Porto Alegre, sábado, 14 de março de 2020.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

comércio exterior

26/07/2018 - 16h45min. Alterada em 26/07 às 16h44min

Aproximação entre EUA e Europa não prejudica acordo com Mercosul, diz governo

Folhapress
 O governo avalia que o início de negociações de acordo tarifário entre os Estados Unidos e a União Europeia não tem impacto nas conversas para acordo entre o Mercosul e o bloco europeu. Para o presidente Michel Temer, "não é improvável" que o processo seja concluído em reunião agendada para setembro.
 O governo avalia que o início de negociações de acordo tarifário entre os Estados Unidos e a União Europeia não tem impacto nas conversas para acordo entre o Mercosul e o bloco europeu. Para o presidente Michel Temer, "não é improvável" que o processo seja concluído em reunião agendada para setembro.
"Em nada [afeta]o fato de os Estados Unidos fazerem uma aliança com a União Europeia", disse Temer, em entrevista após reunião bilateral com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, nesta quinta (26). Mais cedo, em discurso, ele disse que "nunca estivemos tão perto de conseguir um acordo".
Na quarta (25), o governo Donaldo Trump anunciou uma trégua na guerra fiscal com a União Europeia, com o início de conversas rumo a um ambiente comercial com "zero tarifa". Para especialistas, a aproximação poderia reduzir o ritmo nas negociações com o Mercosul, que se estendem há quase 20 anos.
Nos últimos meses, União Europeia e Mercosul conseguiram limitar a cerca de 30 o número de itens que ainda são considerados sensíveis para algum dos envolvidos nas conversas.
Entre eles, por exemplo, está o vinho brasileiro, que não tem condições de competir nem com a produção europeia nem a de Argentina e Uruguai. Uma soluçãoem estudo, por exemplo, passapor mudanças tributárias que tornem mais competitivos os produtores nacionais.
Osetorautomotivo-também considerado altamente sensível-teve grandes avanços nas últimas reuniões, disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, que acompanha a comitiva de Temer na décima cúpula do Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Em agosto, técnicos dos dois blocos se encontram para tentar resolver os últimos impasses e em setembro o comissariado europeu vai ao Uruguai para uma nova reunião de alto nível.
"As conversações continuam e não é improvável que em setembro se consiga fechar este acordo", disse Temer.
Lima argumenta que a União Europeia tem estrutura suficiente para manter o ritmo nas duas mesas de negociações. "A minha visão e penso que é a visão de governo, é que uma coisa não se sobrepõe à outra", afirmou.
Para ele, a proposta de abertura do comércio entre Europa e Estados Unidos é positiva também para exportadores brasileiros. "Quanto maior o fluxo comercial melhor para os países que estão inseridos nas exportações", comentou.
"Qualquer notícia que vá no sentido do acordo de um comércio internacional baseado em regras claras e que tenha a solução dos seus problemas nos órgãos competentes é uma boa notícia. Acordos comerciais são o que nós buscamos", reforçou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que também acompanha Temer na África do Sul.