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Jornal do Comércio

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Feira

25/08/2018 - 20h13min. Alterada em 25/08 às 20h36min

Clima de otimismo domina a abertura oficial da Expointer em Esteio

Klein disse que a crise não vai atrapalhar a aposta em uma feira de sucesso

Klein disse que a crise não vai atrapalhar a aposta em uma feira de sucesso


KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC
Rafael Vigna
O sol que tomou conta do Parque de Exposições Assis Brasil, na tarde deste sábado (25), em Esteio, resgatou a confiança dos representantes de entidades organizadoras da 41ª edição da Expointer. Apesar das incertezas do cenário eleitoral, do ambiente econômico marcado pelo encarecimento dos insumos e da elevação da taxa de câmbio, o clima de otimismo dominou a abertura oficial da feira. Na avaliação dos representantes do setor, o evento será marcado pela “superação” e pela “expectativa” de bons negócios – já projetados em cerca de R$ 2 bilhões em 2018.
“Tenho certeza de que esta será a melhor Expointer dos últimos anos”, sacramentou o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto. Na mesma linha, o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia, afirma que a 41ª edição do evento já dá indícios de que “teremos uma grande Expointer neste ano”.
Para o presidente do sistema Farsul, Gedeão Pereira, esta será uma feira lembrada pela expectativa e pela superação. “Temos noção dos grandes desafios e esta é uma oportunidade para superarmos as dificuldades”, comenta Pereira. Pereira chama a atenção para as incertezas que rondam a realização da feira. “O ambiente econômico é absolutamente confuso. A única certeza que temos é que não sabemos o custo da nossa safra. Quando o dólar bata na casa de R$ 4,10, mesmo que os fundamentos econômicos indiquem um câmbio a R$ 3,40, temos a nossa incerteza ampliada. Mesmo assim, creio que teremos uma grande feira”, analisa.
O Secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, minimiza os efeitos do cenário macroeconômico. Segundo ele, trata-se de algo “circunstancial”, mas que não anula o otimismo com o desenvolvimento do agronegócio gaúcho. “Há expectativa e perplexidade com relação ao cenário econômico. Crises são constantes no setor. Por outro lado, quem compra animais de raça está de fato olhando para o futuro. Quem investe em máquinas e implementos agrícolas não está olhando para o presente ou para a crises circunstanciais, está sim demonstrando otimismo com o futuro”, afirma.
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