Porto Alegre, domingo, 15 de março de 2020.
Dia Mundial do Consumidor. Dia da Escola.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

mercado financeiro

31/05/2018 - 19h23min. Alterada em 31/05 às 19h23min

Bolsas de Nova Iorque fecham em baixa com mau humor por tarifas dos EUA a parceiros

As bolsas de Nova Iorque fecharam no território negativo nesta quinta-feira, 31, com os principais índices penalizados pela decisão dos Estados Unidos de levar adiante as tarifas sobre a importação de aço e alumínio de México, Canadá e União Europeia e, ainda, pelas retaliações anunciadas pelos aliados de Washington.
As bolsas de Nova Iorque fecharam no território negativo nesta quinta-feira, 31, com os principais índices penalizados pela decisão dos Estados Unidos de levar adiante as tarifas sobre a importação de aço e alumínio de México, Canadá e União Europeia e, ainda, pelas retaliações anunciadas pelos aliados de Washington.
O Dow Jones perdeu 1,02%, aos 24.415,84 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,69%, para os 2.705,27 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,27%, aos 7.442,12 pontos.
Quase simultaneamente à abertura dos mercados nova-iorquinos, o secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, revelou que o país deixará expirar a suspensão concedida aos vizinhos a norte e a sul e à União Europeia das tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre a de alumínio. Assim, os principais índices acionários desta praça principiaram o pregão já no vermelho, com baixas que se aprofundaram à medida que cada um dos parceiros comerciais tarifados anunciava a forma como retaliaria, por sua vez, os produtos americanos.
O México prometeu impor tarifas equivalentes a diversos bens vindos dos EUA, como aços planos, lâmpadas, pernas e paletas de porco, embutidos e preparações alimentícias, maçãs, uvas, mirtilo e diversos queijos. Autoridades da UE disseram não ter outra opção a não ser retaliar Washington com tarifas adicionais às já existentes. E o Canadá garantiu que, a partir de 1º de julho, aplicará tarifas sobre 16,6 bilhões de dólares canadenses em produtos americanos.
Em face a essa postura multilateral de 'olho por olho, dente por dente' no comércio global, as perdas foram generalizadas em Wall Street. Entre as ações que compõem o Dow Jones, apenas a da Verizon ficou no azul, com alta marginal de 0,06%. Os papéis da Boeing, que tem importantes contratos com alguns dos países punidos pelos EUA, escorregaram 1,68%, enquanto os da Caterpillar, que precisa dos materiais tarifados para fabricar maquinário pesado, despencaram 2,28%.
As ações de techs, no entanto, se mostraram resilientes à deterioração no campo comercial, como mostram os ganhos de Facebook (+2,19%), Alphabet (+2,09%) e Twitter (+0,99%), o que explica a queda menos intensa do Nasdaq em relação aos seus pares.
O clima de bangue-bangue no comércio global ofuscou a agenda de indicadores desta quinta-feira. O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), tido como a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), teve avanço de 2,0% em abril nos EUA ante igual mês do ano passado, informou o Departamento do Comércio. O mesmo braço do governo americano revelou que os gastos com consumo pessoal subiram 0,6% em abril ante março no país, segundo dados com ajustes sazonais.
Já os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram de 234 mil para 221 mil na semana encerrada no dia 26, de acordo com o Departamento do Trabalho. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam 225 mil.
Investidores voltam suas atenções agora para a divulgação amanhã do relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll.