do gabinete presidencial ucraniano.
Autoridades da Ucrânia afirmam que as forças russas chegaram à área de Chernobyl, atravessando a fronteira do país com a Belarus, país comandado pelo ditador Aleksander Lukachenko, aliado de Moscou.
As bolsas da Europa fecharam em forte queda nesta quinta-feira (24), após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar a invasão da Ucrânia e deflagrar bombardeios e operações terrestres em várias cidades do país. A ofensiva gerou contundentes reações de potencias ocidentais, que prometem responder com sanções contra Moscou. O principal índice da capital russa desabou mais de 30%.
O índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou a sessão em baixa de 3,28%, a 438,96 pontos.
"É pânico nos mercados, pânico", escreveu Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote. "Neste momento, é impossível apostar em qualquer cenário. Só podemos acompanhar de perto os últimos desdobramentos e nos preparar para mais volatilidade", acrescentou.
15h15 min - O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, anunciou uma ajuda de € 20 milhões da organização para realizar ações humanitárias na Ucrânia

Horas depois do início da ofensiva militar contra a Ucrânia, tropas russas alcançaram a região de Kiev nesta quinta-feira, 24. Pelo menos uma equipe de imprensa internacional já confirmou a presença de soldados russos nos arredores da capital, a poucos quilômetros do centro da cidade.
Em uma invasão coordenada, que tem forçado o Exército ucraniano a combater em diversas frentes, as tropas russas avançam rapidamente pelo território do país do Leste Europeu.
O chefe militar da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, confirmou pela manhã que um combate estava sendo travado perto da base aérea de Hostomel, sete quilômetros a noroeste da capital, Kiev. O líder militar também confirmou que batalhas estavam sendo travadas ao sul, perto de Henichesk, Skadovsk e Chaplynka.
14h15min - Manifestação do Governador Eduardo Leite sobre a invasão à Ucrânia:

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota nesta quinta-feira (24) defendendo solução rápida e negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, apontando consequências inimagináveis com a crise atual.
"Consoante a política externa brasileira, que historicamente tem-se orientado pela busca da paz e pela solução negociada dos conflitos internacionais, como presidente do Congresso Nacional e, em nome de meus pares, reafirmamos a necessidade de um diálogo amplo, pacífico e democrático com vistas a uma rápida solução negociada que contemple os legítimos interesses das partes envolvidas", diz a nota.
"A magnitude da atual crise e sua rápida deterioração têm potencial de impactos político, econômico e social difíceis mesmo de imaginar", conclui Pacheco, manifestando expectativa de uma "solução pacífica, mutuamente acordada".
A concretização da guerra entre Rússia e Ucrânia desestabilizou os mercados agrícolas, o que terá grandes consequências para a inflação no mundo e também no Brasil.
O trigo, um dos produtos mais sensíveis nesse conflito, devido à importância desses dois países do Leste Europeu no mercado internacional, atingiu US$ 9,26 por bushel (27,2 kg) na abertura desta quinta-feira (24) na Bolsa de Chicago, 5,7% acima do fechamento do dia anterior.
Desde quinta-feira (17), quando as tensões aumentaram, o cereal já acumula alta de 17,4%. Isso vai custar caro para o Brasil, que importará 6,5 milhões de toneladas do cereal neste ano. O país é um dos maiores importadores de trigo do mundo.
O milho subiu para US$ 7,19 por bushel (25,4 kg), com alta de 5,1%, em relação à quarta-feira (23).
13h22min - A conta oficial do governo da Ucrânia no Twitter postou uma ilustração que mostra Adolf Hitler apoiando Vladimir Putin. A imagem tem viralizado nas redes sociais. "Isso não é um meme, mas a nossa e a sua realidade agora", diz a legenda da imagem. Depois da publicação, a conta oficial tem pedido que ninguém publique informações falsas sobre a guerra e busque detalhes nos órgãos oficiais.
13h17min - Embaixada da Ucrânia no Brasil diz que invasão põe em risco a ordem mundial
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24), a Embaixada da Ucrânia no Brasil afirma que a invasão russa no país é um ato de guerra e tem como objetivo destruir o estado ucraniano, tomar o território à força e estabelecer o controle da ocupação. A nota diz ainda que o conflito é um ataque à soberania e integridade territorial da Ucrânia, uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas e princípios fundamentais do Direito Internacional.
"A Ucrânia apela à comunidade internacional para que aja imediatamente. Somente passos unidos e decisivos podem parar a agressão de Vladimir Putin contra a Ucrânia. Nossos parceiros devem ativar imediatamente um pacote de novas sanções. Apelamos também às capitais amigas, para que continuem fortalecendo as capacidades de defesa de nosso Estado, fornecendo armas e equipamentos militares. A nossa resposta conjunta depende agora não só da segurança dos cidadãos ucranianos, mas também da segurança dos cidadãos em toda a Europa e do futuro da ordem mundial", diz a nota.
13h10min - O Ministério da Defesa da Rússia informou que as Forças Armadas do país destruíram 74 instalações militares da Ucrânia, entre elas 11 bases aéreas. O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, determinou que os soldados ucranianos sejam tratados "com respeito" e disse que os que entregarem suas armas receberão oferta para deixar a região por "corredores seguros". A pasta ainda confirmou a perda de um jato de ataque Su-25 por "erro do piloto".
12h57min - Imprensa ucraniana afirma que empresa estatal de ferrovias do país evacuou mais de 7.600 pessoas do Leste da Ucrânia desde as 13h, horário de Kiev. A companhia diz que evacuou moradores que vivem perto dos campos de batalha nos oblasts de Donetsk e Luhansk, que incluem cidades como Mariupol, Lysychansk e Avdiivka.
12h50min - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em suas redes sociais que forças de ocupação russas estariam tentando capturar a central de energia nuclear de Chernobyl. Segundo ele, isso seria uma "declaração de guerra do país contra toda a Europa."

