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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 22/08/2019.
Alterada em 21/08 às 22h33min
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Agronegócio busca conciliação com ambiente

Anghinoni defende integração, diversificação e manejo conservacionista

Anghinoni defende integração, diversificação e manejo conservacionista


/MARCO QUINTANA/JC
Com o aumento da população mundial também cresceu a necessidade de mais alimentos e de uma maior produção agrícola. Esse cenário levanta indagações sobre os possíveis impactos ambientais para atender a essa demanda. No entanto, para o professor titular aposentado do Departamento de Solos da Faculdade de Agronomia da Ufrgs Ibanor Anghinoni é possível aliar meio ambiente e agronegócio quando se trabalha com manejo conservacionista, diversificação e integração da lavoura e da pecuária.
"Com essas práticas, estamos mudando o sistema de produção, que vai, cada vez mais, se parecer com a complexidade dos sistemas naturais", argumenta o especialista. O professor enfatiza que, assim, a dependência de insumos para o controle de doenças e pragas, fertilizantes e outros produtos será menor. Anghinoni ressalta que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apregoa como futuro da agricultura os sistemas integrados com produção pecuária e manejo conservacionista. O professor comenta que, para a visão da FAO se tornar uma realidade, é preciso promover a diversificação de culturas.
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O especialista em fertilidade do solo defende o rodízio das atividades do agronegócio. "É preciso também buscar a diversificação e a rotação de culturas", reforça. De acordo com Anghinoni, ao adotar essa prática, a qualidade do solo melhora progressivamente, dependendo de menos adubos e agrotóxicos. O professor comenta que essa ideia já está sendo adotada em diversas propriedades do Rio Grande do Sul.
Anghinoni explica que, se a soja for incluída dentro da rotação da cultura do arroz, a medida ajuda no controle das plantas daninhas, diminuindo o uso de herbicidas, reduzindo gastos e impactos ao meio ambiente. O rodízio entre as culturas da soja e do arroz no Rio Grande do Sul - que, no começo dessa década, era praticamente irrisório - passou de 320 mil hectares na safra passada. O Estado planta arroz em cerca de 1 milhão de hectares, e o ideal seria que metade dessa área total praticasse o rodízio com a soja.
Outra questão envolvendo o meio ambiente e a agricultura diz respeito à utilização da água, em especial, na cultura do arroz. Anghinoni também participou, com o Irga, do desenvolvimento de um programa de adubação que, com mudanças de manejos, melhorou o desempenho da cultura. O professor recorda que foi possível passar de uma produtividade média de 5,3 toneladas por hectare para 7,5 toneladas por hectare em seis anos. Entre os tópicos abordados estavam a época de semeadura, a forma do uso da água e da adubação. Anghinoni frisa que, enquanto o arroz irrigado tem uma produtividade no Estado na ordem de 7,5 toneladas por hectare, a produtividade média do arroz de sequeiro (plantado em chão firme), no Brasil, é de, aproximadamente, 2,5 toneladas por hectare. Ou seja, o desempenho do irrigado é melhor, e, por isso, muitos escolhem esse tipo de produção. A boa notícia é que, com o passar dos anos, está sendo reduzido o volume de água utilizado nessa cultura e abandonada a prática da drenagem, deixando a água evaporar, diminuindo o impacto ambiental da atividade.

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