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Porto Alegre, terça-feira, 17 de julho de 2018.
Dia de Proteção às Florestas .

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 16/07/2018.
Alterada em 17/07 às 23h47min
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A força do kiwi na economia local

Área de plantio deve passar de 4 mil hectares para 13 mil até 2020

Área de plantio deve passar de 4 mil hectares para 13 mil até 2020


THIAGO COPETTI/ESPECIAL/JC
Guiyang
Apontada como a fruta "embaixadora" da China, o kiwi é um dos símbolos da cidade da província de Guizou, um rentável negócio para a capital, Guiyang, e ferramenta para redução da pobreza na região. Sob controle do distrito de Xiuwen, na cidade de Guiyang, a companhia estatal Xiuwen Investimentos Agrícolas e Desenvolvimento colhe até 80 mil toneladas da fruta por ano, com 4 mil hectares de plantio, entre áreas próprias e de produtores cooperativados.
A estatal distrital (na China, além das cidades, províncias e governo central, os distritos também têm suas gerências e negócios próprios) colabora com 25% do PIB da localidade. E tende a crescer, já que a empresa começou neste ano a processar a fruta em forma de suco, água saborizada e vinho - que chega ao mercado neste ano.
O investimento na planta processadora é grande e, com tecnologias inglesa e holandesa, a Xiuwen tem capacidade para armazenar seis toneladas da fruta por até oito meses em grandes armazéns resfriados. "E com apenas 1% de perda da qualidade. Estamos desenvolvendo agora o que chamamos de ouro de kiwi, um óleo medicinal feito em parceria com japoneses, que terá alto valor agregado", diz Yang Jian, vice-presidente da empresa.
Os atuais 4 mil hectares de kiwi devem ser ampliados para cerca de 13 mil até 2020. A meta é aumentar a renda das cerca de 380 famílias cooperativadas (renda média de cada granja, com a fruta, é em torno de 100 mil yuans anuais, ou cerca de R$ 65 mil reais) e ter mais matéria-prima para industrialização. No futuro, a ideia é exportar sucos e outros produtos também para a América Latina. Hoje, as vendas externas são basicamente para a Ásia.
"Também está em andamento um projeto para atuarmos nos três setores: primário, secundário e terciário. Já temos o plantio e a industrialização. O próximo passo é desenvolver o turismo do kiwi", antecipa Huang Yaxin, diretora de administração da estatal.
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Thiago Copetti

A convite do Centro Internacional de Imprensa da China, o repórter está participando de um intercâmbio no gigante asiático. No blog Conexão China, apresentará, além de informações econômicas e políticas da segunda maior economia do mundo, também curiosidades culturais e gastronômicas, dicas de turismo e como é o cotidiano da vida em Pequim.