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sial 2018

23/10/2018 - 18h24min. Alterada em 23/10 às 18h54min

Fabricantes franceses buscam distribuidores de produtos no Brasil

Duas marcas de itens de padaria e comidas frescas e biscoitos têm interesse

Duas marcas de itens de padaria e comidas frescas e biscoitos têm interesse


PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC
Patrícia Comunello
A Sial, em Paris, uma das feiras de alimentação mais concorridas no mundo, virou uma espécie de 'procura-se mercado no Brasil'. Muitos fabricantes de produtos que estão na mostra afirmaram à comitiva brasileira que querem entrar ou ampliar mercado no mercado para brigar por consumidores no Brasil, mas encontram dificuldades.
Mas as barreiras está encontrar distribuidor ou varejo que se interesse em ofertar as marcas de alimentos. Outro complicador são exigências de registro que acabam dificultando ou encarecendo a entrada ou ampliação de lista de produtos.
A marca Michel et Augustin, com portfólio de sucos, bebidas com formulações mais inusitadas, biscoitos e mousses é uma das que mostra intenção de voltar ao Brasil. Um dos atrativos da Michel et Augustin, fundada por dois sócios que dão o nome ao negócio, é um mousse de chocolate que não tem ovos e nem manteiga e é feito com gordura de coco. O estande da marca é um dos mais criativos, com embalagens e proposta de produtos que conquistam só no olhar.
Alina Gorskaya, que atua na área de comércio exterior, diz que as linhas de crispies já foram colocadas em gôndolas da rede Carrefour no Brasil, de origem francesa, entre elas a mais pedida que a base do queijo Beaufort, com origem nos alpes. Mas isso ocorreu apenas em 2005 e 2006, quando o fluxo parou. Razões ligadas a entraves ou demora na certificação dos produtos pelo distribuidor acabaram interrompendo a venda.
“Temos interesse em voltar a fornecer ao Brasil. Mandávamos dois contêineres a cada dois meses ao Brasil”, recorda Alina. Um dos detalhes da Michel et Augustin é que a empresa não produz nada, tudo é terceirizado. “Fazemos s receitas, cuidamos da marca, da comunicação”, diz Alina. Os consumidores ou fãs da marca são convidados a sugerir receitas. A empresa não atua com conceito de orgânicos.
Outra empresa que está de olho no mercado brasileiro é a Neuhauser, que faz pães feitos com fermentação natural. Os pães e demais itens são pré-assados com 80% do processo e congelados. O consumidor só coloca no forno por 20 minutos para terminar de assar e depois comer.
São croissants, pães, pastel de nata - pastel de belém como é conhecido no Brasil -, brioches e diversidade de folheados em ma lista de 500 produtos, que mudam conforma a receita. A representante comercial da Neuhauser, Sophie Kowalk, diz que a marca quer chegar ao Brasil. A ideia é entrar por meio de uma rede de supermercados.
Hoje dois dos maiores grupos do setor no País têm acionistas franceses, o Carrefour e Pão de Açúcar, com fatia do Casino. A marca tem sete fábricas, sendo seis na França e uma em Portugal. O foco seria entrar por São Paulo e Rio de Janeiro. O grupo atura 500 milhões de euros ao ano e soma 2 mil empregados.
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