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Publicada em 30 de Março de 2026 às 00:55

Educação Deve Ser a Marca de Quem Decide

José Paulo da Rosa, reitor da Universidade Feevale

José Paulo da Rosa, reitor da Universidade Feevale

/Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação/JC
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José Paulo da Rosa

Reitor da Universidade Feevale
José Paulo da Rosa
Reitor da Universidade Feevale
A Coreia ficou 35 anos sob o domínio do Japão e apenas no final da segunda guerra mundial recuperou o controle do país. Como estratégia pós-guerra, decidiu priorizar a educação. Alguns anos depois, passou por uma luta interna, que levou à sua divisão: Coreia do Sul e Coreia do Norte. A Coreia do Sul manteve a estratégia original e continuou investindo 10% do PIB em educação. Imaginem as reuniões de governo nesse período, com vários integrantes pedindo mais verba para a guerra, a infraestrutura, a saúde, mas as pessoas que decidiam não recuaram quanto a essa priorização. Após 40 anos, a Coreia do Sul tornou-se referência em educação, com professores valorizados, a família participando da vida escolar, escolas com ótima estrutura e desenvolvimento econômico e tecnológico. Surgiram grandes marcas de automóveis e de equipamentos eletrônicos, com empresas globais suportadas por uma população com ótimos níveis educacionais. Trago esse exemplo (e poderíamos citar outros) para enaltecer que ao priorizar a educação de um país, teremos decisões consistentes, estratégias coerentes, propósito e posicionamento. Quem decide, precisa desenvolver estratégias que valorizem a educação, para que sua marca esteja entre as mais lembradas e preferidas. Estamos felizes pelo fato de a Feevale constar entre as marcas lembradas e preferidas no quesito educação superior, bem como por conquistar o segundo lugar com o Teatro Feevale. Educação e cultura bem posicionados. Entretanto, John Nash, Nobel de economia em 1994, defendia que o melhor resultado virá quando fizermos o melhor para nós e para o grupo, o que nos leva a lutar para que todo o ecossistema da educação seja lembrado, preferido e valorizado. Infelizmente, educação não é prioridade no Brasil. Possuímos ilhas de qualidade, mas não temos uma estratégia central ou resultados globais positivos nos indicadores educacionais.  Mesmo distante das guerras, os esforços dos governantes são diversos e difusos. Todos nós almejamos um país próspero, com empresas pujantes, desenvolvimento econômico e pessoas felizes. Também com grandes marcas mundiais, lembradas e preferidas por todos, tendo como origem o Brasil. Para que isso aconteça, precisamos priorizar a educação. A Coreia do Norte, ao contrário do Sul, não tem boas estratégias educacionais e tampouco possui marcas que possamos lembrar. Vamos, portanto, seguir os melhores exemplos mundiais – a educação deve ser a marca de quem decide.

 

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