Não sucumbiremos


Paulo Kruse
Paulo Kruse

presidente do Sindilojas Porto Alegre


Entendemos que devemos seguir lutando, unindo esforços, nos desafiando e, especialmente, buscando qualificação constante.


O ano que passou nos deixou algumas lições que devemos levar não apenas para nossos negócios, mas para as nossas vidas. A primeira delas é que ter planejamento é fundamental. Iniciamos 2020 com boas perspectivas de aumento nas vendas para o varejo, índices econômicos em crescimento, expectativa de aumento de empregos formais e de um mercado em ascensão. No entanto, não ocorreu dessa forma.
A pandemia do coronavírus, que chegou no País há pouco mais de um ano, pegou todos de surpresa, trazendo incertezas que modificaram as projeções e adiaram planos que até hoje não puderam ser colocados em prática. Muitos empresários viram-se sem saídas e tiveram de abandonar seus sonhos, fechando definitivamente as portas de suas empresas.
Sempre digo que ser empreendedor em um país como o Brasil é para os fortes. Mas, em uma situação como a que vivemos, sem aportes financeiros que realmente condizem com a realidade da maioria dos negócios e ainda lutando contra um inimigo invisível, é possível afirmar que estamos mais para soldados em uma árdua e imprevisível batalha. E quando, em alguns momentos, temos a sensação de estarmos nos reerguendo, o adversário retorna com novas e mais potentes munições.
Assim tem sido este 2021. Embora com um cenário mais claro do que virá pelo caminho, com mais apoio e compreensão dos nossos governantes de que saúde e economia precisam andar juntas, com a consciência de todos os cuidados que devemos tomar e de que a vacinação nos trará, sim, dias melhores, precisamos seguir em frente.
Neste período até aqui, tropeçamos, ficamos cara a cara com nossas fragilidades e com as barreiras que nos impediam de evoluir, mas aprendemos muito. Entendemos que devemos seguir lutando, unindo esforços, nos desafiando e, especialmente, buscando qualificação constante.
As mudanças e provações que a pandemia segue nos trazendo não ficarão para trás. Entendo - e defendo - que elas devem ser o impulso para que, de uma vez por todas, tenhamos atitudes condizentes com os novos tempos. Tempos esses de união, inovação - o que significa termos novos olhares em busca das soluções, além, é claro, da tecnologia - e colaboração.
Precisamos todos, como empresários e como cidadãos, mudar a ótica. Abrir mão de reclamar e de justificar nossos erros como culpa dos outros para, sim, irmos atrás de resoluções, de novas formas de colocarmos em prática o que hoje não nos traz o mesmo resultado que ontem. Que lembremos sempre: nossa cidade e nosso Estado precisam de nós, e, juntos, venceremos qualquer guerra.
Publicado em 26/04/2021.