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Porto Alegre, domingo, 15 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h31.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 16/01/2017. Alterada em 15/01 às 20h33min

Semeato quer 'reestreia' em grande estilo na Expodireto

Em Não-Me-Toque, empresa volta aos palcos do agronegócio com uma plantadeira eletro-hidráulica

Em Não-Me-Toque, empresa volta aos palcos do agronegócio com uma plantadeira eletro-hidráulica


SEMEATO/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Após dois anos de reestruturação, período em que fechou duas unidades fabris (uma em Passo Fundo e outra em Minas Gerais) e reduziu o quadro de funcionários de cerca de 2 mil para 900 colaboradores, a Semeato promete uma "reestreia" em grande estilo na Expodireto. A feira de máquinas e implementos de Não-Me-Toque, em março, é a aposta da tradicional fabricante de plantadeiras para mostrar como a empresa está dando a volta por cima na crise que a atingiu após 2014.
A virada da empresa, que em 2017 completa 52 anos, está se dando com a aposta da empresa em encerrar linhas de produtos com menos tecnologias embarcadas, explica a diretora comercial da empresa, Carolina Rossato. Com pesquisa e desenvolvimento próprios, a empresa promete trazer algumas inovações ao mercado. Sem revelar maiores detalhes do que estará expondo na vitrine de Não-Me-Toque, por questões estratégicas, Carolina diz que uma das novidades é a plantadeira eletro-hidráulica com caixas centrais no adubo e na semente.
"É uma máquina que faz o mapeamento e a distribuição pneumática de adubo, com alta precisão. Ela injeta no solo, por sopros, a quantia exata do produto que cada local necessita. Isso permite ao produtor investir em um adubo de melhor qualidade porque não há desperdício algum. Tudo desenvolvido na empresa", comemora Carolina.
A nova plantadeira, explica a executiva, é um bom exemplo do que fez a Semeato nos dois últimos anos para se reerguer. Uma dos nortes da produção passou a ser fornecer no Brasil a mesma tecnologia embarcada nos equipamentos enviados à Europa. Atualmente, as exportações correspondem a 12% dos negócios. "Levamos um tempo para conseguir tropicalizar a tecnologia, digamos assim, adaptando sistemas ao solos, climas e exigências das diferentes regiões produtoras de soja no Brasil", pondera a diretora comercial.
Além de apostar na pesquisa e desenvolvimento próprios, as expectativas da empresa de Passo Fundo estão apoiadas na possibilidade de supersafra brasileira de soja e na queda da perspectiva de produção da oleaginosa nos EUA (o que está elevando a cotação do grão), explica a engenheira agrônoma da Semeato, Vanessa Formighieri. Na última passada, ressalta Carolina, a redução do juro no Brasil e a sinalização de que a Selic deve cair para um dígito esquentou ainda mais os ânimos da empresa.
O caminho do juro, hoje, é o inverso do vivido pelo setor entre 2014 e 2015, período em que a elevação das taxas pegou em cheio a empresa de Passo Fundo, diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), Claudio Bier. No início de 2015, após um combalido 2014, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para 6% ao ano e aplicou aumento de três pontos percentuais nos financiamentos via Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).
"O produtor, assim como todo o Brasil, estava no meio da crise. Na incerteza sobre os rumos do País e com medo de não ter fluxo de caixa, o campo deixou drasticamente de lado a compra de máquinas", recorda Bier.
Além de fornecedores, ao longo dos dois últimos anos, a Semeato acumulou pendências com trabalhadores. De acordo com Alcidir de Andrande, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Máquinas Agrícolas de Passo Fundo, há salários atrasados e ainda sendo negociados, especialmente aqueles de valor maior.
Na última sexta-feira, segundo Andrade, ainda estava sendo discutido o pagamento de parte dos salários que deveria ter entrado no início de janeiro. "Estamos entrando um processo final de acertos de contas com fornecedores e mesmo com colaboradores. Esperamos, até o final do semestre, estarmos com todos os débitos quitados", esclarece Carolina.
 
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