Angelica explica que a Gudamagoo produz 2 mil peças por mês Angelica explica que a Gudamagoo produz 2 mil peças por mês Foto: LUIZA PRADO/JC

Marca plus size aposta em temática geek

A Gudamagoo traz em suas peças referências de séries e filmes

Camisetas estampadas com super-heróis, com temas de séries e filmes são comuns no mercado da moda, mas não são acessíveis a todos. Para democratizar o uso das peças chamadas geeks, a Gudamagoo lançou, em 2014, a sua primeira coleção. A marca porto-alegrense, inspirada no cachorro da sua criadora, Gisele de Cândido, 47, começou somente com camisetas e hoje tem em seu catálogo vestidos, saias e jaquetas.
"É um segmento que está expandindo, mas estava carente há um bom tempo. Chegamos para atingir o gordo rockeiro, a gorda rockeira. Como remete aos anos 1980, anos 1990, outras pessoas também foram se apaixonando pela marca", conta Angelica Selmo, 54, assistente de moda que está na empresa desde o início.
LUIZA PRADO/JC
A produção das peças, que vão do 44 ao 60, chega a 2 mil unidades por mês. As vendas acontecem na loja Mulher Bonita, no Shopping Total, e no e-commerce da marca, que tem cerca de 50 pessoas envolvidas na sua cadeia de produção.
Apesar da temática descontraída, o público da Gudamagoo está longe de ser restrito a jovens. "São peças diferentes. Temos cliente de 60, 70 anos, que querem a camiseta da Luluzinha, porque foi a primeira personagem feminista dos quadrinhos", conta Angelica. As peças variam de R$ 89,00 a R$ 189,00.
Ao longo dos seus cinco anos de vida, a Gudamagoo viu o cenário plus size sofrer transformações. A chegada das fast fashion é um desafio diário que instiga a constante renovação da grife.
"A cada dia estamos criando uma coisa diferente. Tem a concorrência, mas a gente procura imagens que conquistem. Ficamos buscando os nichos que as pessoas gostam e que não aparecem tanto. É uma pesquisa diária", conta Angelica. Ela acredita que a visão sobre ser uma pessoa gorda também mudou.
"Tenho uma filha de 14 anos que não é nem gorda, nem magra, e ela não está preocupada com isso como eu estava há 50 anos. Claro que ainda tem muita loja que restringe até o 44, e isso é uma coisa que incomoda. Mas hoje o bonito é a cliente usar uma peça do tamanho dela. A elegância, às vezes, não está no modelo, mas no tamanho", destaca Angelica.
LUIZA PRADO/JC
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