Antes que o ano seja finalizado, o Porto do Rio Grande espera que importantes leilões sejam feitos. Dois desses certames envolverão a dragagem permanente do canal de acesso ao complexo rio-grandino e das hidrovias gaúchas e outra disputa será para a implantação de um novo terminal de gás e produtos químicos.
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Sobre a dragagem, o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, detalha que o estudo da proposta já se encontra na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para, posteriormente, ser aberta a consulta pública quanto à iniciativa. Ele lembra que, além do canal de acesso ao porto rio-grandino, a concessão da dragagem abrangerá as hidrovias gaúchas e a Lagoa Mirim. "Será um processo para garantirmos a manutenção continuada de toda a navegação no nosso Estado tanto para quem faz a navegação interior, quanto para o canal de Rio Grande", reforça o dirigente.
Já quanto à licitação do terminal de gás e produtos químicos, o gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima, salienta que o empreendimento atenderia a demandas futuras no Estado. Ele recorda que há o projeto de uma termelétrica que será alimentada com gás natural, cujo grupo espanhol Cobra tem interesse de levar adiante em Rio Grande. Porém, o dirigente enfatiza que o projeto do terminal de gás não obrigatoriamente precisa ser condicionado à operação da usina.
Sobre a operação da estrutura de químicos, Estima comenta que os investimentos da refinaria Riograndense (ex-Ipiranga), que pretende se transformar em uma biorrefinaria, também deverão favorecer a implantação de um terminal para apoiar esse setor.