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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de junho de 2017. Atualizado às 23h49.

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música

Notícia da edição impressa de 23/06/2017. Alterada em 22/06 às 17h13min

Nas asas da gaivota: Maria Gadú se apresenta em Porto Alegre

Maria Gadú se apresenta nesta sexta-feira no Opinião

Maria Gadú se apresenta nesta sexta-feira no Opinião


LUIZ TRIPOLI/DIVULGAÇÃO/JC
Luiza Fritzen
Para encerrar um ciclo e marcar um período de liberdade, Maria Gadú lançou, em 2015, o álbum Guelã. As 10 faixas do disco mais antigos da cantora em compõem o setlist do show que acontece nesta sexta-feira, a partir das 20h, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Os ingressos custam entre R$ 40,00 e R$ 110,00, à venda no local ou nas lojas Youcom de Porto Alegre e Novo Hamburgo.
Guelã é o terceiro álbum de Gadú e marca o retorno da artista após um hiato de quatro anos sem lançar novas músicas. O nome do disco é simbólico: em meio a leituras, a artista encontrou o termo em um dicionário indígena e se identificou com o significado da palavra (gaivota). Em busca de alçar novos voos, o projeto marca o fim de uma etapa e explicita as mudanças e conhecimentos adquiridos pela artista em seus 30 anos.
Considerado seu trabalho mais pessoal, ousado e intimista, Gadú conta que o processo de composição e gravação do CD também foi diferente dos outros. A pré-produção ocorreu na casa da cantora, em um longo período de redescoberta e reeducação de sua própria musicalidade. "Foi intenso e bonito. Já no estúdio, a busca por timbres e silêncio fez, de fato, eu entender mais sobre o momento artístico que eu estava atravessando."
O período de gravação se mostrou um desafio para a cantora, que passava por um momento difícil e doloroso de "silêncio cármico" devido a problemas vocais. Mas isso não altera a voz marcante e as melodias doces e poéticas das letras que misturam as alegrias e inseguranças atravessadas por Gadú. A fase introspectiva resulta em maturidade nas faixas, que unem pop, MPB e instrumental, como quem se encontra e reafirma sua identidade musical.
Sobre as mutações vivenciadas, Gadú comenta a importância de aprender a lidar melhor com o tempo e com a ansiedade. "Me tornei uma pessoa mais simples e ao mesmo tempo acendeu uma sede de conhecimento gigante. Preciso ler mais, escutar mais, falar mais línguas, executar melhor o instrumento que me adorna. Isso vai refletir na forma artística que eu posso me colocar no futuro."
O show da turnê também tem suas especificidades. Com o cenário escuro e com pouquíssimas luzes, o ambiente foi escolhido pela artista para que lembrasse de seus momentos sozinha. A ideia é se concentrar na energia que rola no local e recriar um universo introspectivo. No palco, Gadú será acompanhada apenas pelo violoncelista Federico Puppi, do baixista Lancaster Pinto e do baterista Felipe Roseno. A turnê já percorreu o Brasil e passou pelos Estados Unidos.
No fim de 2016, o show deu origem ao CD e DVD Guelã ao vivo, que registra o show realizado em São Paulo com 18 faixas, mais um documentário sobre o processo criativo intitulado A terceira asa e um videoclipe da canção Trovoa, no qual Gadú contracena com a mulher, Lua Leça - que também participou da direção e do processo criativo de Guelã.
O documentário conta a história do álbum e do show através de registros informais do cotidiano feitos por Lua enquanto a casa da cantora era um parque de diversões entre invenções e a descoberta de novos sons, e o medo e a angústia com as novas descobertas.
Recentemente, Maria Gadú e outros artistas como Milton Nascimento, Criolo e Mano Brown, estiveram no ato São Paulo pelas Diretas Já. Para a cantora paulista, o momento está sendo "importante, doloroso e menos poético do que parece". Ela ainda completa: "Confesso que ver o Caetano mais uma vez, entoando Podres poderes pelo mesmo assunto, quase 33 anos, depois deprime muito. Gostaria de não precisar ter que pedir o básico. Já que há a infeliz necessidade, vamos ao ato como cidadãos que usam a arte para expressar indignação".
Sobre projetos futuros, Maria Gadú afirma já estar trabalhando em um novo álbum para 2018. Até lá, a cantora vai voando ao som de Guelã enquanto escolhe qual será seu próximo bicho.
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