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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de maio de 2018.
Dia da Saúde.

Jornal do Comércio

Opinião

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28/05/2018 - 22h46min. Alterada em 28/05 às 21h18min

'Tenha os filhos que puder criar'

Getúlio Dorneles Fernandes da Silva
Interessante a campanha lançada pela prefeitura de Quaraí, visando a um planejamento familiar, pelo impacto que deverá causar às pessoas envolvidas e repercussão no País inteiro. É sabido que famílias numerosas, atualmente, são originárias de segmento da sociedade que não tem como oferecer um lar estável, alimentação, educação e saúde adequadas. Outro fator negativo são irmãos de diferentes pais, principalmente, nas grandes cidades. Assim, esses jovens não têm referência paterna. Como as mães não tiveram compromisso com os pais de seus filhos, ou não sabem quem são, não recebem ajuda na criação deles. Para sustento da prole, têm que trabalhar fora. Em muitíssimos casos, filhos pequenos ficam sozinhos em casa, enquanto a mãe vai à luta.
Os maiores ficam encarregados dos menores, a prepararem o alimento singelo que dispõem. Funcionária de condomínio foi ameaçada de perder os filhos, pelo Conselho Tutelar, por deixar os pequenos com a irmã de 13 anos, durante as férias escolares, tão somente no turno em que ela trabalhava. Nesse caso, o marido, que também trabalhava, ganhava somente um salário-mínimo e não tinha como trocar o turno de trabalho. A infância e juventude de hoje não são mais do tempo de brincadeiras infantis. Estão mais voltados para os prazeres da vida, mais na rua do que em casa, inclusive à noite.
O resultado tem sido o envolvimento com a delinquência, o abandono da escola, excluindo a possibilidade de um trabalho formal. Para começar a resolver o problema "pela raiz", os serviços de saúde devem orientar as mães como evitar gravidez indesejada. Sabe-se que pílulas anticoncepcionais e preservativos distribuídos, gratuitamente, nos serviços de saúde, em maioria não são usados. Então, sobra só a ligadura de trompas ou vasectomia, para diminuir a gravidez não planejada. Não havendo aceitação, outra medida seria responsabilizar os pais imputando-lhes algum tipo de pena ou obrigação. Deixando como está, jamais ocorrerá a solução para esse problema que se agrava a cada ano. Se preciso for, mudem-se as leis que regem o assunto.
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