Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 23 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 20/08/2019.
Alterada em 20/08 às 21h13min
COMENTAR| CORRIGIR

Pesquisadora foca no controle natural de pragas em diversos tipos de produção

Trabalho desenvolvido por Luiza busca minimizar uso de pesticidas

Trabalho desenvolvido por Luiza busca minimizar uso de pesticidas


/MARCO QUINTANA/JC
Atuando na área da entomologia voltada para agrossistemas, Luiza Rodrigues Redaelli trabalha há 38 anos com o controle natural de pragas em diversas produções agrícolas, como em culturas da soja, milho e hortifrúti. Professora titular do Departamento de Fitossanidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a pesquisadora dedicou todos seus trabalhos ao estudo e desenvolvimento de inimigos naturais das pragas do campo em detrimento do controle químicos. "Esse é o foco do meu trabalho, o que contribui para que não usemos tantos pesticidas, ou usemos de maneira seletiva, com menos aplicações", ressalta Luiza.
Todo inseto tem um inimigo natural para cada organismo parasita. Esta relação entre predador e presa pode vir a controlar o ecossistema da produção dependendo bem menos do controle químico. Nessa área, porém, entender a taxa natural de parasitismo, o potencial de cada predador no combate à densidade populacional de determinada praga, ou como ambos se comportam - predador e parasita - no ecossistema da produção rural, estão entre os desafios da pesquisa entomológica atual no Brasil.
Embora a demanda por orgânicos seja latente, assim como a busca por alimentos sem pesticidas, muitos desses estudos de controle natural ainda estão em desenvolvimento, sendo boa parte produzida pelo Departamento de Fitossanidade da UFRGS. Em culturas que não são commodities, porém, segundo Luiza, como é o caso da fruticultura, os estudos acontecem de forma lenta, embora os produtores estejam propensos ao combate natural de pragas. "O Brasil é um polo exportador de frutas e nessas culturas temos uma praga recorrente, que são as moscas. Porém, o combate dessas moscas no Brasil ainda é muito incipiente, embora tenham vários grupos trabalhando nisso, inclusive o meu grupo de pesquisa".
Práticas voltadas ao combate natural de parasitas, mesmo em constante desenvolvimento, estão cada vez mais em voga, tanto no campo quanto em ambientes acadêmicos. Quando Luiza se formou, o único controle pautado em sala de aula eram os pesticidas. O aumento de problemas ambientais, como contaminação de alimentos e desequilíbrios nos ecossistemas da produção incentivaram estudos na área da entomologia. Tanto é que muitos os alunos formados na faculdade de Agronomia da UFRGS, e que passaram pelas pós-graduações e doutorado, áreas ministradas por Luiza, estão hoje empregados em empresas que são referência na área entomológica."

Veja a lista completa de vencedores:

PRÊMIO ESPECIAL
  • Ibanor Anghinoni (Ufrgs)
STARTUP DO AGRONEGÓCIO
CADEIAS DE PRODUÇÃO E ALTERNATIVAS AGRÍCOLAS
INOVAÇÃO E TECNOLOGIA RURAL
PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
COMENTAR| CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia