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Com a Palavra Lubianca Arquitetura

- Publicada em 20/11/2021 às 16h00min.

Lubianca Arquitetura realiza projetos com foco no corporativo

Ana Paula diz que procura entender as sensações que serão sentidas em determinado espaço

Ana Paula diz que procura entender as sensações que serão sentidas em determinado espaço


CARLOS MACEDO/DIVULGAÇÃO/JC
Vanessa Ferraz
A arquitetura corporativa deixou de ser apenas sobre conceitos e tendências, - o foco no negócio do cliente é primordial na construção de qualquer projeto na Lubianca Arquitetos. Com a entrada em São Paulo neste ano, a empresa passou a fazer parte da carteira de fornecedores da Rede Hilton para as linhas da marca na América Latina. Consolidada no mercado no Rio Grande do Sul, há 40 anos, diversifica e expande a sua atuação concentrada nos segmentos de varejo e hospitalidade. A arquiteta Ana Paula Lubianca usou a experiência que ganhou indo morar na cidade paulista, em 2005, para agregar as novas estratégicas de negócio no escritório da sua família. No ano passado, quando retornou como sócia, o escritório registrou aumento de 18% na captação de novos clientes de varejo. Ocupando o cargo de Head de conceito e jornada, costuma ficar com a pesquisa história a cada novo projeto. "Também analiso o que aquele local representa, o que as pessoas pensam sobre ele, qual as sensações que as pessoas buscam dentro daquele espaço, com isso, construímos o conceito inicial que será norteador projeto arquitetônico", diz ela, que conta mais detalhes na entrevista a segue.
A arquitetura corporativa deixou de ser apenas sobre conceitos e tendências, - o foco no negócio do cliente é primordial na construção de qualquer projeto na Lubianca Arquitetos. Com a entrada em São Paulo neste ano, a empresa passou a fazer parte da carteira de fornecedores da Rede Hilton para as linhas da marca na América Latina. Consolidada no mercado no Rio Grande do Sul, há 40 anos, diversifica e expande a sua atuação concentrada nos segmentos de varejo e hospitalidade. A arquiteta Ana Paula Lubianca usou a experiência que ganhou indo morar na cidade paulista, em 2005, para agregar as novas estratégicas de negócio no escritório da sua família. No ano passado, quando retornou como sócia, o escritório registrou aumento de 18% na captação de novos clientes de varejo. Ocupando o cargo de Head de conceito e jornada, costuma ficar com a pesquisa história a cada novo projeto. "Também analiso o que aquele local representa, o que as pessoas pensam sobre ele, qual as sensações que as pessoas buscam dentro daquele espaço, com isso, construímos o conceito inicial que será norteador projeto arquitetônico", diz ela, que conta mais detalhes na entrevista a segue.
Empresas & Negócios - O escritório sempre foi voltado para o atendimento corporativo ou é algo recente?
Ana Paula Lubianca - O escritório nasceu há 40 anos aproximadamente, com a minha mãe Arlene Lubianca. No início, o foco era a arquitetura de interiores, mas sem segmentação, e com o tempo foi se percebendo que precisava ter uma linha de atuação concreta. Naquela época, os arquitetos faziam de tudo - fomos um dos primeiros escritórios que trabalhavam com arquitetura de lojas, nem se falava em arquitetura de varejo. E depois, na década de 1990, a gente começou a entrar no mercado de arquitetura de hotéis.
E&N - Como foi a entrada no escritório de arquitetura?
Lubianca - Entrei no escritório em 1999, quando eu ainda estava na faculdade, me formei em 2001. Minha família é envolvida com o ramo: além da minha mãe ser arquiteta, meu pai é engenheiro civil. Então desde pequena eu ia nas obras, sempre participei. Com facilidade, entendia do que eles falavam. Naquele mesmo ano fizemos uma movimentação importante no escritório: começamos a trabalhar com um foco maior no business do cliente. O nosso projeto era resultado do que o cliente queria para o negócio dele. Um conceito de marca junto com o conceito do projeto arquitetônico. Neste período, que considero bem importante, a gente começou a atender clientes maiores. Participamos do reposicionamento da praia de Jurerê Internacional do grupo Habitasul, e também fizemos projetos para a Azaléia, que fez parte da padronização das lojas fora do Brasil. Com isso, começamos a alcançar clientes mais robustos e segmentados, focados no varejo.
