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Entidades

Notícia da edição impressa de 16/07/2018. Alterada em 26/07 às 16h46min

Federasul foca na interiorização e no posicionamento político

Entre as inovações da atual gestão, o Tá na Mesa, projeto mais longevo, teve o leque de temas ampliado, permitindo participação mais plural

Entre as inovações da atual gestão, o Tá na Mesa, projeto mais longevo, teve o leque de temas ampliado, permitindo participação mais plural


ITAMAR AGUIAR/DIVULGAÇÃO/JC
Os últimos 12 meses têm sido de revoluções decisivas em uma das mais antigas e tradicionais entidades da classe empresarial. Em 2017, a Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) começou um processo de profunda mudança com o objetivo de aumentar a representação das classes produtivas e de tornar presente a força empresarial do Interior. O instrumento dessa transformação foi a inédita eleição direta (as anteriores eram realizadas pelo voto do conselho) em 88 anos, que levou à presidência a primeira mulher a ocupar o posto mais alto da entidade.
"Tínhamos duas metas principais. A primeira era tornar a entidade mais democrática, para que as filiadas pudessem eleger seus representantes e ter voz verdadeiramente ativa. A segunda era voltar os olhos da Federasul para o Interior, que estava relegado a um segundo plano. Chegamos na metade de 2018 com esses objetivos cumpridos", ressalta a presidente da entidade, Simone Leite, empresária de Canoas e que vem liderando o processo de renovação.
Para concretizar a participação das associações de fora da Capital nos rumos da entidade, Simone vem encarando, desde a sua posse, um longo roteiro de interiorizações. O objetivo dos encontros é congregar as lideranças de cada cidade, para que se sintam indispensáveis na rotina da federação. "A Federasul é nossa, de todos nós, empresários e lideranças da classe. Ao chegar nas cidades e ouvir as demandas locais, abrimos caminho para a participação de todos", comenta Simone. Os resultados já podem ser vistos. As reuniões de diretoria, por exemplo, que tinham a participação média de 15 pessoas, agora contam com mais de 70 presentes, em média. A capilaridade também aumentou, com 168 entidades ativas em todo o Estado.
Outra bandeira levada a cabo com ousadia pela atual gestão foi a mudança no estatuto, que permite a manifestação e o engajamento político da entidade. Antes vetado, agora o posicionamento político é incentivado entre todos os que fazem parte da Federasul. De acordo com a presidente, a situação econômica e social do País só vai melhorar quando os representantes da classe empreendedora, que geram riqueza e emprego, ocuparem os espaços na esfera política. "Não precisa ser necessariamente política partidária. Mas temos que ter lado, posição política. Temos que manifestar nossas opiniões, temos que fazer parte da solução que queremos para o País", completa.
Essa posição marcada já rendeu à entidade algumas polêmicas. Uma delas foi um debate entre os pré-candidatos ao governo do Estado em que políticos identificados com uma posição de esquerda mais radical não foram convidados a participar. "Não concordamos com posições de extrema-esquerda. Não é essa a nossa visão, e esse não é o caminho para os nossos projetos. Então apostamos a coerência e não convidamos esses pré-candidatos", explica Simone.
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