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Porto Alegre, domingo, 26 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 20/08/2018.
Alterada em 26/08 às 09h23min
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Antigas fábricas de armas viram distrito de arte em Pequim

A arte literalmente passa por você em diferentes lugares no antigo distrito industrial

A arte literalmente passa por você em diferentes lugares no antigo distrito industrial


THIAGO COPETTI/ESPECIAL/JC
Sediado em um antigo complexo industrial dos anos 1950, o Distrito de Arte 798 é um destino turístico não muito conhecido, mas que deveria constar em roteiros de mais viajantes. E também pode servir de inspiração para ocupação de espaços em Porto Alegre.
O complexo fabril de Dashanzi fez parte da cooperação militar-industrial entre a União Soviética e a recém-formada República Popular da China. Muitos dos projetos tinham fins militares, mas, como o Exército Popular de Libertação tinha necessidade de componentes eletrônicos modernos, os chineses também buscaram apoio na Alemanha Oriental.
As fábricas exigiam grandes espaços internos e foram abrigadas em uma área de 640 mil metros quadrados, nomeada Joint Factory 718 - seguindo o método do governo de nomear fábricas militares com o número sete. Em 1957, teve início a produção.

> Confira detalhes que compõem o antigo distrito industrial:

Nos anos 1980, sob pressão das reformas de Deng Xiaoping e privadas de apoio governamental, muitas indústrias entraram em declínio e se tornaram obsoletas. Nos anos 1990, a maioria das fábricas havia cessado a produção. E, assim, começou a nascer a ideia de ocupar o local pela comunidade artística, que procurava um lar.
Como a arte de vanguarda era desaprovada pelo governo e existia nos arredores de Pequim, a Academia Central de Belas Artes de Pequim (Cafa) iniciou a busca por um amplo e barato espaço longe do centro, e começou a ocupar o local.
Nos anos 2000, uma nova leva de artistas começou a povoar o local. Foi quando o norte-americano Robert Bernell - considerado, por muitos, o fundador do 798 contemporâneo - mudou sua livraria, galeria e escritório de publicação para uma antiga cantina de fábrica e foi o primeiro estrangeiro a ocupar o local.
Depois, com a Timezone 8, a estilista Xiao Li, ao lado de seu marido, o artista Cang Xin, e de Bernell, ajudou artistas a proteger e alugar espaços na área que, hoje, se tornou um deslumbrante espaço de arte contemporânea e de vanguarda, com dezenas de galerias, lojas e performances artísticas.
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Thiago Copetti

A convite do Centro Internacional de Imprensa da China, o repórter está participando de um intercâmbio no gigante asiático. No blog Conexão China, apresentará, além de informações econômicas e políticas da segunda maior economia do mundo, também curiosidades culturais e gastronômicas, dicas de turismo e como é o cotidiano da vida em Pequim.