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, se manifestou contrariamente à ação russa na Ucrânia no fim da manhã desta quinta-feira, ao chegar ao Palácio do Planalto. “O Brasil não está neutro", afirmou.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou nesta quinta-feira (24) que a aliança está "trabalhando com a União Europeia, impondo sanções econômicas severas para demonstrar que o ataque custará um preço muito alto para a Rússia
11h15min - Ministro da Defesa ucraniano convoca população para defender o país
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O ministro da Defesa ucraniano Oleksii Reznikov afirmou, nesta quinta-feira (24), em postagem com um vídeo em suas redes sociais, que quem estiver preparado e apto para "segurar uma arma" pode se juntar às forças de defesa territorial do país. Além disso, a polícia disse que vai distribuir armas para veteranos. A Ucrânia está sendo atingida por uma segunda onda de mísseis, de acordo com um assessor próximo do presidente Volodmir Zelenski. Uma série de explosões foi ouvida em Kiev às 12h desta quinta-feira (7h pelo horário de Brasília). Um dirigente do Ministério do Interior da Ucrânia disse que centros de comando em diversas cidades, inclusive Kiev, foram alvos de ataques por mísseis. De acordo com dirigentes do governo da Ucrânia, a primeira onda de bombas começou pouco depois do anúncio feito pelo presidente Vladimir Putin de que seria iniciada uma operação militar (ainda de madrugada pelo horário de Brasília). Pelo menos 18 pessoas teriam morrido na cidade de Odessa em um ataque, de acordo com as autoridades da região. A Ucrânia afirmou ainda que destruiu quatro tanques russos em um estrada ao leste de Kharkiv e matou 50 soldados próximo a uma cidade na região de Luhansk, além de ter abatido um sexto avião da Rússia. O país liderado por Vladimir Putin negou que a aeronave ou veículos tenham sido destruídos. O serviço de fronteira da Ucrânia afirmou que três de seus funcionários foram mortos ao sul da região de Kherson e muitos ficaram feridos.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota às 10h55min desta quinta-feira (24) condenando os ataques da Rússia à Ucrânia. É a manifestação mais forte do governo brasileiro a respeito da crise militar no Leste europeu.
O dólar opera em alta na manhã desta quinta-feira (24), após quatro quedas consecutivas, em meio à aversão ao risco nos mercados internacionais após a ampliação da invasão da Rússia à Ucrânia na madrugada.
10h45min - Possível avanço da Otan para o Leste  foi um dos motivos da reação de Putin
O avanço da Otan em direção ao Leste, com a manifesta intenção da Ucrânia de ingressar na organização militar, foi uma das alegadas razões para o acirramento das tensões entre Moscou e Kiev. A Otan tem os Estados Unidos como principal liderança, e a presença da organização nas proximidades da Rússia gerou reação de Vladimir Putin. No entanto, como não faz parte do grupo, a Ucrânia não pode cobrar auxílio militar com base nos artigos que apontam que um ataque a um dos membros é considerado um ataque a a todos os outros. Assim, sem o apoio militar da Otan, sem o apoio militar dos EUA, que não devem deflagrar uma ofensiva de tropas, o governo ucraniano se vê sozinho no campo militar, ainda que venha recebendo massivo apoio diplomático.
Logo após a confirmação do início dos ataques de Moscou, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), coalizar militar que reúne potências ocidentais, se manifestou condenando com veemência a ação promovida por Vladimir Putin.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento na manhã desta quinta-feira (24) a respeito dos acontecimentos na Ucrânia. Além de colocar que a França se mantém ao lado ucraniano -"sua liberdade é a nossa"-, Macron prometeu que "esse ato de guerra" será respondido "sem fraqueza, com sangue frio, determinação e unidade".
10h25min - 'Ninguém pode concordar com guerra' diz Lula sobre ataque russo à Ucrânia
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais na manhã desta quinta-feira (24), para se posicionar contra os ataques russos à Ucrânia. "Ninguém pode concordar com guerra, ataques de um país contra o outro" disse. Nesta quinta, a Rússia atacou o país vizinho com bombardeios contra alvos militares em Kiev, Kharkiv, e outras cidades no centro e no leste europeu, depois de o presidente Vladimir Putin ter autorizado operação militar na região. "A guerra só leva a destruição, desespero e fome. O ser humano tem que criar juízo e resolver suas divergências em uma mesa de negociação, não em campos de batalha", publicou Lula em reação à notícia. "Eu fico triste de estar aqui falando de guerra e não de paz, de amor, de desenvolvimento", acrescentou.
10h15min - Primeiro-ministro britânico não descarta ação militar do Ocidente
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"A ofensiva de Putin tem de terminar em falha", disse Johnson (Jeff J Mitchell/various sources/AFP/JC)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, se pronunciou na manhã desta quinta-feira (24), sobre a ofensiva militar russa na Ucrânia. De acordo com o premiê, a "missão" das lideranças ocidentais está clara nos campos "político, econômico e eventualmente militar". Johnson disse que, junto dos aliados britânicos, está sendo preparado um novo pacote de sanções que deixará a economia da Rússia "manca". Ele ainda voltou a defender que os países europeus abandonem a dependência pelo uso de petróleo e gás russo. Para o primeiro-ministro britânico, a agressão russa não é só contra a Ucrânia, mas contra os princípios de independência e soberania que permitem que europeus escolham seus futuros. "A ofensiva de Putin tem de terminar em falha", disse Johnson.
A Ucrânia é um dos principais destinos de jogadores de futebol brasileiros como porta de entrada para o futebol europeu. Agora, o sonho de fazer sucesso internacionalmente se transformou em preocupação.
9h45min - Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia realizam conferência de imprensa para se posicionar sobre os acontecimentos. "Putin ordenou ações contra um povo inocente. Ele trouxe a guerra de volta à Europa. Já ouve pressão sobre a economia Rússia nas últimas semanas e essas pressões irão aumentar agora. essas pressões vão fazer com o que o capital fuja da russa, vão esgotar a indústria russa da tecnologia. Nossas medidas irão enfraquecer a Rússia em áreas chaves. Isso irá atrapalhar a economia russa em todas as áreas no futuro. Putin terá de explicar isso para os seus cidadãos. O povo russo não quer essa guerra. O Kremlin tentou nos dividir, mas conseguiu o oposto. Estamos mais unidos e determinados do que nunca", afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. O secretário-geral da Otan da reforçou a responsabilidade de Moscou no conflito. "Há um agressor, que é a Rússia. A Rússia é a responsável pelo que está acontecendo", disse Jens Stoltenberg.
A madrugada desta quinta-feira (24) já está na história do século 21. O ataque militar russo ao território da Ucrânia, com invasão de tropas por terra e bombardeios aéreos, ordenado pelo presidente Vladimir Putin, colocou o mundo, mais uma vez, sob a sombra da guerra. As primeiras reações dos principais líderes mundiais são de forte condenação da ação de Moscou, com os primeiros anúncios de sanções ao governo russo, mas, até o momento, nenhuma resposta militar foi anunciada.
