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Publicada em 24 de Março de 2025 às 16:42

Segmento de energia projeta construção de novas usinas no Estado

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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Na área de energia, o diretor do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Guilherme Sari, considera que 2025 será um período de muita visibilidade para o setor. “Entre este ano e 2027, esperamos muitas construções (de usinas) no Estado”, antecipa o dirigente. Ele aponta projetos eólicos e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) como os empreendimentos que devem se destacar.
Na área de energia, o diretor do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Guilherme Sari, considera que 2025 será um período de muita visibilidade para o setor. “Entre este ano e 2027, esperamos muitas construções (de usinas) no Estado”, antecipa o dirigente. Ele aponta projetos eólicos e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) como os empreendimentos que devem se destacar.
Uma associação que tem projetos a serem desenvolvidos, futuramente, na área hídrica e eólica é a cooperativa de infraestrutura Certel. “A Certel está com planos de geração de energia elétrica na eclusa de Bom Retiro (no rio Taquari), para mais de 100 mil pessoas, e também uma planta eólica, próxima de Teutônia, para gerar energia para em torno de 140 mil pessoas”, detalha o presidente da Certel, Erineo José Hennemann.
O investimento na hidrelétrica é estimado em cerca de R$ 350 milhões e na eólica R$ 400 milhões. A primeira usina é projetada para 35 MW de capacidade e a segunda em torno de 40 MW. Segundo ele, o País está demonstrando que a energia limpa e renovável é importante.
Na área de distribuição, o diretor-executivo da RGE, Ricardo Dalan de Vargas, comenta que o setor começou o ano com desafios intensos ainda no tema climático, como as ondas de calor em fevereiro, colocando o sistema elétrico no limite, e demonstrando que os investimentos já realizados em robustez da rede foram fundamentais para suportar essa adversidade. “O setor precisa entender que a qualidade do serviço prestado é algo que cada vez mais terá alto nível de exigência de nossos clientes”, salienta o dirigente.
No campo logístico, o vice-presidente da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) e presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Francisco Cardoso, aponta como uma preocupação nessa área a questão de como ficará a nova concessão do Polo Rodoviário de Pelotas. O contrato atual, da Ecosul (hoje rebatizada como Ecovias Sul), encerra em março de 2026.
Outro ponto salientado por Cardoso é a revisão do projeto de concessão de rodovias para o Bloco 2 na região do Vale do Taquari e Norte do Estado. “Para se ter uma tarifa de pedágio mais competitiva”, argumenta o dirigente. O chamado Bloco 2 abrange 32 municípios gaúchos, tem um total de 414,91 quilômetros de extensão e é composto por sete estradas (ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324, RSC-453 e BR-470).
Já sobre a conjuntura econômica, o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), Celestino Loro, enfatiza que o receio das indústrias da Serra gaúcha está concentrado no segundo semestre. "É um ano que está com uma taxa de juros muito elevada e para uma região que é extremamente dependente da fabricação de bens de capital isso é muito sensível", aponta o dirigente.

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