Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 02 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

JC Logística

COMENTAR | CORRIGIR

Infraestrutura

Edição impressa de 02/08/2019. Alterada em 02/08 às 03h00min

Rio Grande inaugura novo modelo de operação

Estaleiro Rio Grande está sendo utilizado para completar cargasde embarcações

Estaleiro Rio Grande está sendo utilizado para completar cargasde embarcações


ANDRÉ ZENOBINI/SUPRG/DIVULGAÇÃO/JC
Começou na semana passada, a primeira operação denominada "top off" no porto do Rio Grande. A manobra consiste em um complemento de carga entre o Porto Novo e o cais público na área do Estaleiro Rio Grande (ERG), no Superporto, objetivando o carregamento do navio até o seu limite. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou três operações testes para o sistema.
Começou na semana passada, a primeira operação denominada "top off" no porto do Rio Grande. A manobra consiste em um complemento de carga entre o Porto Novo e o cais público na área do Estaleiro Rio Grande (ERG), no Superporto, objetivando o carregamento do navio até o seu limite. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou três operações testes para o sistema.
No Porto Novo, o calado operacional do cais é de 9,45 metros, o que impede que alguns navios deixem o local com carga completa. "Começamos as atividades em novembro e havia a necessidade de fazer a operação em dois portos em função do calado do porto do Rio Grande. Estamos tendo essa oportunidade que foi conquistada pela superintendência para que a operação fosse feita exclusivamente no município", afirma Fernanda Salomão Hackbart, CEO da Connexion Export, que está realizando a exportação de toras de madeira para China, através da operadora portuária Sagres.
A Superintendência dos Portos está juntamente com a Secretaria Nacional de Portos realizando a mudança no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto, tornando aquela área efetivamente de uso público para permitir esse tipo de operação de forma mais constante no estaleiro. "Essa operação é extremamente importante porque é uma geração de receita, movimenta uma área que há três anos estava sem uso e abre uma possibilidade de utilizar parte do estaleiro para movimentação de carga. É um marco importante para a companhia", avaliou o diretor operacional da Ecovix Ricardo Ávila. Sem essa operação de complementação no ERG, o navio deveria ir à Imbituba, em Santa Catarina, antes de seguir o seu destino à China.
"Com essa possibilidade, consolidamos aqui a operação total de uma carga importante. Ressalto que não serão realizadas ali operações que entrem em conflito com os terminais privados e somente para top off, ou seja, o navio primeiro carrega no Porto Novo e recebe no estaleiro a complementação de carga", conclui o superintendente do porto do Rio Grande, Fernando Estima. Fernanda Hackbart ainda salienta que nessa operação de complementação devem ser carregadas mais oito mil toneladas fazendo com que o navio deixe o porto completo com 36 mil toneladas sendo exportadas.
A Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul realizou um balanço dos seis primeiros meses de gestão. Foram apontadas as diretrizes que a gestão planeja para o futuro da autarquia, a movimentação do primeiro semestre de 2019 e também o andamento da dragagem de manutenção do complexo portuário.
Conversaram com a imprensa o superintendente dos Portos, Fernando Estima, o diretor de Gestão, Cristiano Klinger e o assessor jurídico Saulo Albernaz.
O diretor superintendente dos Portos, Fernando Estima, abordou diversos assuntos, entre eles, a retomada da dragagem logo no início do ano, a nomeação de uma diretoria técnica e a criação de uma diretoria de Qualidade e Meio Ambiente. Estima ainda falou sobre os desafios enfrentados com o contrato do Cais Mauá, em Porto Alegre, e também com a travessia de veículos entre Rio Grande e São José do Norte.
Nos seis primeiros meses, o porto do Rio Grande registrou movimentação de 18.605.582 toneladas, uma diminuição de 5,13% com relação ao primeiro semestre de 2018. "Essa retração foi verificada por não termos em 2019 estoques de passagem da soja como no ano anterior e também reflexos da guerra comercial entre China e Estados Unidos, mas já estamos verificando um aumento da saída de soja", avalia ele. Foram exportadas 11 milhões de toneladas, sendo a China o destino de 50,6% das exportações. Já as importações tiveram a Argélia como a principal origem. Em 2019, já foram 1.463 viagens de embarcações pelo complexo portuário. O porto de Porto Alegre movimentou até o final de junho 462.396 toneladas. Pelotas registrou 383.301 toneladas, com os dados consolidados até o mês de maio de 2019.
A dragagem de manutenção do complexo portuário de Rio Grande está em andamento e com 88% de conclusão. A dragagem deve ser encerrada no mês de agosto, dentro de seu cronograma. "A dragagem teve uma parada e, por isso, deverá sofrer um aditivo ao contrato original. Isso é um contrato da União e nosso monitoramento é ambiental. Nesse quesito, com o suporte do SiMCosta tivemos um monitoramento exemplar que servirá aos órgãos federais como exemplo", garantiu o superintendente.
leia mais notícias de Logística
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia