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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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cinema

Edição impressa de 08/02/2019. Alterada em 08/02 às 01h00min

Willem Dafoe interpreta Vincent Van Gogh no longa 'No portal da eternidade'

Personagem rendeu a Dafoe o prêmio Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza

Personagem rendeu a Dafoe o prêmio Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza


DIAMOND FILMS/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
O excelente e veterano ator Willem Dafoe interpreta o pintor holandês radicado na França Vincent Van Gogh - reconhecido no mundo das artes visuais somente após a morte - no longa No portal da eternidade. O título é uma tradução literal da escolha original da equipe do cineasta Julian Schnabel (O escafandro e a borboleta), que também é artista. O elenco ainda merece destaques a Oscar Isaac (como Paul Gauguin), Emmanuelle Seigner (como a anfitriã do protagonista), Rupert Friend (como Theo Van Gogh) e a participação especial de Mads Mikkelsen (A caça) como um religioso.
De produção francesa, a cinebiografia dramática opta por abordar em primeiro plano a personalidade controversa de Vincent e a importância da figura de seu irmão, Theo, na cena artística de Paris na época e na própria trajetória do perturbado gênio das pinceladas. Para tal, elege uma câmera agitada, assim como a mente do biografado, e planos fechados inquietantes. Na obra, o artista mesmo diz: "Tenho um espírito assustador. Pinto para deixar de pensar. Se eu não pintar, eu morro".
Com exibição anterior no Festival do Rio, o longa parece ser endereçado a críticos de arte e estudiosos dos movimentos Impressionista e Expressionista, oferecendo elementos para compreender melhor o processo das vanguardas artísticas. Retratando a fidelidade de Van Gogh com os pincéis e as tintas, defendendo gestos convictos e pinceladas grossas exatas, demonstra que a visão de mundo dramática do indivíduo reflete-se na recepção das suas pinturas relevadas e intensas por terceiros.
Van Gogh não conseguia mostrar seu trabalho em Paris e, fugindo da luz cinza da cidade, ruma ao Sul em 1888, aconselhado por Gauguin - que, por sua vez, viaja para Madagascar. Eles se reencontram tempos depois na aldeia de Arles, por intermédio de Theo, quando acontecerá o trágico episódio do corte da orelha e as internações de Vincent no sanatório. Lá, ele pintou quadros clássicos, como uma das telas mais famosas na história da arte moderna: Quarto em Arles.
O filme também se passa em Auvers-sur-Oise. A interpretação do artista rendeu a Dafoe o prêmio Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza e uma indicação ao Oscar. Em 2019, ele estreia nas nominações a Melhor Ator, por um papel principal. As três indicações anteriores ao prêmio da Academia de Hollywood foram como coadjuvante, em Platoon (1986), A sombra do vampiro (2001) e Projeto Flórida (2018). Ele foi protagonista em Anticristo (2009), de Lars Von Trier; Meu amigo hindu (2015), de Hector Babenco, e Pasolini (2015), de Abel Ferrara.
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