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Alterada em 23/06 às 15h01min
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Aceleração da digitalização cria oportunidades para startups

Carolina comenta que empreendedores precisam fazer a lição de casa para ajustar receitas

Carolina comenta que empreendedores precisam fazer a lição de casa para ajustar receitas


WAYRA/DIVULGAÇÃO/JC
Apesar das incertezas, o cenário de pandemia da Covid-19 acelerou processos de digitalização das companhias de diversos setores e trouxe oportunidades. Uma em cada quatro startups considera que a crise do novo coronavírus provocou impacto positivo em seu negócio.
Apesar das incertezas, o cenário de pandemia da Covid-19 acelerou processos de digitalização das companhias de diversos setores e trouxe oportunidades. Uma em cada quatro startups considera que a crise do novo coronavírus provocou impacto positivo em seu negócio.
Algumas ganharam uma gama de novos potenciais clientes em tempo recorde e 72% delas têm planos de manter ou até expandir suas equipes dentro dos próximos meses, já que o trabalho tende a aumentar. É o caso, especialmente, das startups de setores como educação (edtech), finanças (fintechs), saúde (ehealth) e telecomunicações, que estão sendo bastante requisitadas neste cenário de crise.
Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada com as startups do portfólio global da Wayra e do Telefónica Open Innovation, espalhadas por nove países, como Alemanha, Brasil e Reino Unido. Atualmente, 500 startups fazem parte do portfólio de inovação aberta global da Telefónica e mais de 20% fazem negócios com a companhia.
A agilidade e a criatividade para responder de forma rápida e o mais positiva possível aos desafios têm sido pontos a favor destas operações. Mas, claro que o receio que ronda a economia no mundo todo também afeta essas empresas. A maioria (74%) acha que a crise do novo coronavírus terá impactos negativos nos seus negócios.
O receio é especialmente maior entre as empresas que atuam nos setores que mais sofrem com a crise neste momento, como é o caso das áreas de viagens, varejo, serviços para a casa e aquelas que precisam fechar negócios ao vivo. Em geral, a maior preocupação é a queda nas vendas (43%), seguida pela suspensão de pagamentos (17%) e a perda de clientes (11%).
A head de portfólio e scouting da Wayra, Carolina Morandini, comenta que, logo no começo da pandemia, quando houve o pedido de quarentena, as startups da Wayra seguiram as recomendações de ter o time 100% em home office, segurar caixa e renegociar com fornecedores.
“A maioria trabalhou em um plano de contingência projetando cenários que foram desde zero de receita a partir de abril até 20% e 50% da receita, o que as fizeram reavaliar todos os custos extras que poderiam ser cortados, evitando demissões”, comenta.
Segundo o estudo, mais de 80% não têm planos de demitir colaboradores e apenas 9% estão apostando na redução de horas como forma de superar a crise. A grande maioria (85%) conseguiu rapidamente implementar o trabalho a partir de casa.
Além disso, algumas das entrevistadas (26%) observaram que os impactos da crise podem significar também oportunidades para seus negócios: já que o momento exige uma aceleração dos processos de digitalização das companhias de diversos setores, algumas startups ganharam uma gama de novos potenciais clientes em tempo recorde. Por conta disso, boa parte das startups (72%) têm planos de manter ou até expandir suas equipes dentro dos próximos meses, já que o trabalho tende a aumentar.
Sem dúvida, esse tem sido um momento ainda mais desafiador para os empreendedores, que já vivem nas suas jornadas desafios diários, já que hora estão crescendo muito, hora perdem clientes que atrapalham o plano ou surge algo fora do planejado. “Uma pandemia como essa afeta a todos, mas aqueles que fizeram um plano de contingência rápido, com cenários possíveis e redução de custos têm conseguido segurar bem essa fase. Além disso, muitos passaram a olhar mercados que nesse momento estariam mais estáveis, como energia, telelecom e e-commerce, em busca de novos clientes”, analisa Carolina.
O estudo também detectou uma especial aceleração na digitalização de pagamentos na América Latina, já que os pagamentos digitais podem ser realizados tanto à distância quanto sem contato, o que tem sido bastante indicado na atual conjuntura.
Outra evolução que pode ser antecipada é a digitalização de pequenas e médias empresas (PMEs), que vão precisar adotar serviços digitais e armazenamentos na nuvem para serem mais eficientes neste momento onde todos estão sendo encorajados a trabalhar remotamente.
“Os clientes começaram a retomar os negócios e as receitas, que estavam meio congeladas, voltaram a subir. Talvez todos tenham entendido que essa realidade por durar por mais tempo e que os negócios não podiam parar”, observa a gestora da Wayra.
Comentários
Patrícia Knebel
Patrícia Knebel
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