Acompanhe abaixo o minuto a minuto com as principais informações sobre o conflito no Leste europeu:
Horas depois do início da ofensiva militar contra a Ucrânia, tropas russas alcançaram a região de Kiev nesta quinta-feira, 24. Pelo menos uma equipe de imprensa internacional já confirmou a presença de soldados russos nos arredores da capital, a poucos quilômetros do centro da cidade.
Em uma invasão coordenada, que tem forçado o Exército ucraniano a combater em diversas frentes, as tropas russas avançam rapidamente pelo território do país do Leste Europeu.
O chefe militar da Ucrânia, Valerii Zaluzhnyi, confirmou pela manhã que um combate estava sendo travado perto da base aérea de Hostomel, sete quilômetros a noroeste da capital, Kiev. O líder militar também confirmou que batalhas estavam sendo travadas ao sul, perto de Henichesk, Skadovsk e Chaplynka.
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota nesta quinta-feira (24) defendendo solução rápida e negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, apontando consequências inimagináveis com a crise atual.
"Consoante a política externa brasileira, que historicamente tem-se orientado pela busca da paz e pela solução negociada dos conflitos internacionais, como presidente do Congresso Nacional e, em nome de meus pares, reafirmamos a necessidade de um diálogo amplo, pacífico e democrático com vistas a uma rápida solução negociada que contemple os legítimos interesses das partes envolvidas", diz a nota.
"A magnitude da atual crise e sua rápida deterioração têm potencial de impactos político, econômico e social difíceis mesmo de imaginar", conclui Pacheco, manifestando expectativa de uma "solução pacífica, mutuamente acordada".
A concretização da guerra entre Rússia e Ucrânia desestabilizou os mercados agrícolas, o que terá grandes consequências para a inflação no mundo e também no Brasil.
O trigo, um dos produtos mais sensíveis nesse conflito, devido à importância desses dois países do Leste Europeu no mercado internacional, atingiu US$ 9,26 por bushel (27,2 kg) na abertura desta quinta-feira (24) na Bolsa de Chicago, 5,7% acima do fechamento do dia anterior.
Desde quinta-feira (17), quando as tensões aumentaram, o cereal já acumula alta de 17,4%. Isso vai custar caro para o Brasil, que importará 6,5 milhões de toneladas do cereal neste ano. O país é um dos maiores importadores de trigo do mundo.
O milho subiu para US$ 7,19 por bushel (25,4 kg), com alta de 5,1%, em relação à quarta-feira (23).
13h22min - A conta oficial do governo da Ucrânia no Twitter postou uma ilustração que mostra Adolf Hitler apoiando Vladimir Putin. A imagem tem viralizado nas redes sociais. "Isso não é um meme, mas a nossa e a sua realidade agora", diz a legenda da imagem. Depois da publicação, a conta oficial tem pedido que ninguém publique informações falsas sobre a guerra e busque detalhes nos órgãos oficiais.
13h17min - Embaixada da Ucrânia no Brasil diz que invasão põe em risco a ordem mundial
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24), a Embaixada da Ucrânia no Brasil afirma que a invasão russa no país é um ato de guerra e tem como objetivo destruir o estado ucraniano, tomar o território à força e estabelecer o controle da ocupação. A nota diz ainda que o conflito é um ataque à soberania e integridade territorial da Ucrânia, uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas e princípios fundamentais do Direito Internacional.
"A Ucrânia apela à comunidade internacional para que aja imediatamente. Somente passos unidos e decisivos podem parar a agressão de Vladimir Putin contra a Ucrânia. Nossos parceiros devem ativar imediatamente um pacote de novas sanções. Apelamos também às capitais amigas, para que continuem fortalecendo as capacidades de defesa de nosso Estado, fornecendo armas e equipamentos militares. A nossa resposta conjunta depende agora não só da segurança dos cidadãos ucranianos, mas também da segurança dos cidadãos em toda a Europa e do futuro da ordem mundial", diz a nota.
13h10min - O Ministério da Defesa da Rússia informou que as Forças Armadas do país destruíram 74 instalações militares da Ucrânia, entre elas 11 bases aéreas. O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, determinou que os soldados ucranianos sejam tratados "com respeito" e disse que os que entregarem suas armas receberão oferta para deixar a região por "corredores seguros". A pasta ainda confirmou a perda de um jato de ataque Su-25 por "erro do piloto".
12h57min - Imprensa ucraniana afirma que empresa estatal de ferrovias do país evacuou mais de 7.600 pessoas do Leste da Ucrânia desde as 13h, horário de Kiev. A companhia diz que evacuou moradores que vivem perto dos campos de batalha nos oblasts de Donetsk e Luhansk, que incluem cidades como Mariupol, Lysychansk e Avdiivka.
12h50min - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em suas redes sociais que forças de ocupação russas estariam tentando capturar a central de energia nuclear de Chernobyl. Segundo ele, isso seria uma "declaração de guerra do país contra toda a Europa."
O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, se manifestou contrariamente à ação russa na Ucrânia no fim da manhã desta quinta-feira, ao chegar ao Palácio do Planalto. “O Brasil não está neutro", afirmou.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou nesta quinta-feira (24) que a aliança está "trabalhando com a União Europeia, impondo sanções econômicas severas para demonstrar que o ataque custará um preço muito alto para a Rússia
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O ministro da Defesa ucraniano Oleksii Reznikov afirmou, nesta quinta-feira (24), em postagem com um vídeo em suas redes sociais, que quem estiver preparado e apto para "segurar uma arma" pode se juntar às forças de defesa territorial do país. Além disso, a polícia disse que vai distribuir armas para veteranos. A Ucrânia está sendo atingida por uma segunda onda de mísseis, de acordo com um assessor próximo do presidente Volodmir Zelenski. Uma série de explosões foi ouvida em Kiev às 12h desta quinta-feira (7h pelo horário de Brasília). Um dirigente do Ministério do Interior da Ucrânia disse que centros de comando em diversas cidades, inclusive Kiev, foram alvos de ataques por mísseis. De acordo com dirigentes do governo da Ucrânia, a primeira onda de bombas começou pouco depois do anúncio feito pelo presidente Vladimir Putin de que seria iniciada uma operação militar (ainda de madrugada pelo horário de Brasília). Pelo menos 18 pessoas teriam morrido na cidade de Odessa em um ataque, de acordo com as autoridades da região. A Ucrânia afirmou ainda que destruiu quatro tanques russos em um estrada ao leste de Kharkiv e matou 50 soldados próximo a uma cidade na região de Luhansk, além de ter abatido um sexto avião da Rússia. O país liderado por Vladimir Putin negou que a aeronave ou veículos tenham sido destruídos. O serviço de fronteira da Ucrânia afirmou que três de seus funcionários foram mortos ao sul da região de Kherson e muitos ficaram feridos.
 
