Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 25 de junho de 2018.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 25/06/2018.
Alterada em 25/06 às 01h00min
COMENTAR | CORRIGIR

'Empresários precisam conhecer a China'

Para vice-prefeito de Zhuhai, Zhu Qingqiao, brasileiros não tem conhecimento das oportunidades chinesas

Para vice-prefeito de Zhuhai, Zhu Qingqiao, brasileiros não tem conhecimento das oportunidades chinesas


/THIAGO COPETTI/ESPECIAL/JC
Zhuhai

Zhu Qingqiao é vice-prefeito da cidade de Zhuhai, uma das mais importantes da rica província de Guandog, no Sul da China. Zhu é um grande conhecedor da economia e da política do Brasil. Atuou no País como ministro conselheiro da embaixada chinesa por três anos, em diferentes períodos entre 2009 e 2014. Membro permanente do Partido Comunista da China e funcionário do Ministério de Relações Exteriores chinês, ele ressalta que atua como vice-prefeito por opção. "Estou aqui por dois anos para entender melhor como funciona um governo local", explica Zhu.
Estar no comando de Zhuhai também tem uma finalidade estratégica. A cidade está entre as principais áreas metropolitanas do país, e ficará ainda mais no foco das atenções a partir deste ano, quando será inaugurada a ponte Zhuhai-Hong Kong-Macau, unindo estas três zonas especiais de comércio. Com 55 quilômetros é, segundo o governo de Xi Jinping, a maior ponte de concreto sobre o mar. A obra, já totalmente construída, será apresentada em detalhes na próxima coluna Conexão China.
Em entrevista durante evento de apresentação de Zhuhai para jornalistas latinos, ele conversou com o Jornal do Comércio e falou sobre como e onde empresas brasileiras podem ampliar seus negócios por aqui. E começou a conversa dando um puxão de orelha nos empresários e executivos brasileiros. A seguir, Zhu dá dicas e recomendações para quem quer ampliar as relações comerciais com o gigante asiático.
Jornal do Comércio - Que recomendação o senhor daria a empresários brasileiros interessados em receber investimentos chineses e em vender mais para cá?
Zhu Qingqiao - Primeiro, tem que vir para a China, com mais frequência. A maioria dos empresários brasileiros não conhece e nunca veio à China. Conhecer a cultura local é importante antes de qualquer negócio. Macau, por exemplo, tem muito dinheiro, e eles poderiam usar esses recursos financeiros vindo para cá primeiro, conhecendo o país, fazendo contatos, encontrando oportunidades. Não existe apenas Shangai e Pequim. Existem muitos recursos no Sudeste chinês. Cantão é a economia mais forte da China, com cerca de 12% do Produtos Interno Bruto do país.
JC - Durante este evento de apresentação de Zhuhai a jornalistas da América Latina o senhor citou inclusive um centro de negócios latinos na região. No que ele consiste?
Zhu - É uma plataforma para trocas de serviços, como financeiros e jurídicos, e de comércio. No ano passado, convidamos inclusive algumas empresas brasileiras para participar deste centro.
JC - Alguma delas veio ou fez contatos com o governo?
Zhu - Não, nenhuma retornou. Espero que isso mude e que venham mais empresas brasileiras para cá. Vale lembrar que Macau, que está aqui do lado, é uma plataforma de negócios interessantes para países lusófonos e a cidade está querendo diversificar sua economia, hoje muito baseada em cassinos e hotéis, para setores também financeiros e de tecnologia.
JC - O senhor, que conhece o Brasil, apontaria que produtos com potencial de expansão de vendas para cá, indo além de commodities, mas pensando em manufaturados?
Zhu - O consumo como um todo está elevado na China. Isso não é simplesmente dizer que os chineses estão comendo mais. Estão comendo bem, produtos de qualidade e produtos saudáveis. O Brasil poderia explorar mais e vender produtos ligados com saúde, com suas plantas e sua grande biodiversidade, por exemplo. O consumidor daqui quer coisas diferentes, que não tem aqui, quer coisas diversificadas também e saudáveis. O Brasil pode utilizar seus abundantes recursos naturais aliados à tecnologia e ganhar mercado com isso.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia

Thiago Copetti

A convite do Centro Internacional de Imprensa da China, o repórter está participando de um intercâmbio no gigante asiático. No blog Conexão China, apresentará, além de informações econômicas e políticas da segunda maior economia do mundo, também curiosidades culturais e gastronômicas, dicas de turismo e como é o cotidiano da vida em Pequim.