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Notícia da edição impressa de 20/08/2019. Alterada em 20/08 às 03h00min

Célebres defensores dos DH no Brasil

  • Herbert de Souza, o Betinho [3/11/1935 - 9/8/1997] - O sociólogo e ativista dos direitos humanos ficou marcado pelo incansável trabalho de combate à miséria e à fome. Foi o idealizador da ONG Ação da Cidadania contra a Fome, iniciativa que buscava mobilizar segmentos da sociedade em prol de soluções contra a fome. Perseguido pelos militares, refugiou-se no Chile, de onde também teve de fugir, após o golpe que derrubou o presidente Salvador Allende.
  • Abdias do Nascimento [14/3/1914 - 23/5/2010] - Histórico defensor dos direitos das populações negras, Abdias do Nascimento deixou um legado interdisciplinar e intercultural nos estudos e nas ações em defesa da igualdade para as comunidades negras no Brasil e no mundo. A militância o tornou alvo do governo militar, e, assim, teve de sair do Brasil, encontrando refúgio nos EUA, onde viveu por 13 anos. Além da atividade acadêmica e social, fez sua voz ser ouvida no Parlamento como senador entre 1991 e 1994 e entre 1996 e 1999.
  • Dom Hélder Câmara [7/2/1909 - 27/8/1999] - Declarado por lei como patrono brasileiro dos direitos humanos, o arcebispo emérito de Olinda e Recife foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e notório defensor dos DH. Perseguido pelo regime autoritário durante a ditadura no Brasil, foi chamado de comunista pelos militares, que lhe deram a alcunha de "arcebispo vermelho". Indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz, entre 1970 e 1973, Dom Hélder Câmara teve seu reconhecimento boicotado pelo governo ditatorial brasileiro, que atuou nos bastidores para que ele não recebesse a honraria.
  • Therezinha de Godoy Zerbini  [16/4/1928 - 14/3/2015] - A assistente social e advogada foi um dos principais nomes da luta pela redemocratização no País. Fundou e liderou o Movimento Feminista pela Anistia (MFPA), primeira organização a defender abertamente a anistia. Enquadrada, em 1969, na Lei de Segurança Nacional, foi presa em fevereiro de 1970, ficando detida por oito meses. No MFPA, organizou a criação dos Comitês Femininos pela Anistia nas principais cidades do País, tendo começado pelo Rio Grande do Sul.
  • Zilda Arns [25/8/1934 - 12/1/2010] - A irmã de Dom Paulo Evaristo Arns teve uma vida dedicada aos trabalhos sociais em favor dos mais necessitados, especialmente crianças e idosos. Fundou a Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa, braços sociais da CNBB. Médica sanitarista, foi indicada ao Nobel da Paz em 2006. Zilda Arns morreu fazendo aquilo que mais amava: ajudando as pessoas. A ativista estava em Porto Príncipe, capital do Haiti, em 12 de janeiro de 2010, em missão humanitária, quando o país foi atingido por um forte terremoto e ela foi uma das vítimas fatais.
  • Maria da Penha [1/2/1945] - Nome e rosto no combate à violência contra a mulher no Brasil, a farmacêutica foi, por duas vezes, vítima de tentativa de homicídio por parte de seu marido em 1983, o que acabou a deixando paraplégica. A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos considerou o episódio como um crime de violência doméstica, medida inédita até então, que resultou na condenação do Brasil por não ter tomado medidas para garantir a segurança e dar fim às práticas violentas contra ela. Maria da Penha deu nome à lei que cria mecanismos para coibir a violência contra a mulher no País.
  • Jair Krischke [15/10/1938] - O fundador e presidente do Movimento Justiça e Direitos Humanos, entidade que, há 40 anos, trabalha em defesa da garantia dos direitos fundamentais, é um nome conhecido em toda a América Latina quando o assunto são os DH. Com atuação em defesa de perseguidos políticos durante a ditadura militar brasileira, trabalhou na defesa da democracia e na denúncia dos abusos cometidos pelos governos autoritários. Atualmente, Jair Krischke recebe proteção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos em razão de ser jurado de morte no Uruguai por um grupo ligado à ditadura militar naquele país.
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