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Porto Alegre, terça-feira, 05 de junho de 2018.
Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 30/05/2018. Alterada em 29/05 às 20h23min

Privatização da Petrobras já!

Luiz Carlos Bohn
O que vem acontecendo no Brasil nos últimos dias exige reflexão sobre nossas demandas e objetivos. Uma coisa é nossa indignação com a alta carga tributária. Outra, é achar que o governo tem que controlar o preço do combustível, mesmo aumentando seus gastos para subsidiar o valor. O apoio popular à segunda ideia decorre da ilusão à qual fomos induzidos. Historicamente, o governo se apropriou de setores produtivos, espalhando estatais monopolistas, criando a ilusão de que o domínio dos preços de alguns bens e serviços está em suas mãos.
Com uma estatal controlando a produção de combustíveis, a tendência do governo foi manter preços artificialmente baixos quando os custos aumentam para agradar a população. Os prejuízos são invisíveis para nós, pois são custeados por aumento de dívida pública, deixada para nossos filhos pagarem. Conceitualmente, repudiamos esse comportamento dos governos, mas, na prática, estamos viciados nele. Achamos um absurdo o preço da gasolina aumentar porque estamos acostumados com a ilusão de que é o governo que controla.
Devido a essa miopia induzida, a solução do impasse foi um acordo que envolveu subsídios com dinheiro público, reservas de mercado e tabelamento de preços, uma política dos anos 1980, desastrosa. Devemos fatiar e privatizar a Petrobras para reduzir a participação estatal e aumentar a competição. A concorrência contribuirá para reduzir preços de combustíveis e sua variabilidade, pois aumenta o poder dos usuários, que poderão forçar suas demandas - quando viáveis - por meio da escolha de seu fornecedor, ao invés de necessitarem de uma greve. Devemos nos indignar com a carga tributária, que tira o dinheiro dos nossos bolsos para o setor público. Ela não foi inventada, foi sendo construída para financiar o gasto público. Mesmo arrecadando R$ 2 trilhões em impostos, o setor público no Brasil é deficitário. Se queremos menos tributos, dediquemos a energia de repúdio dos últimos dias às iniciativas governamentais que geram aumento de gastos, principalmente se for para subsidiar grupos ou setores específicos.
Presidente da Fecomércio-RS
 
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 04/06/2018 21h53min
Infelizmente o empresariado brasileiro não tem nenhuma visão de Brasil. A Petrobras de Pedro Parente, que foi o homem que colocou o pais no pior racionamento de energia da história do Brasil , vende a matéria prima o óleo nacional e importa o óleo mais fino para refinar. É o processo de colonização, vende a matéria prima e compra o produto industrializado. Tudo isso faz parte dos interesses internacionais como diria o brilhante Leonel de Moura Brizola. Quem lucra com isso são os irmãos koch!
Vanderlei Longaray 30/05/2018 15h37min
A Petrobras já provou ser uma empresa ineficiente, incapaz de trazer produtos com preço justo ao consumidor brasileiro, é uma empresa que traz prejuizo apesar da sua alta arrecadação, sem concorrentes no mercado e margens astronômicas, que vem atrasando o país desde a sua fundação em 1954. nSua administração sempre foi gerida por incompetentes que além de não conseguirem trazer um preço justo ao seu cliente não é capaz de perceber roubos bilionários de seu caixa. Resumindo então, a Petrobras é uma empresa que deve ser extinta ou o melhor privatizada.
zilton gomes da silva 30/05/2018 10h08min
O monopólio do Petróleo foi extinto no Brasil em 1997. Desde esta época nenhuma empresa privada, nacional ou estrangeira se interessou em investir no refino, ou transporte ou distribuição de combustíveis no Brasil. O que elas fazem é importar quando o preço interno está mais alto que o externo. A Petrobras mesmo enfraquecida é um importante fator de desenvolvimento da indústria brasileira.