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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de junho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 05/06/2018. Alterada em 04/06 às 21h05min

Helena no combate: 'Um dia sem carne'

Regina Becker Fortunati
Ao publicar o Projeto de Lei (PL) "Um dia sem carne" na alimentação dos alunos da rede pública de educação, recebi manifestações, a favor e contra. Pessoas que se declaram contra o projeto, denunciam o descaso com que vem sendo tratada a alimentação nas escolas públicas do RS. Legítimo! O projeto não é para "tirar" a carne do prato das nossas crianças; isso seria uma insensatez.
O que ele prevê é a substituição da carne por outros tipos de alimentos com o mesmo valor nutricional e possibilitar a conscientização sobre questões que estão contidas no consumo de alimentos derivados do cruel abate de animais. Isto também é educar e vem ocorrendo em muitos países. Ou as "boas práticas na cadeia produtiva" suprimem a dor, o estresse, o sofrimento dos animais que morrem para a alimentação humana? Ah, sim, alguns afastam esta dura realidade das crianças, pois, sensíveis que são, compreendem o mundo a partir das emoções e do afeto.
Surpreende que o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS, Rodrigo Lorenzoni, ataque o PL Um dia sem carne e faça um recorte superficial.
Em época eleitoral, os palcos se descortinam com argumentos retrógrados, oportunistas, e a ética profissional cede aos anseios do poder.
Sou professora e conheço a dinâmica educacional e o empenho dos educadores em fornecer alimentos às crianças com os parcos repasses financeiros do governo. Se a alimentação fornecida não está sendo efetiva, há o descumprimento da Lei nº 11.947/2009: o Estado deve prover a "alimentação saudável e adequada, (...) uso de alimentos variados, seguros (...), hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento dos alunos (...)".
Protocolei na Comissão de Educação requerimento para audiência pública, na qual serão discutidas e encaminhadas as conclusões para o cumprimento da lei, oportunidade em que o ex-presidente poderá contribuir. Ao contrário de decisões monocráticas, no Parlamento não há canetaço. Há a democracia oriunda do voto popular, representantes que somos da sociedade. Meu dever é o de lutar pelo que acredito. Nesse debate, não há cavalo, nem emboscada. Mas haverá uma história.
Deputada estadual (PTB)
 
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