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Segurança Pública

- Publicada em 20h14min, 09/01/2019. Atualizada em 20h26min, 09/01/2019.

Cai criminalidade no Rio Grande do Sul em 2018

Dados apontam para redução geral de ocorrências que pode ser associada ao maior policiamento

Dados apontam para redução geral de ocorrências que pode ser associada ao maior policiamento


IMPRENSA POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO/JC
Matheus Closs
Os números de ocorrências criminais registradas no Rio Grande do Sul durante o ano passado apresentaram quedas em relação a 2017. É o que revelam os dados divulgados na manhã desta quarta-feira (9) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-RS). Os crimes contra a vida, que são homicídios e latrocínios, apresentaram diminuição de mais de 20%. As exceções foram os casos de roubo a banco, estelionato e os crimes relacionados a entorpecentes, que tiveram elevação.
Os números de ocorrências criminais registradas no Rio Grande do Sul durante o ano passado apresentaram quedas em relação a 2017. É o que revelam os dados divulgados na manhã desta quarta-feira (9) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-RS). Os crimes contra a vida, que são homicídios e latrocínios, apresentaram diminuição de mais de 20%. As exceções foram os casos de roubo a banco, estelionato e os crimes relacionados a entorpecentes, que tiveram elevação.
Foram 2.089 homicídios no Estado em 2018, queda de 21,8% em relação ao ano anterior. Os casos de latrocínio, que é o roubo seguido por morte, também sofreram queda, de 127 para 89 casos (-29,9%). Furtos e roubos recuaram 9% e 18,6%, respectivamente, assim como o roubo e o furto de veículos (-10% e -14,9%, respectivamente).
Em Porto Alegre, os números acompanharam o desempenho estadual, com exceção das ocorrências de latrocínios, que apresentaram 13 casos, um a mais em relação a 2017. As vítimas de homicídio na Capital diminuíram em 20,9%, com 525 mortes frente a 662 de 2017.
Os 78 roubos a bancos no Rio Grande do Sul mostraram piora de 20% no quadro, assim como os casos de estelionato, que aumentaram 4,8%. A posse e o tráfico de entorpecentes também cresceram – 5,9% e 20,9%, respectivamente.
O doutor em Sociologia e pesquisador do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da Ufrgs Francisco Amorim associa os indicadores positivos na maioria dos crimes como um possível efeito da maior repressão do poder público à criminalidade. Amorim lembra da presença da Força Nacional, que atuou entre 2016 e 2018 em áreas da Capital.
Mesmo o crescimento nos índices de crimes como posse e tráfico de entorpecentes, o doutor em Sociologia vislumbra também a relação com a maior ação do policiamento. Com maior presença da força policial, crescem as apreensões, conclui o pesquisador. “O fato de haver redução em crimes corrobora com a tese de que é efeito do policiamento ostensivo de rua.”  
O trabalho de investigação sobre a atuação de quadrilhas do crime organizado e a tentativa de controle de facções pela Polícia Civil, através do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e do Departamento Estadual De Investigações Do Narcotráfico (Denarc), também podem explicar o saldo de 2018. “Houve uma reação clara do poder público. As ações de repressão que identificam e minam as quadrilhas tiveram destaque”, conclui Amorim, que estudou em sua tese de doutorado o narcotráfico no Brasil, Colômbia e México. 
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