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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de maio de 2018.
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Opinião

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Notícia da edição impressa de 22/05/2018. Alterada em 21/05 às 21h19min

Quem tem medo de ouvir a população?

Alceu Moreira
Na política, a coragem é a mãe de todas as virtudes, pois sem ela nenhuma outra subsiste. Não adianta ter ideias, diálogo, visão e articulação se não tiver coragem. O governo de José Ivo Sartori, desde seu primeiro dia, teve a bravura necessária para propor as maiores mudanças administrativas da história do Estado, mesmo que, para isso, tenha contrariado interesses pessoais e de grupos de pressão. Nesse contexto, ainda em 2016, foi apresentado o Plano de Modernização do Estado, que incluía a retirada da exigência do plebiscito para privatizar ou federalizar a CEEE, a Sulgás e a CRM - estruturas estatais deficitárias ou sem capacidade de expansão. Como não alcançou maioria parlamentar para isso, o governo solicitou então que o plebiscito fosse realizado. Mas, por manobras regimentais do PT, que presidia a Assembleia, o pedido foi arquivado.
Agora, novamente, o governador Sartori pede para que a população seja consultada num plebiscito junto com a eleição de outubro. Não tem custo e é mais rápido. O futuro do Estado está em jogo.
E, afinal, quem pode ser contra ouvir o povo? Mas a oposição, como era de se esperar, é contra a democracia direta de que tanto fala. Descantou o verso. Estranha, porém, que alguns políticos que até então apoiaram as medidas estejam agora se alinhando ao PT, PSOL e PCdoB nesse assunto. É o caso de Eduardo Leite, que escreveu neste espaço rejeitando o plebiscito durante a eleição em nome do velho artifício de que "é preciso debater mais".
Não se pode titubear num momento tão grave e decisivo quanto este para o nosso Estado. Leite preside o PSDB, partido que comandou a área de Minas e Energia e a própria CEEE durante o governo Sartori - e o fez com competência. O tema já está mais do que maduro. Quem tem responsabilidade sabe qual é o melhor caminho para o Rio Grande - sem mais esperar. Ser contra o plebiscito agora é atrasar o desenvolvimento do Estado e ceder às pressões do sindicalismo, dos interesses pessoais e da velha política. A mudança se faz com atitude e sem medo. Vamos ouvir a população. Plebiscito já!
Presidente do MDB-RS e deputado federal
 
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 23/05/2018 21h43min
O Grupo CEEE teve lucro líquido de 397 milhões o ano passado. Empresas como a GM só vieram para o Rio Grande do Sul, por que a CEEE construiu uma linha de transmissão e uma subestação como infraestrutura para a sua instalação. Estados como Santa Catarina e Paraná que não tiveram um Antonio Britto entreguista estão muito melhores que o RS. Não permitiram a venda de suas estatais do setor energético. O Grupo CEEE é composto por empresas que são sociedades de economia mista que tem receita própria.
Erson Ramos 23/05/2018 15h33min
Só é contra a venda das estatais deficitárias do Rio Grande do Sul quem tem a ganhar financeira e politicamente com o caos que o estado adentra a cada dia. Manter estatais obesas, ineficientes e deficitárias apenas serve a interesses inconfessáveis e que vão contra as demandas da população gaúcha. A falta de perspectiva do nosso estado afasta os investimentos e a parte produtiva da sociedade... eu já fui embora na "carona" de outros milhares que estão indo também.
Rodrigo Castilhos 22/05/2018 14h05min
Qual politico que depende de votos de funcionarios publicos daria, em sã consciencia, apoio à um projeto que viria a REDUZIR o numero de seus apoiadores ?
Eduardo Mansan 22/05/2018 14h02min
O deputado Alceu Moreira mais uma vez foi perfeito em sua explanação, exatamente isso, parabéns!
Alexandre 22/05/2018 13h36min
sou a favor do plebescito. So saiu agora porque ptralhas fizeram a politica de "quanto pior melhor" se me entendem.
Alex martins 22/05/2018 09h49min
Caro deputado e presidente do agora MDB. Todos sabemos que o governo perdeu os prazos. Nunca quis fazer um plebiscito, pois entrou com as PECs. Nada foi debatido sobre essas empresas. As únicas informações que temos são as que o governo quer que o povo saiba. Não tem o contraponto. Com isso o plebiscito nesse momento só serve pra Sartori, pois é a única base de campanha que ele tem. Plebiscito agora é só para favorecer a reeleição do sartori e não visando um debate justo com a sociedade.
Ianny 22/05/2018 08h32min
O autor do artigo ficou senil. Até meu cachorro é mais lúcido!