E&N- E a ideia de ir morar em São Paulo?
Lubianca - Em 2004 conheci meu ex-marido, ele era paulista, então me mudei para a cidade. Naquela época, deixei a empresa porque a gente teve uma decisão societária que não haveria expansão naquele momento. Iríamos manter a empresa no estilo boutique, focada no Sul do País. Fui para São Paulo, vivi um período para a família. Após, retornei ao mercado de trabalho, com foco no corporativo, o que me trouxe uma base muito sólida, porque nesse período eu fiz todo o start da John John, que é uma empresa do grupo Restoque, então implantei 40 lojas para eles - depois, fui para a Nike, onde fiquei quase quatro anos. Peguei um período muito próspero para parte de varejo da empresa (um pouco antes da Copa do Mundo e um pouco depois da Olimpíadas), e participei de todo esse processo. Ainda trabalhei em projetos de empresas como Pepsico e Adidas como associada de outros escritórios.
E&N - E a experiência com a hotelaria?
Lubianca - Em 2018, fui chamada por uma multinacional chamada Selina, uma rede de hostels, para participar da parte de importação dos proprietários deles no Brasil. Fiquei dois anos e abri cinco hotéis.
E&N - Quando foi a hora de voltar para o escritório?
Lubianca - Quando veio a pandemia, achei que era o momento de retomar o negócio familiar. E já cheguei com a ideia de refazer o planejamento estratégico da empresa, com isso, retomei a sociedade e estabeleci efetivamente o ponto em São Paulo. Apesar de ter sido difícil o ano afetado pela pandemia, principalmente para os segmentos que atuamos, seguimos trabalhando. Inclusive tivemos um crescimento de 18% na captação de clientes voltado para o rollout de loja. No fim, acabamos fazendo 37 lojas do ano passado para cá.
E&N - Como aconteceram as negociações com a Rede Hilton de Hotéis?
Lubianca - Neste ano, consolidamos a entrada em São Paulo com a rede Hilton de Hotéis. Fiquei responsável por toda essa interface, pela experiência de já ter trabalhado em multinacional americana. Trabalhamos diretamente com os diretores que cuidam da parte de Caribe e América Latina, eles têm um escritório no Brasil que fica no Hilton Morumbi. Chegamos nesse projeto através do Intercity, com um projeto que tínhamos feito para o grupo que, depois, foi englobado pelo Hilton.
E&N- Com essas mudanças, o que o escritório agregou em atendimento, após todos esses anos de mercado?
Lubianca - Sempre consideramos que o nosso escritório tinha o foco no negócio do cliente, então há muito tempo a gente saiu daquele estereótipo do arquiteto que pensa em fazer o projeto somente bonito, fazemos uma análise bem profunda do business do cliente, da praça onde vai ser implantado, a jornada e o comportamento de consumo do cliente final. Temos profissionais como a responsável pelo marketing, a minha sócia que se especializou em neuromarketing, também estudei muito tempo a questão de conceito e jornada. Não são apenas conceitos de arquitetura, estão empregados conceitos de: Design Thinking, UX (User Experience), marketing, neuromarketing, para construir o projeto em concordância com as marcas.
E&N - Como é feita essa imersão, para entender o conceito de marca do cliente?
Lubianca - Antes de começar o projeto, temos uma etapa de captação, pesquisa e briefing. Com muita conversa. Quando temos oportunidade, conversamos também com os clientes dos nossos clientes. Isso antecede o início dos trabalhos de elaboração do projeto em si. A partir daí, vem o subsídio para começar a conceituar a operação. Costumo sempre entrar em uma parte que é da pesquisa histórica, o que representa aquele local, o que as pessoas pensam sobre ele, qual as sensações que as pessoas buscam dentro daquele espaço. Depois desses levantamentos temos o conceito inicial que vai dar o direcionamento do projeto arquitetônico.
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