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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 21/08/2019.
Alterada em 21/08 às 20h28min
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Solução biológica contra as pragas da soja

Guedes (c) diz que mercado demanda produtos não contamináveis

Guedes (c) diz que mercado demanda produtos não contamináveis


/ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Representando menos de 5% do mercado do controle de pragas, os produtos biológicos têm grande potencial para crescer e ter sua aplicação em uma maior área de lavouras. No mundo todo, há um movimento em busca de soluções para este nicho, patrocinado, inclusive, por multinacionais. Alinhado com esta tendência, o Laboratório de Manejo Integrado de Pragas (LabMip) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vem desenvolvendo e testando produtos biológicos, a exemplo do que já faz com os químicos.
"É uma exigência do mercado, que demanda produtos não contamináveis, que não agridam a natureza e não se utilizem de mão de obra escrava", explica o agrônomo, professor e coordenador do LabMip Jerson Carús Guedes, que contribui há mais de 20 anos para o manejo de pragas na cultura da soja no Rio Grande do Sul.
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O espaço de pesquisa - que agrega 12 alunos de graduação, nove de pós-graduação e um professor voluntário - é responsável por uma série de estudos envolvendo não somente métodos biológicos e químicos de controle, mas também culturais. Guedes destaca que o cuidado de pragas representa entre 10% e 12% do custo da produção de soja, tendo papel fundamental na cultura do grão. "No entanto, o controle deve ser feito com parcimônia, de forma que não interfira demais no meio ambiente e, ao mesmo tempo, gere economia para o produtor." Ele observa que, se por um lado, quando mal aplicado o produto as pragas comem a cultura, causando prejuízos à lavoura, por outro, é preciso critério para utilizar o controle químico.
"A partir do desenvolvimento de alternativas biológicas (bactérias, fungos e vírus que combatem as pragas), estamos formando pessoas e desenvolvendo tecnologias locais de controle de pragas para buscar distribuir para a indústria nos próximos anos. Ainda na área de desenvolvimentos de produtos, o LabMip identificou duas pragas exóticas que invadiram o País nos últimos anos, difundindo o controle: a lagarta desfloradora, que ataca as folhas e as vagens da soja; e a mosca-da-haste da soja. "Nosso trabalho constante gira em torno do Percevejo-marrom da soja, para o qual temos um conjunto de experimentos, desde o estudo de comportamento, até o controle biológico-químico", resume o professor da UFSM.
Além de auxiliar agricultores a produzirem mais com menor custo, cuidando do meio ambiente, Guedes trabalha com atividades de extensão, oferecendo capacitação de técnicos e produtores de soja e realizando palestras sobre o tema por todo o País há 15 anos. Também responde por treinamentos de órgãos governamentais multiplicando o conceito do manejo para produtores. "Temos ainda um curso em particular, que é o de monitor de pragas da soja, que destinado a treinar funcionários de granjas a aprender a monitorar pragas, evitando usar produtos quando é desnecessário." Na avaliação de Guedes, a capacitação de produtores, técnicos, assistentes técnicos de cooperativas e revendas exerce o papel "mais importante na qualificação da atividade de manejo de pragas".
Com as atividades de pesquisa e extensão Guedes e a equipe se tornaram influenciadores principalmente da Região Sul do Brasil e também do Paraguai. O professor soma 45 orientações de mestrado e doutorado, sendo que 40 destas têm a soja como objeto de estudo. Dos ex-alunos, 11 atuam em instituições de ensino superior produzindo conhecimento e formando outras pessoas.

Veja a lista completa de vencedores:

PRÊMIO ESPECIAL
STARTUP DO AGRONEGÓCIO
CADEIAS DE PRODUÇÃO E ALTERNATIVAS AGRÍCOLAS
INOVAÇÃO E TECNOLOGIA RURAL
PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
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