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota às 10h55min desta quinta-feira (24) condenando os ataques da Rússia à Ucrânia. É a manifestação mais forte do governo brasileiro a respeito da crise militar no Leste europeu.
 
O dólar opera em alta na manhã desta quinta-feira (24), após quatro quedas consecutivas, em meio à aversão ao risco nos mercados internacionais após a ampliação da invasão da Rússia à Ucrânia na madrugada.
10h45min - Possível avanço da Otan para o Leste  foi um dos motivos da reação de Putin
O avanço da Otan em direção ao Leste, com a manifesta intenção da Ucrânia de ingressar na organização militar, foi uma das alegadas razões para o acirramento das tensões entre Moscou e Kiev. A Otan tem os Estados Unidos como principal liderança, e a presença da organização nas proximidades da Rússia gerou reação de Vladimir Putin. No entanto, como não faz parte do grupo, a Ucrânia não pode cobrar auxílio militar com base nos artigos que apontam que um ataque a um dos membros é considerado um ataque a a todos os outros. Assim, sem o apoio militar da Otan, sem o apoio militar dos EUA, que não devem deflagrar uma ofensiva de tropas, o governo ucraniano se vê sozinho no campo militar, ainda que venha recebendo massivo apoio diplomático.
Logo após a confirmação do início dos ataques de Moscou, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), coalizar militar que reúne potências ocidentais, se manifestou condenando com veemência a ação promovida por Vladimir Putin.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento na manhã desta quinta-feira (24) a respeito dos acontecimentos na Ucrânia. Além de colocar que a França se mantém ao lado ucraniano -"sua liberdade é a nossa"-, Macron prometeu que "esse ato de guerra" será respondido "sem fraqueza, com sangue frio, determinação e unidade".
10h25min - 'Ninguém pode concordar com guerra' diz Lula sobre ataque russo à Ucrânia
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais na manhã desta quinta-feira (24), para se posicionar contra os ataques russos à Ucrânia. "Ninguém pode concordar com guerra, ataques de um país contra o outro" disse. Nesta quinta, a Rússia atacou o país vizinho com bombardeios contra alvos militares em Kiev, Kharkiv, e outras cidades no centro e no leste europeu, depois de o presidente Vladimir Putin ter autorizado operação militar na região. "A guerra só leva a destruição, desespero e fome. O ser humano tem que criar juízo e resolver suas divergências em uma mesa de negociação, não em campos de batalha", publicou Lula em reação à notícia. "Eu fico triste de estar aqui falando de guerra e não de paz, de amor, de desenvolvimento", acrescentou.
 
