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Publicada em 02 de Fevereiro de 2026 às 17:25

Autorizações da ANP para produção de gás liquefeito de origem renovável aceleram integração logística no RS

Complexo instalado em Rio Grande está se tornando biorrefinaria, com o uso de matérias-primas renováveis

Complexo instalado em Rio Grande está se tornando biorrefinaria, com o uso de matérias-primas renováveis

João Paulo Ceglinski/Divulgação/JC
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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu, na semana passada, as primeiras autorizações no País para o processamento de matéria-prima 100% renovável em unidade de refino e para a comercialização de gás liquefeito de origem renovável (Bio‑GL). A medida oficializa o início da operação da primeira biorrefinaria do Brasil, que será instalada no município de Rio Grande, marcando um avanço no uso de combustíveis de origem vegetal e no alinhamento da matriz energética brasileira às metas de transição ecológica. As informações Com investimento estimado em US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 6 bilhões), o projeto de conversão da Refinaria Riograndense prevê a substituição da atual estrutura de refino de petróleo por uma planta de processamento de insumos renováveis. O empreendimento tem como base tecnológica a cooperação entre a refinaria e a Petrobras, cujos testes de coprocessamento foram validados pela ANP em escala industrial.Nesse contexto, a Portos RS destaca sua participação no apoio logístico ao projeto, em especial quanto à infraestrutura do Porto de Rio Grande, que será um dos pontos estratégicos para o escoamento de produtos e recebimento de insumos. “A Portos RS tem atuado como parceira no desenvolvimento logístico do projeto, especialmente no planejamento das operações de importação de insumos e exportação de derivados renováveis por meio do Porto de Rio Grande, que será uma das bases estruturantes dessa nova cadeia produtiva”, afirmou o gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima.Estima também reforçou a disposição da companhia em contribuir com outras iniciativas produtivas e sustentáveis no Estado. “Parabenizamos a direção da refinaria pelo avanço do projeto e reforçamos que a Portos RS segue como parceira das iniciativas que utilizam a logística do Estado para impulsionar o desenvolvimento produtivo.”As autorizações concedidas pela ANP incluem mudanças na permissão vigente da refinaria, viabilizando o uso de óleo vegetal como matéria-prima principal, além da validação técnica do Bio‑GL como produto equivalente ao GLP tradicional. Estudos laboratoriais e testes práticos confirmaram que o novo combustível pode ser utilizado com segurança e eficiência em equipamentos residenciais sem necessidade de adaptação, além de oferecer potencial de redução de até 70% nas emissões de gás carbônico (CO₂).A expectativa é que a iniciativa impulsione uma nova frente produtiva no setor energético nacional, com impactos positivos para a economia gaúcha e ganhos em segurança energética e sustentabilidade ambiental.

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