Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 30 de Março de 2026 às 00:30

Práticas sustentáveis consolidam reputação de marcas

Bruna Suptitz - coluna Pensar a cidade

Bruna Suptitz - coluna Pensar a cidade

/Tânia Meinerz/JC
Compartilhe:
Bruna Suptitz
Bruna Suptitz
A agenda ambiental deixou de ser um diferencial para as empresas e se tornou impositiva, por necessidade e por posicionamento de mercado. Quem investe já compreendeu o cenário: metade dos 10 maiores riscos globais projetados para os próximos 10 anos é relacionado à pauta ambiental, conforme aponta o mais recente Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial.
A agenda ambiental deixou de ser um diferencial para as empresas e se tornou impositiva, por necessidade e por posicionamento de mercado. Quem investe já compreendeu o cenário: metade dos 10 maiores riscos globais projetados para os próximos 10 anos é relacionado à pauta ambiental, conforme aponta o mais recente Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial.
Eventos climáticos extremos no topo das preocupações para a próxima década, ao lado da perda de biodiversidade, do colapso de ecossistemas e das mudanças críticas nos sistemas da Terra. No curto prazo, desinformação e clima seguem como ameaças predominantes, ampliando a complexidade do ambiente de negócios.
A ciência reforça o senso de urgência. Projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas indicam que o limite de 1,5°C de aquecimento global tende a ser ultrapassado de forma permanente nos próximos anos – o que já aconteceu em 2024. Um planeta mais aquecido intensifica eventos climáticos extremos e, como consequência, seus efeitos econômicos e sociais. 
Ambientalmente, a perda de biodiversidade leva a mudanças críticas nos sistemas, na qualidade do solo e no acesso à água potável. A escassez de recursos naturais impacta toda a cadeia produtiva, resultando na elevação de custos operacionais, perdas na produção e retração de mercado. E o meio empresarial global está ciente da nova lógica desse sistema. 
A pauta global é inescapável e tentar ignorá-la é um erro estratégico. Cidades castigadas por tempestades severas, como vivenciamos no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024, e o agronegócio paralisado por estiagens severas evidenciam que a crise ambiental já afeta o cotidiano e a economia com uma frequência maior que o esperado.
Atento a essa realidade, o consumidor moderno rompe laços com empresas que mantêm discursos obsoletos ou práticas predatórias. Naturalmente, o público migra e se fideliza a marcas que demonstram sintonia real com as urgências do planeta.
Nesse contexto, sustentabilidade passa a integrar a proposta de valor das marcas. A conexão entre valor de marca e sustentabilidade é uma rota clara e estratégica no mercado atual. Não se trata apenas de mitigar impactos, mas de reposicionar estratégias, cadeias produtivas e comunicação. Empresas que incorporam critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) de forma consistente fortalecem vínculos de confiança e ampliam sua relevância no mercado.

Notícias relacionadas