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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 21/08/2019.
Alterada em 21/08 às 20h28min
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Pesquisas com acácia-negra qualificam a produção estadual

A plantação de acácia-negra no Rio Grande do Sul ocupa uma área de 90 mil hectares e envolve cerca de 40 mil famílias gaúchas, a maior parte de pequenos produtores. Por isso, o governo estadual está promovendo pesquisas específicas para aprimorar o cultivo no Estado, o maior produtor nacional desta árvore originária da Austrália e de interesse para o setor de energia, como fonte de carvão vegetal, e na extração de tanino, uma substância presente na casca que é utilizada em curtumes, indústria da celulose e estações de tratamento de água.
"Sempre há a necessidade dos pequenos produtores de qualificar sua produção", afirma Jackson Freitas Brilhante de São José, engenheiro florestal do Laboratório de Microbiologia Agrícola do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria Estadual da Agricultura (Seapdr). O trabalho do DDPA com a acácia-negra começou em 2017, quando foi feita a prospecção de algumas bactérias junto a áreas de plantio, e posteriormente, se fez testes em viveiros. Os rizóbios, bactérias utilizadas na pesquisa, habitam o solo e colonizam células das raízes de plantas leguminosas. Elas criam nódulos nas raízes e absorvem o nitrogênio, ajudando em sua fixação biológica, dispensando a necessidade de fertilizantes. "Por ser uma leguminosa, a acácia-negra oferece uma simbiose com essas bactérias, e elas acabam fixando o nitrogênio", explica. Inoculantes do tipo são populares no cultivo de soja, outra leguminosa e parente distante da acácia-negra.
Para testar a pesquisa, foi realizada uma parceria com empresas e pequenos produtores que cultivam a árvore para qualificar o sistema de produção de mudas, e o primeiro teste feito pelos pesquisadores apontou um aumento de 16% na germinação das sementes, o que levou a uma maior uniformidade nos lotes. Outra linha da pesquisa também estuda o uso dessas bactérias para ajudar no crescimento da planta. Para evitar o uso de hormônios vegetais sintéticos, os pesquisadores estudam o uso de outras bactérias que promovem o crescimento da acácia-negra e aumentam o enraizamento, sendo uma alternativa mais barata e que não proporciona risco à saúde do produtor rural, o que poderia ocorrer na utilização de produtos químicos. De acordo com Brilhante, o trabalho é um marco legal que teve início quando a política agrícola estadual para florestas plantadas foi trazida para a Secretaria da Agricultura. Dentre as políticas de florestas plantadas discutidas dentro da secretaria, uma delas é a pesquisa de desenvolvimento do setor florestal. O DDPA, por exemplo, já é o laboratório oficial do Ministério da Agricultura para a indústria de inoculantes de soja, visto que possui a maior coleção de rizóbios do tipo no País.

Veja a lista completa de vencedores:

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