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Publicada em 10 de Setembro de 2024 às 20:11

Financiamento, ranking e programa de saúde marcam gestão de Bulhões na Ufrgs

Mais de 200 mil diplomas foram entregues na gestão de Bulhões

Mais de 200 mil diplomas foram entregues na gestão de Bulhões

THAYNÁ WEISSBACH/JC
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Fabrine Bartz
Fabrine Bartz Repórter
Com o fim da gestão 2020/24 no dia 20 de setembro, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) vivencia uma transação antecipada com os diálogos entre o atual reitor Carlos André Bulhões e a professora Márcia Cristina Bernardes Barbosa, eleita para assumir o cargo. Embora ainda seja necessária a nomeação pela presidência da República, o futuro da universidade já começa a ser trilhado. Durante a gestão de Bulhões, mais de 200 mil diplomas foram entregues.A média nas gestões dos últimos 60 anos era de 20 mil. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (10) na reitoria da universidade. Segundo Bulhões, duas bandeiras foram levantadas neste período: o financiamento e o diálogo com a sociedade. “Não foi fácil. Tivemos uma pandemia, uma enchente, o pior orçamento da história e adversidades dentro e fora da universidade, mas os resultados são os melhores."
Com o fim da gestão 2020/24 no dia 20 de setembro, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) vivencia uma transação antecipada com os diálogos entre o atual reitor Carlos André Bulhões e a professora Márcia Cristina Bernardes Barbosa, eleita para assumir o cargo. Embora ainda seja necessária a nomeação pela presidência da República, o futuro da universidade já começa a ser trilhado. Durante a gestão de Bulhões, mais de 200 mil diplomas foram entregues.

A média nas gestões dos últimos 60 anos era de 20 mil. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (10) na reitoria da universidade. Segundo Bulhões, duas bandeiras foram levantadas neste período: o financiamento e o diálogo com a sociedade. “Não foi fácil. Tivemos uma pandemia, uma enchente, o pior orçamento da história e adversidades dentro e fora da universidade, mas os resultados são os melhores."
Durante o período pandêmico, 6 milhões de vacinas foram armazenadas na universidade, que também atuou em diferentes frentes mediante as cheias, entre elas os estudos do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH). Bulhões, até então professor do IPH, assumiu a reitoria da Ufrgs no dia 21 de setembro de 2020, sendo o menos votado pela comunidade acadêmica entre as três chapas que concorreram em consulta pública e votação interna no Conselho Universitário.

Antes da nomeação e ao longo dos últimos quatro anos, uma série de críticas foram recebidas pela gestão. “Eu não enxergava o que era visto nas redes sociais, minha forma de trabalho era baixar a cabeça e trabalhar. Levei 100 processos, mas eles não se sustentavam”.
Em números, a universidade conta com cinco campi, 540 prédios, 28 unidades acadêmicas, 1,2 mil laboratórios, além de outras estruturas. Já no ensino, são 101 cursos de graduação, com 25 mil alunos formados, 73 doutorados e 82 mestrados, além de 176 mil alunos graduados no programa Mais Saúde Com Agente - um dos focos da gestão.
Os financiamentos, a posição do ranking e o próprio programa Mais Saúde Com Agente estão entre as marcas da gestão. “Coloco os resultados em três atributos: gestão, governança e conformidade”, ressalta Bulhões. O valor patrimonial saiu de R$ 158,02 milhões, no começo da gestão, para R$ 2,7 bilhões, em 2023.

Recursos foram destinados para inauguração da primeira usina solar, localizada no Campus Litoral Norte, em Tramandaí, novo prédio do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS), revitalização da antiga faculdade de medicina e o novo Restaurante Universitário (RU), no Centro Histórico, entre outras ações. Segundo Bulhões, mais de R$ 900 milhões são frutos da captação de recursos em diferentes frentes, entre elas a Petrobras e o Itaú, e devem ficar para a próxima gestão.

Nos últimos quatro anos, a Ufrgs se consolidou como a principal universidade federal brasileira nos rankings de universidades nacionais e internacionais. Foram mais de 70 levantamentos. Neste ano, em abril, houve uma conquista histórica no Índice Geral de Cursos Avaliados (IGC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), relativos ao ano de 2022. Com pontuação de 4,431, a instituição foi a primeira melhor federal e a segunda melhor universidade do país. A UFRGS também é a federal que mais investe em assistência estudantil. Ao todo, foram 5,9 mil estudantes beneficiados por 13 tipos de auxílio.

Entre 2021 e 2023, a UFRGS liderou a formação técnica na área da saúde, por meio do Saúde com Agente. Foram 176 mil formados. O programa capacitou 138 mil agentes comunitários de saúde e 38 mil agentes de combate às endemias. Um projeto semelhante será encaminhado para a próxima gestão.

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