10h15min - Primeiro-ministro britânico não descarta ação militar do Ocidente
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"A ofensiva de Putin tem de terminar em falha", disse Johnson (Jeff J Mitchell/various sources/AFP/JC)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, se pronunciou na manhã desta quinta-feira (24), sobre a ofensiva militar russa na Ucrânia. De acordo com o premiê, a "missão" das lideranças ocidentais está clara nos campos "político, econômico e eventualmente militar". Johnson disse que, junto dos aliados britânicos, está sendo preparado um novo pacote de sanções que deixará a economia da Rússia "manca". Ele ainda voltou a defender que os países europeus abandonem a dependência pelo uso de petróleo e gás russo. Para o primeiro-ministro britânico, a agressão russa não é só contra a Ucrânia, mas contra os princípios de independência e soberania que permitem que europeus escolham seus futuros. "A ofensiva de Putin tem de terminar em falha", disse Johnson.
A Ucrânia é um dos principais destinos de jogadores de futebol brasileiros como porta de entrada para o futebol europeu. Agora, o sonho de fazer sucesso internacionalmente se transformou em preocupação.
9h45min - Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia realizam conferência de imprensa para se posicionar sobre os acontecimentos. "Putin ordenou ações contra um povo inocente. Ele trouxe a guerra de volta à Europa. Já ouve pressão sobre a economia Rússia nas últimas semanas e essas pressões irão aumentar agora. essas pressões vão fazer com o que o capital fuja da russa, vão esgotar a indústria russa da tecnologia. Nossas medidas irão enfraquecer a Rússia em áreas chaves. Isso irá atrapalhar a economia russa em todas as áreas no futuro. Putin terá de explicar isso para os seus cidadãos. O povo russo não quer essa guerra. O Kremlin tentou nos dividir, mas conseguiu o oposto. Estamos mais unidos e determinados do que nunca", afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. O secretário-geral da Otan da reforçou a responsabilidade de Moscou no conflito. "Há um agressor, que é a Rússia. A Rússia é a responsável pelo que está acontecendo", disse Jens Stoltenberg.
Fifa proíbe participação da Rússia em competições e tira país da Copa do Mundo
https://www.jornaldocomercio.com/politica/2022/03/835882-tereza-cristina-vai-ao-canada-buscar-alternativas-para.html
— Itamaraty Brasil (@ItamaratyGovBr) March 2, 2022
Berlim : Apoiadores do movimento Fridays for Future protestam contra a guerra na Ucrânia na quinta-feira, 3 de março de 2022 em Berlim, como no fundo (R) pode ser vista a Chancelaria. (Foto de John MACDOUGALL/AFP)
 
