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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de maio de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 01/06/2018. Alterada em 31/05 às 19h09min

Mais impostos, para quê?

Celso Tracco
Um dos principais problemas estruturais do Brasil é o gigantismo da máquina pública, mantido pela arrecadação tributária. Por que é tão difícil reduzir despesas? Responder a essa pergunta é uma dificuldade, uma vez que não há controle. Além disso, os nossos parlamentares, deputados federais e senadores eleitos pelo povo, e constitucionalmente legisladores, são os que aprovam o orçamento da União. Nunca se vê redução de gastos. Deputado julgado, condenado e preso continua recebendo seu gordo salário mesmo estando afastado de suas obrigações. O número de assessores parlamentares ou cargos de confiança ninguém sabe quantos são, e, pior, ninguém sabe o que fazem, nem para que servem.
O custo do Parlamento brasileiro é estimado em R$ 6,5 bilhões por ano, quatro vezes mais caro que o da França e quase oito vezes mais caro que o da Argentina, para efeitos de comparação. Há mordomias sem fim: auxílio-paletó, auxílios para Correio (em plena era da internet), gasolina, garçons, engraxates, segurança, viagens em aviões da FAB, plano de saúde sem limites, a lista é extensa. Mas isso é apenas a ponta do iceberg. Devemos somar a essa fábula o custo do Legislativo e do Executivo de 26 estados e Distrito Federal, de 5.570 municípios, do Judiciário, das autarquias e empresas estatais. Existem 146 empresas estatais federais ativas, cujos diretores e gerentes são indicados pelos seus padrinhos políticos. Quantas mais existem nos estados e municípios? O desperdício com o dinheiro público é infindável e crescente.
O Brasil, entre 30 países pesquisados, é o que, todos os anos, mostra o pior resultado em relação aos benefícios para a população por imposto arrecadado. Não é apenas uma questão financeira, mas, sobretudo, humanitária. O dinheiro não vai para quem precisa, principalmente para os mais de 50 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Mas prepare-se: o rombo das contas públicas federais está estimado em torno de R$ 150 bilhões em 2018. Nossos representantes certamente irão sugerir mais aumento de impostos, apesar de aprovarem isenções e anistias aos poderosos entes econômicos: grandes empresários, países "amigos" devedores, sistema financeiro e outros. Nós, população, podemos mudar isso com o voto. Vamos limpar o Congresso de uma só vez, não reelegendo quem está lá. Será que teremos maturidade e coragem na hora do voto?
Economista
 
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