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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de dezembro de 2019.
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Política

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meio ambiente

Edição impressa de 02/12/2019. Alterada em 02/12 às 03h00min

Leonardo DiCaprio responde à acusação de Bolsonaro sobre queimadas na Amazônia

DiCaprio é reconhecido por contribuir com causas ambientalistas

DiCaprio é reconhecido por contribuir com causas ambientalistas


/ANDREW ROSS/AFP/JC
Depois que o presidente Jair Bolsonaro acusou o ator Leonardo DiCaprio de financiar queimadas na Amazônia, o artista e ambientalista norte-americano divulgou uma nota neste sábado (30) negando ter dado verba para o WWF-Brasil no caso envolvendo as ONGs Saúde e Alegria e Instituto Aquífero do Alter do Chão, no Pará.
Depois que o presidente Jair Bolsonaro acusou o ator Leonardo DiCaprio de financiar queimadas na Amazônia, o artista e ambientalista norte-americano divulgou uma nota neste sábado (30) negando ter dado verba para o WWF-Brasil no caso envolvendo as ONGs Saúde e Alegria e Instituto Aquífero do Alter do Chão, no Pará.
As organizações são acusadas de promoverem incêndios criminosos em um inquérito controverso da Polícia Civil do Pará, alvo de questionamentos do Ministério Público Federal (MPF).
O comunicado de DiCaprio foi divulgado um dia depois de Bolsonaro declarar que o ator estava "dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia".
A afirmação do presidente teria se baseado na polêmica investigação que levou à prisão preventiva de quatro brigadistas voluntários que atuam nessas organizações. A prisão, porém, foi revogada na quinta-feira (28), após repercussão internacional, e o delegado do caso foi destituído pelo governador do Pará. O juiz que autorizou a prisão já foi advogado da madeireira de sua família.
"O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo, e tenho orgulho de estar ao lado dos grupos que os protegem. Apesar de merecerem apoio, nós não financiamos as ONGs citadas", diz trecho da nota de DiCaprio.
O delegado José Humberto de Melo Jr, destituído do inquérito, afirmou que os brigadistas se beneficiaram financeiramente da venda de fotos de um incêndio florestal supostamente iniciado pelas próprias ONGs ao WWF-Brasil, que, através das imagens, teria recebido uma doação de US$ 500 mil de DiCaprio. A ONG nega as acusações.
O ator não menciona o presidente Bolsonaro na nota, mas se diz comprometido a apoiar "comunidades indígenas brasileiras, governos locais, cientistas, educadores e o público em geral que trabalha incansavelmente para proteger a Amazônia". "Eles são um exemplo incrível, inspirador e humilde da paixão e do comprometimento necessários para salvar o meio ambiente", diz o ator de 45 anos.
Desde a controversa prisão dos brigadistas de Alter do Chão, na terça-feira (26) passada, o núcleo duro do governo, ao lado de parlamentares bolsonaristas, repercutiu o inquérito da Polícia Civil do Pará como uma comprovação da tese do presidente, que, no passado, já havia responsabilizado ONGs pelas queimadas na Amazônia.
Na quinta-feira (28), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro repetiu a tese de que o ator fez doações ao WWF-Brasil.
Na sexta-feira (29), na saída do Palácio da Alvorada, ao tirar fotos e conversar com eleitores, ele respondeu aos apoiadores quando questionado sobre o assunto: "O Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia".
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