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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de maio de 2018.
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Imprensa

Notícia da edição impressa de 01/06/2018. Alterada em 31/05 às 19h44min

Repórter crítico a Putin diz que forjou morte para escapar de ameaça

Quando surgiu a notícia de que o repórter russo Arkadi Babtchenko havia sido morto a tiros, na terça-feira, em Kiev, o governo ucraniano não demorou a apontar o dedo para Moscou - o jornalista era um crítico obstinado do presidente Vladimir Putin. A Rússia negou qualquer participação no suposto crime, dizendo ser alvo de campanha difamatória.
Parecia só mais um lance da habitual troca de acusações entre os rivais, mas, dessa vez, a história teve uma reviravolta digna de folhetim, quando o próprio Babtchenko apareceu, na quarta-feira, diante de colegas de ofício, em uma entrevista coletiva. Ele confessou ter forjado sua morte.
Babtchenko explicou que a operação, em parceria com a polícia ucraniana, foi planejada há mais de um mês. O objetivo era justamente impedir seu assassinato, depois de ele ter recebido diversas ameaças. O repórter deixou seu país em 2017 por razões de segurança. Segundo Kiev, Moscou contratou um homem por R$ 110 mil para matar o jornalista. A polícia ucraniana queria enganar os antagonistas de Babtchenko, fazendo-os crer que o plano tinha funcionado. Uma pessoa foi detida no episódio.
"Queria pedir desculpas pelo que fiz vocês sofrerem", Babtchenko disse durante a coletiva, à beira das lágrimas. Ele não havia avisado nem seus parentes próximos sobre o estratagema. "Perdoem-me, mas não havia outra maneira de fazer isso. Também quero pedir desculpas a minha mulher pelo inferno que ela viveu."
A encenação convenceu a imprensa da Europa inteira. O jornal britânico The Guardian, por exemplo, relatou que Babtchenko levou três tiros nas costas ao deixar seu apartamento para comprar pão.
 
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