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“Tudo está em frenesi”, diz uma fonte próxima à administração presidencial, respondendo a uma pergunta sobre o clima predominante entre os funcionários do Kremlin. Mas os funcionários não podem renunciar, porque seria uma traição
Zelensky diz que só conversa direta com Putin pode parar a guerra
Moldova needs more support! pic.twitter.com/9fzj6wRxXF
— Filippo Grandi (@FilippoGrandi) March 4, 2022
O Governo Federal envia, nesta segunda-feira (7), uma aeronave da Força Aérea Brasileira a Varsóvia, na Polônia, para cumprir a missão de resgate dos brasileiros que, com o apoio da diplomacia brasileira, deixaram a Ucrânia. pic.twitter.com/iVO8j3NTBX
— Governo do Brasil (@govbr) March 7, 2022
UE aprova 4º pacote de sanções contra Rússia, por invasão da Ucrânia
China revela preocupação com impacto de sanções contra a Rússia no país asiático

Renault anuncia suspensão de fábrica em Moscou, citando sanções

https://www.jornaldocomercio.com/internacional/2022/04/841298-ao-parlamento-espanhol-presidente-da-ucrania-compara-guerra-com-bombardeio-de-guernica.html
https://www.jornaldocomercio.com/economia/2022/04/841638-aie-confirma-liberacao-de-mais-120-milhoes-de-barris-de-petroleo.html
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou neste domingo (10), que 4,504 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia desde a invasão russa, em 24 de fevereiro. Apenas em abril, cerca de 477 mil ucranianos já saíram do país, após 3,374 milhões em março e 653 mil em fevereiro. 

14 de abril

A China disse nesta quinta-feira (14) que rejeitaria "qualquer pressão ou coerção" sobre seu relacionamento com a Rússia, em resposta a um apelo da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, para que Pequim use seu "relacionamento especial com a Rússia" para persuadir Moscou a encerrar a guerra na Ucrânia.
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