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10/07/2020 - 15h37min. Alterada em 10/07 às 15h37min

Warren recebe R$ 120 milhões em rodada de investimento

Marcelo Maisonnave, Tito Gusmão, Kelly Gusmão, Rodrigo Grundig e André Gusmão, sócios da Warren

Marcelo Maisonnave, Tito Gusmão, Kelly Gusmão, Rodrigo Grundig e André Gusmão, sócios da Warren


Warren/Divulgação/JC
A corretora Warren, fundada em Porto Alegre em 2017, vai receber um aporte no valor de R$ 120 milhões de um pool liderado pelo fundo de venture capital QED Investors, também investidor de players como Nubank e Loft.
A corretora Warren, fundada em Porto Alegre em 2017, vai receber um aporte no valor de R$ 120 milhões de um pool liderado pelo fundo de venture capital QED Investors, também investidor de players como Nubank e Loft.
Com 130 mil clientes e pouco mais de três anos em operação, a Warren hoje conta R$ 2 bilhões de ativos sob gestão e projeta multiplicar esse patrimônio por cinco até o fim de 2021, atingindo a marca de R$ 10 bilhões. A plataforma oferece ao todo 400 produtos, incluindo sete fundos próprios.
Apesar do cenário atual provocado pelo novo coronavírus na economia global, a operação dobrou o patrimônio que gerencia em 2020 e ainda contratou, remotamente, 30% do atual quadro de funcionários.
Os recursos de R$ 120 milhões já têm destino certo: investimento em talentos, tecnologia, novos espaços físicos e parceiros. Oitenta pessoas já foram contratadas esse ano, e ainda existem 100 vagas abertas. Além disso, a fintech, que tem sete espaços físicos atualmente – Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul e Blumenau (SC) - vai chegar a 12 até o final do ano.
“As pessoas são seres sociais, gostam de se relacionar, e descobrimos que isso é ainda mais importante nesta área de investimentos. Mesmo sendo uma empresa de tecnologia, notamos que ter espaços com pessoas para receber os clientes faz muita diferença”, conta o CEO da Warren, Tito Gusmão. As novas cidades ainda estão sendo estudadas, mas há grandes chances de Rio de Janeiro e Belo Horizonte serem dois dos novos destinos.
A Warren adota o modelo fee-based, que cobra um percentual do valor total do patrimônio do investidor para fazer a gestão dos recursos. Dessa forma, a corretora é estimulada a oferecer os melhores produtos para o cliente, já que, quanto mais essa carteira render, mais todos os envolvidos vão ganhar. O modelo é um contraponto ao commission-based, em que as empresas são remuneradas em cima da compra de produtos, com profissionais que trabalham com metas de venda, o que pode levar o cliente a investir em soluções que, no fim, trazem retornos maiores para as instituições financeiras.
“No mundo que estamos, com a taxa de juros a 2%, ou a empresa é um player de tecnologia, ou está morta. Não há mais espaço para ineficiência e nem de ter várias camadas de pessoas tirando o dinheiro do cliente. A tendência é investir muito em tecnologia para entregar melhores experiências. E é o que estamos fazendo”, diz Gusmão, que é um crítico feroz do sistema tradicionais financeiro brasileiro.
A sócia da QED Investors, Lauren Morton, também acredita que a gestão de patrimônio no Brasil atualmente passa por uma revolução. “Os investidores já reconhecem mais os danos que as altas comissões causam às suas carteiras. A Warren sempre trouxe como foco a transparência e o foco no cliente, fazendo isso de uma maneira inédita no mercado brasileiro. Estamos empolgados", diz.
A rodada conta ainda com a participação dos fundos Kaszek Ventures, Chromo Invest e Ribbit, que já eram investidores da empresa desde a Series A, e MELI Fund, WPA e Quartz, que entram para o time, junto com a QED, na Series B.
Outro destino do investimento é no desenvolvimento de novas soluções para a plataforma para parceiros, a Warren for Business. “Queremos dobrar a nossa base de parceiros. Hoje temos mais de 200 conectados e pretendemos chegar a 400 até o fim do ano”, antecipa Gusmão.
Em 2019, a corretora já havia anunciado sua Series A, que contou com um aporte no valor de R$ 25 milhões de três fundos. A rodada foi liderada pelos americanos da Ribbit, fundo de venture capital do Vale do Silício que já investiu em fintechs como Robinhood, Coinbase e Wealthfront.
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