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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de agosto de 2019.
Dia da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 30/08/2019.
Alterada em 30/08 às 03h00min
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Estado ganha coordenadoria para combater crimes rurais

Governo estadual e lideranças do agronegõcio gaúcho irão fazer ação integrada para buscar reduzir o abigeato

Governo estadual e lideranças do agronegõcio gaúcho irão fazer ação integrada para buscar reduzir o abigeato


/CAROLINA JARDINE/DIVULGAÇÃO/JC

O Rio Grande do Sul terá uma coordenadoria especializada para gerir e ampliar a eficiência do combate e das investigações dos crimes no campo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) pela cúpula de segurança pública do governo do Estado e lideranças do agronegócio em uma ação concatenada que tem apoio da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag).

O abigeato é um crime frequente no Estado, com ocorrências próximas a 6 mil por ano. Estimativas indicam que apenas 19 municípios concentram 50% dos casos de abigeato registrados no Rio Grande do Sul. O ápice do problema foi registrado em 2016, quando mais de 9 mil casos foram reportados. Na época, foi criada força-tarefa para conter a ação das quadrilhas que atuavam em roubo de gado e de bens, e o número de ocorrência, desde então, vem caindo cerca de 30% ao ano. Foram mais de 40 quadrilhas desarticuladas desde então.

"Não temos ideia,ainda, dos prejuízos causados por esse tipo de crime no campo. Alguns são incalculáveis. Como dimensionar a perda de um outro grande campeão, por abigeato, como já ocorreu? Mas, futuramente, pretendemos fazer um levantamento para dimensionar melhor os danos", salientou o presidente da Febrac, Leonardo Lamachia.

A chefe da Polícia Civil do Estado, delegada Nadine Anflor, apresentou o projeto que, segundo ela, trará mais agilidade nas investigações, especialmente do abigeato. "Essa coordenadoria atuará como força-tarefa integrada com as patrulhas de Brigada Militar para apurar, identificar a autoria dos crimes e combater as organizações criminosas", frisou. "Queremos levar a segurança pública da cidade ao campo e do campo à cidade, ou seja, nenhuma área do Estado pode ficar a descoberto", pontuou o vice-governador e secretário de Segurança, Ranolfo Vieira Júnior.

O projeto contará com a coordenação do delegado André de Matos Mendes, da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais (Decrab) de Bagé. O objetivo, explica ele, é replicar o formato de trabalho adotado na sua unidade para as demais e evitar a ação do crime organizado por meio de mão de obra especializada. Com isso, as Decrabs do RS passarão a trabalhar de forma integrada e com atuação em diversas regiões do Estado, e não apenas em âmbito regional. Atualmente, há três delegacias especializadas em crimes rurais em ação (Bagé, Santiago e Cruz Alta) e, em 16 de setembro, será inaugurada a quarta em Camaquã. Até o fim do próximo mês, também deve ser inaugurado um cartório para registro especializado em abigeato em Montenegro.

O serviço integrado atende a pedido dos criadores de animais, representados pela Febrac, Farsul e Fetag, que compilam registros constantes de animais carneados ou roubados, alguns deles até premiados na Expointer. "O Rio Grande do Sul é o berço da genética e, portanto, esse é um patrimônio que temos que cuidar. Essa parceria, tenho certeza, está rendendo frutos e renderá ainda mais. Não acredito em obras individuais. As obras devem ser coletivas. Esse momento é simbólico,", salientou o presidente da Febrac.


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