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energia

Notícia da edição impressa de 23/03/2020. Alterada em 23/03 às 16h15min

Creluz investe em energia fotovoltaica

Em Ametista do Sul foram instalados quatro empreendimentos

Em Ametista do Sul foram instalados quatro empreendimentos


/CRELUZ/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
A cooperativa de geração e distribuição de energia Creluz, que opera em 36 municípios situados na Região Norte do Estado, viu na produção fotovoltaica uma forma de aprimorar as condições de atendimento para seus clientes. Como são usinas que podem ser implementadas de forma descentralizada (não precisam estar perto de uma mina de carvão ou de um grande rio, por exemplo), esses complexos podem ser construídos em pontos em que o sistema de transmissão de energia apresente falhas, por não serem tão robustos ou estarem muito longe da fonte de geração. A medida de aproveitar a fonte solar foi adotada pelo grupo na cidade de Ametista do Sul, onde conta com quatro empreendimentos dessa natureza, dois em fase de teste e dois em operação comercial.
O presidente da Creluz, Elemar Battisti, destaca que a cooperativa tem consumidores na região que são providos pelo grupo, porém o local enfrenta dificuldades quanto à tensão da energia que chega aos clientes. "Para enfrentar esse verão, (a solar) foi uma solução não somente de geração, mas também para o problema de distribuição", comenta. Recentemente, no dia 16 de março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concedeu a liberação da operação comercial da unidade geradora de 0,56 MW da usina solar São Miguel, de propriedade da Creluz e que faz parte dos complexos que a cooperativa possui em Ametista do Sul. O empreendimento, que começou os testes em dezembro, foi resultado de um investimento de cerca de R$ 4 milhões e pode beneficiar, aproximadamente, 500 residências.
Com a permissão do órgão regulador, a cooperativa, a partir de agora, poderá comercializar e se remunerar por essa energia. A ideia é vender essa geração no mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão comprar a eletricidade). Mesmo que algum interessado fora do Estado, por exemplo, compre essa produção, a usina continuará contribuindo para a confiabilidade do sistema elétrico do entorno em que foi instalada. Isso porque a energia gerada em Ametista do Sul não irá diretamente para quem pagar por ela, mas será disponibilizada no sistema interligado nacional. Trata-se de uma espécie de compensação da eletricidade, pois quem comprou o volume de energia do complexo gaúcho poderá receber pela rede elétrica a mesma quantidade de energia adquirida, contudo de outra procedência. É como o dinheiro em uma operação bancária, quando uma pessoa deposita R$ 100,00, poderá sacar esses R$ 100,00 em qualquer caixa eletrônico, entretanto não quer dizer que as notas serão as mesmas que a pessoa depositou.
As quatro usinas solares da Creluz somam em torno de 2 MW de potência, e cada uma ocupa uma área de cerca de 1 hectare. Apesar de terem contribuído para melhorar a qualidade do fornecimento de energia na área ao redor de Ametista do Sul, para resolver a situação da distribuição de forma mais efetiva, está sendo construída uma subestação que deverá ficar pronta ao final do ano, no município de Pinhal. O investimento nesse complexo é de R$ 22,5 milhões. Battisti detalha que, em termos de qualidade de energia, essa iniciativa resolve a questão para 17 cidades abrangidas pela Creluz, porém, para outras localidades, as usinas fotovoltaicas ainda seriam uma boa opção, que deve ser mantida para corrigir eventuais dificuldades com oscilações de tensão.
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