Inspirado no livro homônimo da escritora gaúcha Angela Xavier, o espetáculo infantojuvenil O Lanceirinho Negro, do coletivo Trupi di Trapu, será apresentado em diversos espaços públicos de Porto Alegre a partir desta quinta-feira (23). A montagem dirigida por Mayura Matos traz à tona histórias de luta e resistência dos Lanceiros Negros, promovendo reflexões sobre ancestralidade e fortalecimento identitário para crianças e adolescentes. No elenco, estão Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson. Além deles, Ketelin Oliveira integra o grupo, realizando a interpretação de libras. As apresentações seguem até domingo (26).
O primeiro espaço a receber o espétáculo (nesta quinta-feira, às 17h) será a Esplanada da Restinga (Estr. João Antônio da Silveira, 2359). No sábado (25), o grupo se apresenta às 10h30min, no Chocolatão - Biblioteca (av. Loureiro da Silva, 445); e encerra o circuito às 16h de domingo, Parque da Redenção (perto da Cancha de Bocha). Todas as sessões são gratuitas.
Contemplada pelo último Edital de Produção Artística do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte), a peça fala das inquietações de uma estudante sobre a Revolução Farroupilha. Rico em sonoridades e elementos da cultura afro-gaúcha, o espetáculo utiliza recursos como atabaques, samba de roda e arquétipos dos orixás para envolver o público em uma narrativa poética e educativa.
Com este projeto, o coletivo se coloca em um lugar de acolhimento com as infâncias negras, se propondo ao resgate da memória heróica negra com grande relevância histórico-socialcultural e também de prospecção de lugares heróicos, positivos e de identificação para as novas gerações. Na montagem, os personagens conectam vivências contemporâneas com a memória dos Lanceiros Negros, símbolos de coragem e resiliência.
Com este projeto, o coletivo se coloca em um lugar de acolhimento com as infâncias negras, se propondo ao resgate da memória heróica negra com grande relevância histórico-socialcultural e também de prospecção de lugares heróicos, positivos e de identificação para as novas gerações. Na montagem, os personagens conectam vivências contemporâneas com a memória dos Lanceiros Negros, símbolos de coragem e resiliência.