Texto: Luka Pumes

Batas, vestidos, calçados, jaquetas e outras vestimentas são encontradas na Sankofabutik

Africano abre loja só de roupas de sua cultura na avenida João Pessoa

Texto: Luka Pumes

Batas, vestidos, calçados, jaquetas e outras vestimentas são encontradas na Sankofabutik

Foi aberta, na avenida João Pessoa, nº 511, em Porto Alegre, uma loja de roupas africanas. A Sankofabutik é administrada por Löua Pacòm Óulaï, que nasceu e cresceu na Costa do Marfim. “Cada estampa tem uma história. Faço questão de contar para o cliente o que ele está levando. Pode comprar por achar bonito, mas é bem melhor quando se entende o significado”, diz o empreendedor, que mora na Capital gaúcha desde 2016. 

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Foi aberta, na avenida João Pessoa, nº 511, em Porto Alegre, uma loja de roupas africanas. A Sankofabutik é administrada por Löua Pacòm Óulaï, que nasceu e cresceu na Costa do Marfim. “Cada estampa tem uma história. Faço questão de contar para o cliente o que ele está levando. Pode comprar por achar bonito, mas é bem melhor quando se entende o significado”, diz o empreendedor, que mora na Capital gaúcha desde 2016. 
Löua conta que veio ao Brasil através de um projeto do Governo Federal. Um mês depois da chegada no estado do Ceará, decidiu se mudar para o Sul. “Eu fui gostando do Brasil e decidi ficar”, explica.
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Percursionista e dançarino, ele se intitula um músico apaixonado e conta que foi durante suas oficinas que surgiu o interesse pelas vestimentas. “Toda vez que ia dar uma oficina alguém queria minhas roupas. Aí já vendia uma ou duas. Comecei a trazer tecidos, aos poucos, por perceber o interesse.”
MARCELO G. RIBEIRO/JC
Os tecidos são importados da Costa do Marfim e, quando chegam, são planejados por Löua e alguns costureiros. “Encomendo de lá e meus familiares mandam. Já penso em cortes, mas os costureiros que trabalham comigo são acostumados com a confecção africana, então fazemos em conjunto. Dou uma ideia, eles dão outras e assim vamos indo”, descreve.
Batas, vestidos, calçados, jaquetas e outras peças são encontradas na Sankofabutik. A maior parte das vendas no local, aberto em julho, ainda são dos tecidos. “Meu tecido sai mais barato. E não só para o cliente final, para outras pessoas que vendem. Quando eu sei que é revenda, faço mais em conta, sei que precisam buscar o sustento. A ideia é dar acessibilidade a todos”, define Löua. Camisetas comercializadas na loja saem, em média, por R$ 70,00, jaquetas por R$ 140,00, batas, R$ 120,00. 
Sobre as significações das estampas, há uma especial para Löua, que emocionado,  explica. “Tem uma do povo Akan que tem uma cor mais de ouro. O valor do ouro para o povo Akan é muito importante. O tecido original é usado pelos reis, quando queremos pedir a mão de uma mulher, dar o dote ou quando vai ter o nascimento de um futuro rei. Os Akan são uma união de alguns povos com muita história, como uma confederação de etnias a qual faço parte. Fica no leste da Costa do Marfim, oeste de Gana e um pouco no Benim também.”
O marfinense acredita que, com o tempo, a nova loja trará bons frutos. “Vejo como uma nova proposta e sei que, aos poucos, cresce. Tenho outras atividades (com música), não vivo só disso, estou me mantendo. Preciso arriscar. Quem não arrisca, não colhe, mas aqui já está contribuindo (com a renda do mês). No sábado e no domingo tem bastante movimento. Antes, eu tinha um depósito no Centro, mas ele era escondido”, coloca.
MARCELO G. RIBEIRO/JC
Luka Pumes

Luka Pumes - repórter do GeraçãoE

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