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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigos

Edição impressa de 06/06/2019. Alterada em 06/06 às 03h00min

A importância do Polo Carboquímico no RS

Fábio Branco
Recentemente, especialistas do setor carbonífero participaram, em Porto Alegre, de um seminário promovido pela Sociedade de Engenharia do RS. Na pauta, os novos aproveitamentos para o carvão mineral do Rio Grande do Sul, sobretudo a partir da indústria carboquímica. Desde que a gaúcha Copelmi e a norte-americana Air Products anunciaram a intenção de implantar uma mina e uma planta para produzir gás a partir do carvão em Eldorado do Sul, na região Carbonífera, o assunto divide entusiastas do tema e ambientalistas. Dessa discussão, ficam algumas conclusões. A primeira delas é que, antes de qualquer definição, a sociedade precisa ser ouvida. O debate, no entanto, não pode ser meramente ideológico, e sim baseado nos aspectos técnicos.
Empreendedores e engenheiros afirmam que há tecnologia disponível para permitir a mineração de modo que não sejam produzidos danos irreparáveis ao meio ambiente. A Fepam possui técnicos experientes e comprometidos com a preservação ambiental e de forma alguma o Estado concederá licenças de modo açodado ou negligente. O Ministério Público também acompanha esse tema, a fim de evitar que o interesse econômico se sobreponha ao interesse público.
Outro ponto a ser ressaltado: não podemos centrar toda a discussão sobre a indústria carboquímica em um único projeto. O polo pressupõe não um, mas vários outros empreendimentos, inclusive na região da Campanha. Um exemplo é a Vamtec, empresa com sede no Espírito Santo, que planeja instalar uma planta em Candiota para a produção de metanol a partir da gaseificação do carvão. O município tem sua economia atrelada à extração de carvão, detém mão de obra qualificada e tradicionalmente recebe de braços abertos empreendimentos desse setor.
O carvão também continuará sendo relevante dentro da matriz energética mundial, pelo menos, até 2040. Logo, mesmo com a necessidade de investirmos na produção de energia por meio de fontes renováveis, não podemos, de uma hora para outra, descartar o carvão desse processo. Propus na Assembleia Legislativa a criação da Frente Parlamentar do Carvão Mineral e do Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. As reservas de carvão do Brasil são três vezes maiores que as de petróleo. Cerca de 90% dessa riqueza fica no nosso Estado. Se o Brasil discute tanto o pré-sal, é inconcebível que continuemos de olhos fechados para o carvão e suas inúmeras possibilidades.
Deputado estadual (MDB)
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