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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 16h39.

Jornal do Comércio

Panorama

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CINEMA

Notícia da edição impressa de 03/05/2017. Alterada em 03/05 às 16h41min

Festival Internacional de Documentários chega a Porto Alegre

Quem é Primavera das Neves abre sessões do festival É Tudo Verdade

Quem é Primavera das Neves abre sessões do festival É Tudo Verdade


CASA DE CINEMA/DIVULGAÇÃO/JC
Em 2017, a Capital está de volta ao circuito do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, sendo a primeira cidade a receber as sessões itinerantes do evento, a partir de hoje. Até domingo, a Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1.085) apresentará os destaques da 22ª edição do evento, em 13 exibições, incluindo os vencedores das competições de longas e médias brasileiros, internacionais e latino-americanos, com entrada franca.
A mostra será aberta pela pré-estreia gaúcha de Quem é Primavera das Neves, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado. Em março de 2010, Furtado publicou em seu blog um post indagando quem poderia ter notícias sobre a tradutora Primavera das Neves, cujo nome o fascinava. A busca o leva ao encontro com a personagem, sendo guiado por amigas de infância dela, Eulalie Ligneul e a artista plástica Anna Bella Geiger. Contando ainda com a participação da atriz Mariana Lima, o longa deve estrear nas salas comerciais em junho. 
“Retornar a Porto Alegre é um privilégio e uma alegria”, afirma Amir Labaki, fundador e diretor do festival. “A volta se torna ainda mais especial tendo por sede a Cinemateca Capitólio Petrobras”, comemora o pesquisador e crítico. 
Na programação, destaca-se ainda a pré-estreia no Rio Grande do Sul de No Intenso Agora, de João Moreira Salles, marcando seu retorno ao cinema 10 anos depois do lançamento do documentário Santiago. Imagens recolhidas por sua mãe numa viagem à China em 1966 dão ao cineasta o fio inicial para este seu novo filme. Colocando em paralelo estas imagens e outras de diversas origens e arquivos, Moreira Salles capta não só aspectos de sua vida familiar como os movimentos que atravessaram alguns dos momentos políticos mais transformadores do século XX.
Da retrospectiva internacional do ano, 100: De volta à URSS, será apresentada a produção russa O Poder de Solovkí (1988), de Marina Goldovskaya. Criado em 1923 e ativo até 1939, Solovkí foi um dos primeiros campos de trabalhos forçados na URSS. No documentário, mais de sessenta anos depois de suas detenções, antigos prisioneiros políticos relembram suas experiências e o cotidiano do campo onde imperava, como diziam os guardas do local, não o poder soviético, mas o “poder soloviético”.
Além do título de Ana Luiza e Furtado, há outro filme da produtora gaúcha Casa de Cinema na seleção itinerante. Cidades fantasmas, de Tyrell Spencer, integrou a Competição Brasileira: Longas ou Médias-Metragens. Com roteiros de Carolina Silvestrin e André Bittencourt, o projeto conta a história de cidades prósperas, que abrigaram populações inteiras e hoje estão abandonadas e consumidas pelo tempo. Catástrofes naturais, motivações econômicas, embates políticos e guerras são algumas das condições que levaram esses lugares ao total despovoamento. Sepultadas pelo tempo e esquecidas pelos mapas, o audiovisual refaz os passos das populações de oito localidades: Ararapira (PR), Cococi (CE), Fordlandia (PA), Minas do Camaquã (RS) e Vila do Ventura (BA), no Brasil; Epecuén, na Argentina; Armero, na Colômbia, e Humerstone, no Chile.

É Tudo Verdade no Capitólio

No intenso agora marca retorno de João Moreira Salles às produções
No intenso agora marca retorno de João Moreira Salles às produções
VIDEOFILMES/VIDEOFILMES/DIVULGAÇÃO/JC
Em 2017, a Capital está de volta ao circuito do É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários, sendo a primeira cidade a receber as sessões itinerantes do evento, a partir de hoje. Até domingo, a Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1.085) apresentará os destaques da 22ª edição do evento, em 13 exibições, incluindo os vencedores das competições de longas e médias brasileiros, internacionais e latino-americanos, com entrada franca.
A mostra será aberta pela pré-estreia gaúcha de Quem é Primavera das Neves, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado. Em março de 2010, Furtado publicou em seu blog um post indagando quem poderia ter notícias sobre a tradutora Primavera das Neves, cujo nome o fascinava. A busca o leva ao encontro com a personagem, sendo guiado por amigas de infância dela, Eulalie Ligneul e a artista plástica Anna Bella Geiger. Contando ainda com a participação da atriz Mariana Lima, o longa deve estrear nas salas comerciais em junho. 
"Retornar a Porto Alegre é um privilégio e uma alegria", afirma Amir Labaki, fundador e diretor do festival. "A volta se torna ainda mais especial tendo por sede a Cinemateca Capitólio Petrobras", comemora o pesquisador e crítico. 
Na programação, destaca-se ainda a pré-estreia no Rio Grande do Sul de No intenso agora, de João Moreira Salles, marcando seu retorno ao cinema 10 anos depois do lançamento do documentário Santiago. Imagens recolhidas por sua mãe numa viagem à China em 1966 dão ao cineasta o fio inicial para este seu novo filme. Colocando em paralelo estas imagens e outras de diversas origens e arquivos, Moreira Salles capta não só aspectos de sua vida familiar como os movimentos que atravessaram alguns dos momentos políticos mais transformadores do século XX.
Da retrospectiva internacional, 100: De volta à URSS, será apresentada a produção russa O poder de Solovkí (1988), de Marina Goldovskaya. Criado em 1923 e ativo até 1939, Solovkí foi um dos primeiros campos de trabalhos forçados na URSS. No documentário, mais de 60 anos depois de suas detenções, antigos prisioneiros políticos relembram suas experiências e o cotidiano do campo onde imperava, como diziam os guardas do local, não o poder soviético, mas o "poder soloviético".
Além do título de Ana Luiza e Furtado, há outro filme da produtora gaúcha Casa de Cinema na seleção itinerante. Cidades fantasmas, de Tyrell Spencer, venceu o principal prêmio, de melhor documentário de longa ou média-metragem. Com roteiros de Carolina Silvestrin e André Bittencourt, o projeto conta a história de cidades prósperas, que abrigaram populações inteiras e hoje estão abandonadas e consumidas pelo tempo. Catástrofes naturais, motivações econômicas, embates políticos e guerras são algumas das condições que levaram esses lugares ao total despovoamento. Sepultadas pelo tempo e esquecidas pelos mapas, o audiovisual refaz os passos das populações de oito localidades: Ararapira (PR), Cococi (CE), Fordlandia (PA), Minas do Camaquã (RS) e Vila do Ventura (BA), no Brasil; Epecuén, na Argentina; Armero, na Colômbia; e Humerstone, no Chile.
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