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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 23/08/2019.
Alterada em 22/08 às 21h42min
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De olho no mercado interno e no mundo

Um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro acontece de 24 de agosto a 1 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio

Um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro acontece de 24 de agosto a 1 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio


/WENDERSON ARAUJO/TRILUX/CNA/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, abriga, a partir deste sábado, 24 de agosto, até 1 de setembro, um dos maiores eventos do agronegócio brasileiro com perspectiva de negócios que devem superar a casa dos R$ 2,3 bilhões. Compras e vendas de máquinas e animais demandarão muitos contratos de financiamento, em um ano de Plano Safra com juros maiores e Selic em queda. São investimentos que irão modernizar as lavouras do ciclo 2019/2020 e movimentar leilões de bovinos, equinos e ovinos.
Apesar da crise financeira gaúcha, proprietários rurais e entidades do setor têm defendido que a crise é de responsabilidade de governos, uma vez que o campo segue trabalhando e gerando riquezas. No caso do Rio Grande do Sul, os ganhos do agronegócio respingam nos mais diferentes setores, indo muito além de sua participação direta no PIB do Estado. Ainda que com margens cada vez mais comprimidas pelo custo dos insumos e pelo câmbio, as perspectivas para a soja são boas, em que pese a guerra comercial entre Estados Unidos e China.
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A pecuária igualmente vai bem, animada pela elevada demanda por proteína animal na Ásia, onde a peste suína africana levou ao abate precoce de cerca de 200 milhões de animais. Com isso, uma boa parte da carne que deve preencher os pratos chineses sairá do Brasil. Mesmo nos pequenos negócios há otimismo. Embora o faturamento das agroindústrias não represente uma grande parcela das vendas que alimentam a Expointer, o Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos destaques. O espaço terá um recorde de 316 estandes.
Nos debates estarão temas que vão da auditoria que começa logo após a Expointer e poderá determinar o fim da vacinação contra a febre aftosa à crise arrozeira e ao aumento dos custos de produção da soja - cuja semeadura já começa a ser planejada. Também entram no rol de temas prioritários, além do conflito sino-americano, os ganhos ou as perdas com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e o impacto da crise argentina na economia brasileira.
A esfera política também estará recheada de temas e presenças de interesse de agricultores e pecuaristas. De acordo com o secretário da Agricultura, Covatti Filho, deve vir ao Estado a ministra Tereza Cristina e, possivelmente, o presidente Jair Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão.
"Será uma feira bastante política, no sentido dos temas que devem ser debatidos. É importante lembrar que o novo governo teve muito apoio do setor rural, e temos, hoje, uma ministra da Agricultura extremamente articulada, como há muito não tínhamos", afirmou Covatti Filho.
Internamente, os temas políticos de interesse vão das muitas reformas em andamento - como a previdenciária e a tributária - à possibilidade de fim da Lei Kandir e da volta da oneração das exportações. Regionalmente, dois assuntos que certamente ocuparão as rodas são a crise na orizicultura gaúcha e as novas regras para evitar danos ocasionados pela má aplicação de químicos nas lavouras.
No parque, a estrutura foi melhorada dentro do que permite a falta de caixa do governo gaúcho. "Há mudanças feitas com pouco dinheiro, mas muita criatividade", diz José Arthur Martins, funcionário da Secretaria da Agricultura há mais de 40 anos e atual subsecretário do parque. Hoje, há menos animais em Esteio, mas os participantes são realmente a elite da pecuária gaúcha, interpreta Martins.
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