Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 13 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

CORRIGIR

Câmara de Porto Alegre

Edição impressa de 13/09/2019. Alterada em 13/09 às 09h52min

Presidente do Legislativo cumpre liminar para reabertura de exposição de cartuns

Mônica Leal recebeu decisão determinando liberação da mostra

Mônica Leal recebeu decisão determinando liberação da mostra


/VITOR LAITANO/ESPECIAL/JC
Vitor Laitano
A presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mônica Leal (PP), disse que não vai recorrer da liminar que obriga a abertura imediata da exposição Independência e Risco. A decisão, assinada na manhã de quinta-feira pelo juiz Cristiano Flores, da 3ª Vara da Fazenda, ordena a abertura imediata da exposição, "assegurando desde já os mesmos 12 dias do período solicitado". O texto diz que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença".
A presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mônica Leal (PP), disse que não vai recorrer da liminar que obriga a abertura imediata da exposição Independência e Risco. A decisão, assinada na manhã de quinta-feira pelo juiz Cristiano Flores, da 3ª Vara da Fazenda, ordena a abertura imediata da exposição, "assegurando desde já os mesmos 12 dias do período solicitado". O texto diz que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença".
Ao receber o documento, Mônica Leal disse que ainda mantém a "mesma opinião sobre a exposição: agressiva e ofensiva", mas "uma determinação judicial é para cumprir, e não discutir."
Durante a entrega do texto com a decisão, a presidente da Associação de Mães e Pais pela Democracia, Aline Kerber, apontou a importância de "assegurar o direito à educação". Para ela, este "é um grande momento para os novos atores sociais contra o obscurantismo". A entidade foi uma das proponentes do mandado de segurançao para a retomada da exibição da mostra de cartuns.
Além da associação, também constavam como autores da ação o vereador Marcelo Sgarbossa (PT), que solicitou à Câmara o uso do espaço para a exposição, a Associação de Juristas pela Democracia (Ajurd), dois dos 19 cartunistas censurados, Santiago e Vicente Marques, da Grafar (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul).
Para Marques, "foi até benéfico" terem passado por esta situação. "Além do reconhecimento, recebemos o apoio de mais de 60 entidades", comentou. Segundo ele, a mostra será levada para exibição na França. Na terça-feira da semana que vem, as charges "serão expostas no Clube de Cultura (em Porto Alegre). Também vamos levar as artes para o Sintrajufe (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul)", adiantou.
A exposição foi retirada da Câmara da Capital no dia 3 de setembro, menos de 24 horas depois de ter sido aberta, por solicitação do vereador Valter Nagelstein (MDB). Mônica Leal acatou o pedido por considerar alguns dos desenhos ofensivos ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Haverá uma cerimônia de reabertura na segunda-feira.
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia