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Publicada em 28 de Março de 2019 às 20:01

Para o LinkedIn, Lebes e Sesc RS, a relação entre colaborador e empregador está mais próxima

Lebes desenvolveu o programa para reconhecer capacitação profissional e desempenho dos colaboradores

Lebes desenvolveu o programa para reconhecer capacitação profissional e desempenho dos colaboradores

LUIZA PRADO/JC
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Há uma década, se candidatar para uma vaga de emprego usando uma rede social era incomum. “Era preciso levar seu currículo às empresas ou ainda, mandar um e-mail”, recorda o diretor geral do LinkedIn para a América Latina, Milton Beck. O que parecia estranho é uma realidade em 2019. O LinkedIn, por exemplo, está presente em 200 países e conta com mais de 590 milhões de usuários, sendo 35 milhões de brasileiros.
Há uma década, se candidatar para uma vaga de emprego usando uma rede social era incomum. “Era preciso levar seu currículo às empresas ou ainda, mandar um e-mail”, recorda o diretor geral do LinkedIn para a América Latina, Milton Beck. O que parecia estranho é uma realidade em 2019. O LinkedIn, por exemplo, está presente em 200 países e conta com mais de 590 milhões de usuários, sendo 35 milhões de brasileiros.
Com 250 funcionários no Brasil, a própria rede utiliza seu serviço para recrutar o seu pessoal. “Levamos em conta na hora de contratar não apenas experiências anteriores ou formação, mas principalmente, pessoas que queiram transformar o mercado de trabalho e estejam alinhadas com nossa cultura e valores”, relata Beck.
A tecnologia faz da rede social mais que uma espécie de classificados global. Ela também permite interações e trocas de experiência, além de influenciar nos processos de recrutamento, que utilizam da inteligência artificial para filtrar candidatos e vídeos e testes online nas etapas de processos seletivos. “Vale ressaltar, porém, que apesar de uma série de mudanças tecnológicas, habilidades comportamentais e valores, que nunca dependeram da tecnologia, estão sendo vivenciados como nunca”, salienta Beck. “As empresas estão olhando não mais apenas para candidatos com idiomas, cursos ou certificados, mas também para talentos que saibam, por exemplo, trabalhar em equipe e se comunicar bem”, acrescenta.
Para o representante do LinkedIn, o usuário que é ativo tem a chance de alcançar um número considerável de pessoas e, com isso, criar uma comunidade em torno da sua marca profissional. “A principal recomendação para ter um perfil atrativo para um recrutador é basicamente, preenchê-lo com o maior número de informações possível”, indica. Outra sugestão de Beck é cuidar com posições radicais e levar em conta o respeito. “Apesar de ser uma rede social, o LinkedIn funciona como uma extensão de sua vida profissional e, portanto, os protocolos da vida real também são válidos na virtual”, evidencia.
Nova geração quer “ser feliz”
A pesquisa Tendências Globais de Recrutamento 2018, realizada pelo LinkedIn, feita com 18 mil participantes de 16 países, revelou que o jovem brasileiro não vê mais sinônimo de sucesso em ser promovido, casar ou ter cargos de alta hierarquia. “Ele quer fazer seu horário de trabalho com flexibilidade, ter mais tempo para a vida pessoal, ou empenhar-se com algo que tenha propósito na sua visão de mundo”, esclarece Beck.
Ou seja, as novas gerações (millenials, Z e Y), devem ter papel fundamental no próximos anos para a reformulação do que é importante em um emprego. “Dos 60% dos entrevistados brasileiros da geração Z já se considerava sucedida”, relata. O grupo, ao ser questionado sobre o que considera sucesso, listou, em primeiro lugar, “ser feliz” (72%), seguido por “manter o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho” (71%) e, em terceiro, “ser saudável” (68%). Os sinônimos de sucesso: ‘ganhar um aumento de salário’ e ‘ganhar mais dinheiro que meus amigos’, tiveram baixos percentuais, com 21% e 7%, respectivamente.
Colaboradores precisam se identificar com propósito da empresa
O Sesc RS encabeça o ranking Great Place to Work (Melhores empresas para trabalhar). O lema da empresa gaúcha é cuidar, emocionar e fazer as pessoas felizes. Segundo a gerente de Recursos Humanos, Elizabeth Ercolani de Carvalho, se os três pilares não forem praticados com o colaborador, o cliente não receberá o propósito. “Contratamos pessoas que têm um fit cultural semelhante ao do Sesc. Se não é identificado com trabalho social, não adianta querer que trabalhe aqui, porque não vai se orgulhar e se emocionar com as realizações do Sesc”, observa.{'nm_midia_inter_thumb1':'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/01/30/206x137/1_beth_carvalho_foto_divulgacao-8611226.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5c51db5c790a5', 'cd_midia':8611229, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/jpg/2019/01/30/480x320/1_beth_carvalho_foto_divulgacao-8611226.jpg', 'ds_midia': 'Elizabeth Ercolani de Carvalho, gerente de Recursos Humandos do Sesc/RS', 'ds_midia_credi': 'SESC/DIVULGAÇÃO/JC', 'ds_midia_titlo': 'Elizabeth Ercolani de Carvalho, gerente de Recursos Humandos do Sesc/RS', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '480', 'cd_midia_h': '319', 'align': 'Left'}
Ela enfatiza, inclusive, que 80% do quadro da equipe do SESC-RS participou espontaneamente da pesquisa do GPTW. “É sigilosa e apenas recebemos os resultados. Eles querem participar dessa construção”, comemora. A partir das críticas e elogios, é traçado um plano de ação. “Eu acredito que isso deva ser seguido pelo mercado”, pensa.
Elizabeth acrescenta que o funcionário precisa ver um sentido no trabalho. “Hoje não cabe mais acordar e passar oito horas dentro de uma empresa, executando tarefas que não são vistas com relevância”, comenta. Além da oportunidade de crescimento, a gerente do Sesc-RS frisa que a empresa permite o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. “Até porque os nossos serviços que prestamos vão muito pela linha da cultura, do lazer, da educação, do turismo e da saúde”, menciona. Para Elizabeth, o trabalho participativo é fundamental e a escuta é essencial para o melhor vínculo empresa-colaborador.
Programas de desenvolvimento estimulam equipe da Lojas Lebes
A Lebes é uma empresa familiar com mais de 160 lojas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, uma fábrica de moda em São Jerônimo, um Centro Logístico em Gravataí e o Centro Administrativo em Eldorado do Sul. A empresa, que também figura no ranking GPTW, desenvolveu o Programa Realização, que busca reconhecer a capacitação profissional e o desempenho dos colaboradores.
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De acordo com o diretor da Lojas Lebes, Otelmo Drebes, as oportunidades de crescimento e da cultura e valores sólidos resultam no comprometimento e dedicação dos mais de três mil colaboradores. “A partir do programa é possível dimensionar qualitativa e quantitativa, os recursos humanos delimitando atribuições deveres e responsabilidades de cada cargo, assim como as competências necessárias para estimular o crescimento de todos”, explica Drebes.
Drebes destaca que a empresa pratica uma política de salários e benefícios iguais ou superiores aos do mercado. Ainda, estimula desenvolvimento de líderes através Grupo de desenvolvimento I, Grupo de desenvolvimento II e Programa de Trainee de Loja. O diretor argumenta que para estreitar a relação entre a empresa e o colaborador, são realizados eventos que envolvem informação, treinamento e reconhecimento dos colaboradores. “São 20 encontros anuais que contam com a participação de representantes de todas as filiais, diretoria, executivos e profissionais de diferentes setores da empresa”, contextualiza.
O propósito da Lebes é: “Facilitar o acesso das pessoas aos seus sonhos”. E cada novo processo é criado com essa diretriz. “A Lebes acredita que cada objetivo é alcançado, porque a empresa investe no engajamento de seus ‘facilitadores de sonhos’ (como são chamados os talentos)”, finaliza o diretor da rede.

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