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- Publicada em 20h08min, 01/04/2021. Atualizada em 20h25min, 01/04/2021.

Movimento que pede vacinação em massa ganha força no Rio Grande do Sul

Movimento Vacina Já se consolida em diversas regiões do Estado

Movimento Vacina Já se consolida em diversas regiões do Estado


REPRODUÇÃO/JC
Yasmim Girardi
As cidades do Vale do Gravataí aderiram ao Movimento Vacina Já, totalizando agora 14 cidades  gaúchas na luta por celeridade no calendário de vacinação. Na segunda-feira (5), às 19h30min, ocorre o lançamento do comitê que representará Cachoeirinha e Gravataí de forma efetiva no coletivo estadual. O evento de lançamento será virtual e aberto ao público.
As cidades do Vale do Gravataí aderiram ao Movimento Vacina Já, totalizando agora 14 cidades  gaúchas na luta por celeridade no calendário de vacinação. Na segunda-feira (5), às 19h30min, ocorre o lançamento do comitê que representará Cachoeirinha e Gravataí de forma efetiva no coletivo estadual. O evento de lançamento será virtual e aberto ao público.
Coordenador do Movimento no Vale do Gravataí e integrante do colegiado estadual, David Almansa entende que a sociedade civil precisa se organizar para pedir a vacinação em massa. “Outros setores da sociedade se organizaram para pedir a abertura do comércio e notamos que isso surtiu efeito. Via de regra, os prefeitos da região e o próprio governador flexibilizaram as medidas no momento em que esses setores se mobilizaram”, afrma ele, que também é vereador de Cachoeirinha.
A ideia é mostrar que existe uma parcela significativa da sociedade que acredita na vacina, nas medidas de distanciamento social e que deseja a vacinação em massa. No dia 10 de abril acontecerá uma carreata em Cachoeirinha e Gravataí em prol da campanha. “Se a sociedade enxerga apenas uma parte dela se manifestando e pedindo para abrir o comércio, algumas pessoas acabam sendo tocadas por isso e acreditam que esse é o único caminho. Queremos mostrar que existe outro jeito”, destaca.
O coordenador conta ainda que o Movimento não deseja apenas a vacinação em massa. “A pressão é para que as prefeituras organizem seus orçamentos. Queremos que os prefeitos pensem se agora é a hora de pavimentar rua ou gastar com publicidade. Pedimos para que reorganizem seus orçamentos para que a gente tenha auxílio emergencial nos municípios, fundo de aquisição das vacinas e distribuição de máscaras para a população, principalmente nas periferias”, defende Almansa.

Articulação em defesa da imunização no RS completa um mês de atividade

No dia 1 de março, a presidente da Câmara de Vereadores de São Leopoldo, Ana Affonso, marcou uma reunião pública com participação do Poder Executivo, Legislativo e da sociedade civil da cidade, para anunciar a criação do Movimento Vacinas Já. “A marca do movimento é a vacina e nossa bandeira é branca e azul, fazendo homenagem ao Sistema Único de Saúde (SUS), que está salvando vidas”, afirma Ana.
Ela conta que, nesses 30 dias de atividade, o Movimento já cresceu e virou estadual, reunindo 15 cidades gaúchas. “Primeiro foi a Região Metropolitana, agora está nascendo no Litoral Norte e na Serra. Os municípios gostaram da nossa pauta e começaram a participar. Nós resolvemos lutar pela vacina e percebemos que tem muita adesão, a sociedade quer a vacina”, acrescenta.
Além de São Leopoldo, o Movimento também está presente em Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Portão, Canoas, Viamão, Nova Santa Rita, Guaíba, Esteio, Alvorada, Novo Hamburgo, Barra do Ribeiro, Nova Hartz, Cachoeirinha e Gravataí. Além desses, Osório e Caxias do Sul também já estão começando a organizar atividades nesse sentido.
Segundo a vereadora, o surgimento do Movimento foi motivado pela lentidão na vacinação e pelo número crescentes de mortes. Até esta quinta-feira (1), o Brasil tinha aplicado duas doses da vacina contra o coronavírus em apenas 2% da população. O número de mortes no País já passa de 320 mil. 
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