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Porto Alegre, terça-feira, 27 de agosto de 2019.
Dia do Psicólogo e do Corretor de Imóveis.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 27/08/2019.
Alterada em 27/08 às 03h00min
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Conflito entre China e EUA reflete nos negócios gaúchos

Eduardo Nunes comemora vendas que a Massey Ferguson fez aos Estados Unidos

Eduardo Nunes comemora vendas que a Massey Ferguson fez aos Estados Unidos


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Thiago Copetti

Estados Unidos e China provavelmente nunca estiveram tão presentes, simultaneamente, em eventos, debates e negócios dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Apesar de muito se falar dos impactos da guerra comercial sino-americana na compra de soja, a Expointer revelou que os reflexos no agronegócio têm também outros contornos.

Na indústria de máquinas agrícolas, os impactos do conflito foram positivos. Mais especificamente, na linha de produção de tratores da Massey Ferguson em Canoas. A fabricante embarcou, no primeiro semestre, um "lote relevante" de tratores rumo ao mercado norte-americano, afirmou, nesta segunda-feira, o diretor de vendas da multinacional no Brasil, Eduardo Nunes.

Embora sem revelar os números, Nunes afirma que o volume embarcado "não foi pequeno". Segundo o diretor, a exportação realizada não foi um "teste", e reflete a troca da fonte chinesa pela brasileira no mercado norte-americana. Além disso, a operação não é temporária. "É, no mínimo, para médio prazo. Se for necessário, temos inclusive espaço e turno livre para ampliar a produção", diz Nunes. Com as vendas aos Estados Unidos se somando a outros destinos, a expectativa da Massey é ampliar de cerca de 15% para 35% a representatividade das vendas externas no faturamento da empresa no Brasil.

Coincidência ou não, após o agravamento do conflito sino-americano, os Estados Unidos retornaram neste ano com um estande na Expointer após mais de duas décadas de ausência. No momento, o principal foco da presença é a pecuária gaúcha. Nesta quinta-feira, no estande norte-americano no parque, ocorrerá um seminário sobre tendências nas exportações globais de carne bovina e genética.

Apesar de ser o maior parceiro comercial do Brasil, e boa parte dessa relação ser marcada pelo agronegócio, curiosamente a China é pouco presente na Expointer. Cenário que Paulo Tigre, presidente da recém-criada seção Sul da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China, garante que será diferente na feira de 2020. Nesta terça-feira, Tigre estará reunido com representantes da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), para aproximar ainda mais os investidores chineses do Estado.

"Precisamos ampliar os investimentos chineses por aqui. Dos US$ 90 bilhões que a China investiu no Brasil em 2017, apenas 11% veio para a Região do Sul como um todo. Temos que melhorar esse ambiente e a capacidade de atrair investimentos para cá", destaca Tigre.

O presidente da seção Sul da Câmara Brasil-China diz que a entidade também tem diferentes reuniões marcadas com investidores e que um novo empreendimento chinês no Estado deve ser divulgado em breve. "Teremos um projeto vultoso na área de infraestrutura para anunciar. Em 2020, tenho certeza que haverá presença maior da China na Expointer", resume Tigre.

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