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Publicada em 30 de Março de 2026 às 00:55

Você não precisa de mais marketing. Precisa de melhores conexões.

Juliano Brenner Hennemann
Presidente do Sinapro-RS
Crédito - Divulgação

Juliano Brenner Hennemann Presidente do Sinapro-RS Crédito - Divulgação

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Juliano Brenner Hennemann 

Sócio-diretor da SPR, Professor no MBA da ESPM e Presidente do SinaproRS 
Juliano Brenner Hennemann 
Sócio-diretor da SPR, Professor no MBA da ESPM e Presidente do SinaproRS 
Grandes marcas não nascem da intensidade da execução, mas da qualidade das conexões  que sustentam suas decisões. E é justamente nesse ponto que muitas estratégias de  marketing começam a perder força, antes mesmo da primeira campanha. 
O sucesso não está em fazer mais. Está em conectar melhor. Conectar diagnóstico com  estratégia. Estratégia com execução. E, principalmente, decisões com o contexto real do  negócio, do mercado e do consumidor. 
O professor britânico Mark Ritson traduz isso em um modelo simples: o resultado do  marketing é a multiplicação entre diagnóstico, estratégia e tática. Quando os três funcionam  em alto nível, o potencial é máximo: 10 × 10 × 10 = 1000. É exigente, mas possível. 
Na prática, porém, o que se vê é um desequilíbrio recorrente. Diagnósticos superficiais,  baseados em percepções rápidas ou dados mal interpretados. Estratégias genéricas, que  evitam escolhas difíceis e diluem foco. E, por outro lado, uma execução que até parece bem feita. 
Em números: diagnóstico nota 5, estratégia nota 5 e tática nota 8. O resultado é 200. Ou seja,  apenas 20% do potencial, uma nota 2 em uma escala de zero a dez. Em outras palavras, um  fracasso disfarçado de eficiência. 
Essa conta revela algo essencial: nenhuma excelência tática compensa uma base mal  conectada. Mais do que isso, muitas vezes ela mascara o problema, criando a sensação de  progresso quando, na prática, o crescimento está limitado. 
Isso acontece porque muitas organizações concentram energia na execução, campanhas,  formatos, canais e ferramentas, enquanto diagnóstico e estratégia viram etapas formais ou  consensos pouco desafiadores. O resultado é previsível: muita atividade, pouca  transformação real. 
Diagnóstico não é burocracia. É entendimento profundo da realidade: dados, comportamento,  contexto competitivo, cultura da empresa e limites do negócio. É onde decisões começam a  ganhar consistência. 
Estratégia não é um plano de ações. É escolha, de onde competir, como vencer e,  principalmente, o que não fazer. É o que dá direção, foco e coerência ao longo do tempo. 
Dados ajudam a enxergar. Propósito orienta. Posicionamento diferencia. Mas é a conexão  entre esses elementos que transforma intenção em valor de marca, consistência em  reconhecimento e presença em preferência. 
No fim, marketing é decisão. E decisões fortes só acontecem quando essas dimensões estão  conectadas de forma coerente, contínua e disciplinada ao longo do tempo. 
Marcas fortes não são fruto de mais esforço. São fruto de melhores conexões. E isso não é opinião. É conta.

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